sexta-feira, 31 de julho de 2015

Câncer de rim: entenda a importância do diagnóstico

6 March 2015 | Por Liliane Rose Christ
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O câncer de rim é uma doença silenciosa e quase sem sintomas, por isso, quando descoberta já está em estágio avançado e apresenta quadro de metástase, ou seja, outros órgãos, geralmente pulmão, fígados e ossos, já foram atingidos pelo câncer.

Sentir dores nas costas e sangue ao urinar podem ser sintomas de doença nos rins. Foto: iStock, Getty Images
Cerca de 60% dos casos da doença são descobertos acidentalmente e somente 10% dos pacientes apresentam os sintomas clássicos do câncer de rim, que são dores nas costas, sangue na urina e palpação do tumor no abdômen.

Sintomas e grupo de risco do câncer de rim

Além dos sintomas clássicos deste tipo de câncer – dores nas costas, sangue na urina e palpação do tumor no abdômen – a neoplasia também provoca reações diversas chamadas de síndromes paraneoplásicas.

Essas reações são causadas pela produção de enzimas e substâncias semelhantes a hormônios e podem provocar aumento da pressão arterial e das mamas, alteração do fígado, alterações hormonais e elevação dos níveis de cálcio etc.

Pessoas com mais de 50 anos são considerados grupo de risco em potencial, além de fumantes, principalmente homens, obesos, hipertensos, pacientes em hemodiálise, pessoas que fazem uso indiscriminado de diuréticos por período prolongado e também pacientes com doenças genéticas, como esclerose tuberculosa ou doença de Von Hippel-Landau.

Diagnóstico do câncer de rim

O câncer de rim tem o diagnóstico dificultado devido à ausência de sintomas e também pela localização do órgão, que fica na parte de trás do abdômen.

Para ajudar o médico na identificação do sintomas, além de exames de sangue que evidenciam alterações na urina, o paciente deve fazer ultrassom, que mostra a presença de nódulo ou massa renal; tomografia computadorizada do torax, que ajuda a verificar o estadiamento da doença; cintilografia óssea, que mostra se há metástases ósseas; e biópsia.

O diagnóstico também ajuda o médico a descobrir qual dos cinco tipos de câncer de rim acometeu o paciente. São eles:

1. Carcinoma Renal de Células Claras

Este tipo de neoplasia é visto entre 70% e 90% dos casos e é originado geralmente no tubo que filtra as impurezas do sangue.

2. Carcinoma Papilar

O segundo tipo de tumor mais comum relacionado ao rim, atingindo de 10% a 15% dos casos, pouco palpável por ser muito pequeno, no entanto, provoca dores fortes no paciente.

3. Carcinoma Renal Cromófobo

Este tumor é visto em 5% dos casos e não aparece nos exames, apenas quando exposto ao azul escuro ou roxo.

4. Ductos Coletores

Este tipo de tumor se origina em uma das estruturas do rim, chamado Tubo de Bellini, é raro e dolorido.

5. Sarcomatoides

É o tumor mais raro, visto em apenas 1% dos casos, mas também é o mais agressivo.

Como é o tratamento para o câncer

Este tipo de câncer tem bom prognóstico quando diagnosticado precocemente, ou seja, o tumor deve ter tamanho entre três e quatro centímetros.

Quando maior, os riscos envolvendo a doença aumentam e, geralmente é isso que acontece devido à dificuldade de diagnóstico da doença. O tratamento para a doença envolve medicamentos, dieta adequada e cirurgia para remoção do tumor.

Mas, diferentemente de outras neoplasias, o câncer de rim não tem boa resposta à radioterapia e quimioterapia. Como alternativa, os médicos usam métodos como a imunoterapia, que estimula o sistema imunológico do paciente com uso de medicamentos potentes.


Câncer de mama: médicos defendem teste de perfil genético no SUS

Agência Brasil
Médicos defendem a incorporação do teste de perfil genético para o câncer de mama no rol dos procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS) e no Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em algumas unidades particulares do país, a tecnologia importada mapeia os 70 genes do nódulo e indica se o tumor é de baixo risco ou de alto risco.
A presidenta da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), Maira Caleffi, lamentou que hoje muitas mulheres acabem tendo que passar por sessões de quimioterapia sem precisar.

“Na dúvida, os médicos recomendam a quimioterapia. Metade dessas pacientes, em estágio 1, com axila negativa e tumores pequenos, acaba tendo que fazer a quimioterapia sem nenhum benefício significativo”, disse Maira. “A indicação é muito restrita, e o teste pode ser incorporado ao SUS sem grandes repercussões nos recursos públicos. Mas os critérios devem estar muito bem definidos para a utilização desses testes”, alertou.

A presidenta da Femama acredita que no futuro, com maior conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce, mais mulheres poderão se beneficiar com o teste. 

“Essas pacientes são cada vez mais comuns. O triste é não ter esses casos, pois muitas pacientes ainda aparecem com tumores grandes e axila comprometida, que nem dá margem para dúvida: recomendamos a quimioterapia”.

De acordo com a entidade internacional Early Breast Cancer Trialists Collaborative Group, entre 30% e 40% das mulheres com câncer de mama no mundo não precisariam de quimioterapia.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Ruffo de Freitas Junior, além de poupar a mulher com tumor mais brando do uso da quimioterapia, o teste no sistema público de saúde pouparia gastos.

“Essa plataforma gênica separa de maneira exemplar e muito segura as pacientes que vão precisar de quimio e as que não vão”, comentou. “O tratamento de quimioterapia tem entre quatro e oito ciclos. Cada ciclo custa de R$ 6 mil a R$ 8 mil. Atualmente, o estudo custa aproximadamente entre R$ 10 mil e R$ 12 mil. Dois ciclos de quimioterapia já pagariam o teste”, argumentou o médico.

A publicitária paulista Flávia Mantovanini, 43 anos, descobriu no exame de rotina que tinha um tumor maligno de nível 2. Após a cirurgia, o médico indicou a quimioterapia como forma de prevenção, mas Flávia optou por fazer o mapeamento genético com recursos próprios para tentar evitar a químio.

“Com essa identificação, vi que era um problema hormonal e que havia poucas chances de voltar. É um exame caro, mas aceitei fazer, porque a quimioterapia é realmente muito agressiva,” contou ela, que atualmente faz uso de remédio preventivo, que terá que tomar por dez anos. “A operação foi há seis meses e estou ótima”, disse.n


Um estudo sobre o perfil de câncer de mama das mulheres de acordo com as regiões do país, desenvolvido pela Universidade de São Paulo, aponta que os casos da doença são mais comuns no Sul e Sudeste, porém mais agressivos no Norte e Nordeste. Divulgado em outubro de 2014, o estudo mostrou que no Sul e Sudeste a incidência do tumor triplo negativo (mais agressivo) é aproximadamente 14%, enquanto no Norte o índice sobe para 20,3% e no Nordeste e Centro-Oeste vai para 17,4%. Já os tumores do tipo luminal A (baixo risco) representam 30,8% dos casos relatados na Região Sul e 28,8% no Sudeste. A frequência desse tipo de câncer cai para 24,1% no Nordeste, 25,3% no Norte e 25,9% no Centro-Oeste.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Adolescente britânica dá dicas sobre luta contra câncer em vlog

BBC BRASIL.com
16 jun 2015


Charlotte foi diagnosticada com câncer aos 16 anos

"Tive cabelo roxo, nenhum cabelo, cabelo comprido, escuro e sedoso; lábios vermelhos, lábios escuros, lábios rachados por quimioterapia. Namorados, novos amigos, amigos que nunca mais vi. Dois anos, um ano, câncer nos meus melhores anos. E ainda estou aqui."

Com apenas 16 anos, a britânica Charlotte Eades, foi diagnosticada com câncer no cérebro.

Agora, aos 18, ela tem um vlog no YouTube que dá dicas para pessoas da sua idade na mesma situação e também conta sua história. O vlog faz parte de uma campanha sobre câncer na adolescência feita pela organização Clic Sargent.

"Assim que fui diagnosticada, vi que havia alguns vídeos sobre câncer no YouTube, mas não eram para a minha faixa etária. Eram adultos e eu não conseguia interagir com aquilo. Eu queria ver um adolescente e como eles lidavam com aquilo", disse ela à BBC.

Em um dos vídeos do canal, ela fala sobre como é perder o cabelo e conta suas experiências com perucas, gorros - e sem usar nada.

Charlotte conta como os anúncios de produtos para o cabelo, que estão em toda parte, a incomodavam, e atribui parte desse incômodo também à influência de desenhos da Disney, onde todas as princesas tem cabelos compridos.

"Quero que as pessoas que estejam sofrendo perda de cabelo saibam que são todas lindas. E, quando as pessoas te encararem na rua, apenas sorria, porque elas não esperam que você faça isso."

Adolescente dá dicas voltadas para pessoas da mesma faixa etária
Também fala sobre ideias equivocadas que as pessoas têm sobre câncer.

"Tenho um adesivo de deficiente porque, quando faço quimio, fico muito cansada. No ônibus, muitas vezes sento no assento para deficientes. Muitas pessoas olham para mim desconfiadas. Ainda não aconteceu, mas um dia alguém vai me perguntar e vou dizer: tenho câncer", diz.

Ela também afirma que o cabelo voltar a crescer não significa que a pessoa esteja curada e diz que se irrita quando as pessoas falam que "nem parece que ela tem câncer", como que desconfiando de que ela tivesse doente
.
Mas o canal não é só sobre isso. Como muitas adolescentes, ela dá dicas e mostra alguns produtos que gosta, como bolsas, carteiras e agenda.

Um dos vídeos mais vistos é sobre uma agenda da marca Louis Vuitton.

"Eu comprei isso principalmente porque tenho muitas consultas e médicos", diz.


A partir daí, passa a falar da estampa, dos bolsos e do papel da agenda. 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Governo federal do PT vem destruindo o INCA

Em meio a problemas com falta de insumos, diretor-geral do Inca é substituído
Luiz Antonio Santini sai do instituto depois de quase dez anos e vice entra em seu lugar
por Alessandro Lo-Bianco / Célia Costa
14/05/2015 9:07 / Atualizado 14/05/2015 14:24

RIO - Depois de quase dez anos como diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o médico Luiz Antonio Santini foi substituído. A mudança ocorre no momento em que um dos maiores institutos de saúde do país passa por dificuldades com falta de insumos e de materiais hospitalares. Para o lugar de Santini, a secretária de Atenção a Saúde do Ministério da Saúde, Lumena Furtado, escolheu Reinaldo Rondinelli, que era vice-diretor. A decisão foi tomada após uma reunião realizada nesta quarta-feira.
O Ministério da Saúde foi procurado pelo GLOBO, mas ainda não se manifestou sobre o motivo da substituição. No entanto, segundo informações da Associação dos Funcionários do Instituto Nacional do Câncer (Afinca), Rondinelli teria assumido a direção-geral a pedido do próprio Santini. De acordo com a Afinca, Luiz Santini e o Ministério da Saúde acumulavam um histórico de atritos. “O Inca parecia ter sido esquecido pelo MS e tinha muitos de seus eventos técnico-científicos simplesmente desconsiderados”, afirma trecho da nota da associação. Ainda segundo o órgão, a ideia é que Rondinelli trabalhe como diretor-geral interino até que Brasília indique um nome.
O ex-diretor do Inca explicou que houve um acordo entre ele e a Secretaria do Ministério da Saúde:
— Entendemos que era chegada a hora de haver uma mudança. Dede 2006, estamos sob pressão dos órgãos de controle para a mudança do modelo jurídico e não temos conseguido avançar — disse ele, considerando que o novo diretor-geral, Reinaldo Rondinelli, precisará do mesmo apoio e compreensão para as dificuldades mencionadas.
Para o diretor da Associação dos Funcionários do Inca, Nemezio Amaral Filho, os órgãos de controle não estariam pressionando Santini e o Inca por uma mudança no modelo jurídico, e sim que fosse feito, de forma regular, a contratação de novos funcionários.
— O fato é que os órgãos de controle não estavam pressionando ninguém por uma mudança. Os órgãos de controle deixaram claro que os funcionários terceirizados fossem substituídos por servidores concursados. Não se trata de mudar o modelo de gestão, e sim de obedecer um ordenamento jurídico estabelecido por lei, e que não estava sendo respeitado pela gestão do hospital — disse Nemezio.
MPF MOVEU AÇÃO CONTRA SANTINI
O tema em questão virou alvo de ação judicial. Isso porque, em 2012, o Ministério Público Federal (MPF) no Rio moveu ação de improbidade administrativa contra o ex-diretor, Luiz Santini, por contratação irregular de terceirizados na unidade. De acordo com o MPF, o Inca vem contratando terceirizados para exercerem funções de médicos, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas por intermédio da Fundação Ary Frauzino, que também está sendo processada. Também é ré na ação a coordenadora de Recursos Humanos do hospital, Cassilda dos Santos Soares.
Segundo o procurador da República Sergio Suiama, autor da ação, não houve concurso para contratação de novos funcionários ao longo dos últimos anos, conforme prevê a lei, dando margem a contratações feitas por favorecimentos e relações interpessoais.
— É certamente injustificável a inércia dos administradores públicos em observar os ditames legais, bem como a arbitrariedade do instituto ao contratar os serviços terceirizados, apesar da existência de aprovados em concursos públicos — disse ele que, além de pedir a condenação da diretoria e da fundação, pediu a nulidade de todos os contratos de trabalhos feitos por intermediação da Fundação Ary Frauzino com o Inca, entre junho de 2012 e junho de 2014. O caso teve início após denúncia sobre a contratação irregular de uma médica.
PACIENTES ENFRENTAM PROBLEMAS
Os problemas que os pacientes do Inca estão enfrentando foram mostrados em reportagem publicada pelo GLOBO no dia 1º de maio. Pacientes relataram dificuldades para marcar cirurgias e exames, além de reclamarem da falta de materiais hospitalares básicos, como luvas e gazes. Um dos casos mostrado foi o da dona de casa Noemi Oliveira, que acompanha semanalmente o filho, Hitan, de 3 anos, para tratar de um tumor. Na ocasião, ela contou que estava muito preocupada com o atendimento. Noemi Oliveira disse que os enfermeiros retiravam as gazes do curativo, colocavam dentro de um saquinho plástico pediam que levasse na semana para que fosse reutilizadas.
Outro caso foi o de Tatiane Santos, que saiu de Roraima para fazer acompanhar o tratamento da filha Taís, de 6 anos, que enfrenta uma leucemia. Há um ano e dois meses, ela mora em uma casa de apoio no Rio e aguarda uma vaga para que seja realizado o transplante de medula da menina. Segundo ela, os comentários são de que não há material para a internação.
Em entrevista ao GLOBO, à época da reportagem, o então diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini, admitiu que o ajuste orçamentário da instituição, no último trimestre de 2014, impactou o sistema de compras. Segundo ele, houve problemas com a compra de aproximadamente 300 itens, dentre os cerca de cinco mil produtos dos quais a instituição necessita.




quinta-feira, 2 de julho de 2015

ALERTA: Direção do Inca decide suspender exames de outras instituições


Por Ancelmo Gois
Ontem à noite, a direção do Inca decidiu suspender todos os exames para  pacientes que não se se tratam dentro da instituição. A hematologista Rose Filgueiras, do Hospital da Lagoa, diz que 1.600 pacientes  que são tratados de leucemia mielóide crônica, por exemplo,  ficarão sem os seus exames:

- Sei que é grave a situação financeira do hospital. Mas considero a decisão um genocídio - diz Filgueiras.

Pesquisa: câncer pode atingir 2 em cada 3 pessoas no mundo

Terra
Duas em três pessoas nascidas hoje poderão desenvolver câncer, segundo cientistas britânicos revelaram nesta quarta-feira. Além disso, as estimativas da Cancer Research UK demonstram que metade de todos os adultos nascidos a partir de 1960 pode sofrer com a doença ao longo da vida. As informações são do The Telegraph.


Especialistas disseram que as novas estatísticas – que superam as anteriores de um em cada três pessoas – trazem uma previsão mais precisa até agora. Grande parte do crescimento nos números dos casos se deve ao aumento da expectativa de vida e ao fato de que o câncer é mais comum entre os idosos. No entanto, pesquisadores alertam que um terço do crescimento é devido aos fatores de estilo de vida, tais como o uso do álcool, cigarros, aumento da obesidade e mudanças na procriação.

A pesquisa foi divulgada no Jornal Britânico do Câncer e revela números surpreendentes, tais como: 53,5% dos homens nascidos depois de 1960 sofrem risco de ter câncer (contra 38,5% dos nascidos anteriormente a isso); entre as mulheres, o risco é menor, porém cresceu também, indo para 47,5% de chances. A média de risco entre os dois gêneros, portanto, é de 50,5%.

Os autores do estudo ainda apontaram a necessidade de mudanças nos hábitos de vida, que devem acompanhar o crescimento da expectativa de vida (que pode continuar aumentando). Caso isso não aconteça, a grande parte das crianças no mundo poderá desenvolver a doença em suas vidas.

A boa notícia é que a cura da doença dobrou nos últimos 40 anos, graças ao desenvolvimento na detecção e no tratamento. Cerca de metade dos doentes hoje pode sobreviver pelo menos por uma década.