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quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Guia traz análises e orientações sobre alimentação, nutrição, atividade física e câncer

O Instituto Nacional de Câncer divulgou, recentemente, a publicação “Dieta, nutrição, atividade física e câncer: uma perspectiva global – um resumo do terceiro relatório de especialistas com uma perspectiva brasileira”. Com o material, o INCA pretende “fornecer subsídios técnicos para fundamentar intervenções individuais e coletivas promotoras de práticas alimentares saudáveis e de atividade física, contribuindo, dessa forma, para o reconhecimento social da relação entre alimentação, nutrição, atividade física e câncer e para a prevenção e o controle do câncer no Brasil”.

O documento é uma tradução adaptada e ampliada do resumo do III Relatório de Especialistas do Fundo Mundial de Pesquisa em Câncer (WCRF – World Cancer Research Fund) e do Instituto Americano para Pesquisa em Câncer (AICR –  American Institute for Cancer Research). Traz o posfácio “Alimentação, nutrição, atividade física e câncer: uma análise do Brasil e as recomendações do INCA”, com dados epidemiológicos e recomendações que consideram a realidade nacional, com base no Guia Alimentar para a População Brasileira.

O texto do guia considera que as mudanças no padrão alimentar e no perfil nutricional dos brasileiros têm gerado um cenário preocupante. “O aumento no consumo de alimentos processados e ultraprocessados, frente aos alimentos frescos, às refeições e às preparações tradicionais, vem sendo acompanhado pelo aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade”, ressalta o material.

As recomendações do INCA listam uma série de hábitos que devem ser adotados para a prevenção do câncer no Brasil, entre eles: a manutenção do peso corporal saudável; ser fisicamente ativo como parte da rotina diária; fazer dos alimentos de origem vegetal a base da dieta; evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e fast food; evitar o consumo de carnes processadas; evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não usar suplementos alimentares para prevenção do câncer. 

As orientações também incentivam a amamentação, que protege as mães do câncer de mama e os bebês do sobrepeso e da obesidade ao longo da vida. Uma observação especial é direcionada ao consumo de chimarrão, que não deve ocorrer em temperaturas superiores a 60 °C.

O texto do guia ressalta que “após o diagnóstico de câncer, sempre que possível, o paciente deve seguir as recomendações de prevenção. Durante o tratamento, avaliar, junto ao profissional de saúde responsável, o que é aconselhável”.

Outro apontamento importante chama atenção para o risco de exposição ao tabaco e ao excesso de sol. “Embora cada recomendação individual ofereça benefícios para a proteção contra o câncer, a maior parte do benefício é obtida ao tratar todas as recomendações como um padrão integrado de comportamentos relacionados à alimentação, à atividade física e a outros fatores associados ao modo de vida”, afirma o documento do INCA.

A nutricionista Luísa Nunes, integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer, concorda que o conjunto de hábitos e comportamentos saudáveis ajudam a prevenir os tumores. “Falamos de estilo de vida e este conceito engloba sono, atividade física, alimentação, controle do estresse, vida social e afetiva, equilíbrio psicológico e saúde mental.

O câncer tem suas preferências e se pode instalar mais facilmente quando encontra, reunido, o maior número possível de fatores de risco, como predisposição genética, obesidade e vida sedentária, alimentação inadequada, excesso de álcool, exposição à radiação e a agentes químicos, consumo de tabaco, estresse e exposição a plásticos, agrotóxicos e aditivos químicos nos alimentos”, completa Luísa. 

“A alimentação tanto pode ajudar quanto atrapalhar a vida de uma pessoa. Uma nutrição bem feita, com alimentos integrais, orgânicos, ricos em polifenóis, fitoquímicos e nutrientes antioxidantes e anti-inflamatórios, é a chave para longevidade. Longevidade é envelhecer com saúde mantendo a capacidade funcional física e cognitiva do indivíduo”, afirma Luísa. A nutricionista exemplifica o impacto da obesidade e vida sedentária sobre o aumento da incidência de câncer de mama, carcinomas de endométrio, tumores malignos de cólon e de adenocarcinoma de esôfago.

 

https://vencerocancer.org.br/cancer/prevencao/analises-sobre-alimentacao-nutricao-atividade-fisica-e-cancer/?catsel=cancer

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Guia traz análises e orientações sobre alimentação, nutrição, atividade física e câncer

O Instituto Nacional de Câncer divulgou, recentemente, a publicação “Dieta, nutrição, atividade física e câncer: uma perspectiva global – um resumo do terceiro relatório de especialistas com uma perspectiva brasileira”. Com o material, o INCA pretende “fornecer subsídios técnicos para fundamentar intervenções individuais e coletivas promotoras de práticas alimentares saudáveis e de atividade física, contribuindo, dessa forma, para o reconhecimento social da relação entre alimentação, nutrição, atividade física e câncer e para a prevenção e o controle do câncer no Brasil”.

O documento é uma tradução adaptada e ampliada do resumo do III Relatório de Especialistas do Fundo Mundial de Pesquisa em Câncer (WCRF – World Cancer Research Fund) e do Instituto Americano para Pesquisa em Câncer (AICR –  American Institute for Cancer Research). Traz o posfácio “Alimentação, nutrição, atividade física e câncer: uma análise do Brasil e as recomendações do INCA”, com dados epidemiológicos e recomendações que consideram a realidade nacional, com base no Guia Alimentar para a População Brasileira.

O texto do guia considera que as mudanças no padrão alimentar e no perfil nutricional dos brasileiros têm gerado um cenário preocupante. “O aumento no consumo de alimentos processados e ultraprocessados, frente aos alimentos frescos, às refeições e às preparações tradicionais, vem sendo acompanhado pelo aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade”, ressalta o material.

As recomendações do INCA listam uma série de hábitos que devem ser adotados para a prevenção do câncer no Brasil, entre eles: a manutenção do peso corporal saudável; ser fisicamente ativo como parte da rotina diária; fazer dos alimentos de origem vegetal a base da dieta; evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e fast food; evitar o consumo de carnes processadas; evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não usar suplementos alimentares para prevenção do câncer. 

As orientações também incentivam a amamentação, que protege as mães do câncer de mama e os bebês do sobrepeso e da obesidade ao longo da vida. Uma observação especial é direcionada ao consumo de chimarrão, que não deve ocorrer em temperaturas superiores a 60 °C.

O texto do guia ressalta que “após o diagnóstico de câncer, sempre que possível, o paciente deve seguir as recomendações de prevenção. Durante o tratamento, avaliar, junto ao profissional de saúde responsável, o que é aconselhável”.

Outro apontamento importante chama atenção para o risco de exposição ao tabaco e ao excesso de sol. “Embora cada recomendação individual ofereça benefícios para a proteção contra o câncer, a maior parte do benefício é obtida ao tratar todas as recomendações como um padrão integrado de comportamentos relacionados à alimentação, à atividade física e a outros fatores associados ao modo de vida”, afirma o documento do INCA.

A nutricionista Luísa Nunes, integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer, concorda que o conjunto de hábitos e comportamentos saudáveis ajudam a prevenir os tumores. “Falamos de estilo de vida e este conceito engloba sono, atividade física, alimentação, controle do estresse, vida social e afetiva, equilíbrio psicológico e saúde mental.

O câncer tem suas preferências e se pode instalar mais facilmente quando encontra, reunido, o maior número possível de fatores de risco, como predisposição genética, obesidade e vida sedentária, alimentação inadequada, excesso de álcool, exposição à radiação e a agentes químicos, consumo de tabaco, estresse e exposição a plásticos, agrotóxicos e aditivos químicos nos alimentos”, completa Luísa. 

“A alimentação tanto pode ajudar quanto atrapalhar a vida de uma pessoa. Uma nutrição bem feita, com alimentos integrais, orgânicos, ricos em polifenóis, fitoquímicos e nutrientes antioxidantes e anti-inflamatórios, é a chave para longevidade. Longevidade é envelhecer com saúde mantendo a capacidade funcional física e cognitiva do indivíduo”, afirma Luísa. A nutricionista exemplifica o impacto da obesidade e vida sedentária sobre o aumento da incidência de câncer de mama, carcinomas de endométrio, tumores malignos de cólon e de adenocarcinoma de esôfago.

 

https://vencerocancer.org.br/cancer/prevencao/analises-sobre-alimentacao-nutricao-atividade-fisica-e-cancer/?catsel=cancer

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Pesquisa indica que 40% dos casos de câncer estão associados a sobrepeso


Dieta saudável e perda de peso ajudam a reduzir riscos Divulgação

Excesso de peso aumenta risco de desenvolver 13 tipos de tumor
03/10/2017 18:51:13
AFP - http://odia.ig.com.br/mundoeciencia/2017-10-03/pesquisa-indica-que-40-dos-casos-de-cancer-estao-associados-a-sobrepeso.html
Washington, EUA - Cerca de 40% dos casos de câncer detectados nos Estados Unidos em 2014 — mais de 630 mil no total — estão associados ao excesso de peso, indicaram especialistas nesta terça-feira, pedindo que as ações preventivas sejam intensificadas.
Em um país em que 71% dos adultos têm sobrepeso ou obesidade, as conclusões dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) "são motivo de preocupação", disse a diretora da agência, Brenda Fitzgerald.
"A maioria dos adultos americanos pesa mais do que o recomendado, e ter sobrepeso põe as pessoas em alto risco de sofrer de diferentes tipos de câncer", disse em um comunicado.
"Atingindo um peso saudável e mantendo-o, todos podemos ter um papel na prevenção do câncer", acrescentou.
Está demonstrado que ter excesso de peso aumenta o risco de desenvolver 13 tipos de tumor, incluindo o câncer de esôfago, de tireoide, de mama pós-menopausa, de vesícula, estômago, fígado, pâncreas, rim, ovários, útero, cólon e reto.
A taxa de tumores associados à obesidade está aumentando, em contraste com a taxa total de casos de câncer, que diminuiu desde os anos 90.
O câncer colorretal foi o único câncer associado ao peso que diminuiu entre 2005 e 2014, com uma queda de 23%, em grande parte graças à melhora do diagnóstico, segundo o relatório.
O resto de casos associados ao peso aumentaram 7% na última década.
SAIBA MAIS
Aproximadamente dois terços dos 630 mil casos de 2014 associados ao peso ocorreram em pessoas de 50 a 74 anos, sendo as mulheres as mais afetadas, com 55% dos tumores diagnosticados associados ao peso, em comparação com 24% nos homens.
Segundo os últimos dados dos CDC, 32,8% dos americanos têm sobrepeso e 37,9% são obesos.
Uma pessoa é considerada acima do peso quando seu índice de massa corporal (IMC, o resultado da divisão do peso pela altura ao quadrado) é entre 25 e 29,9, e obesa quando o IMC é 30 ou mais.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Unicamp revela poder da atemoia em prevenir câncer e outras doenças


Segundo pesquisa feita em Campinas, fruta doce pode atuar na prevenção.
Alimento ainda é antioxidante e contém compostos anti-inflamatórios.
Do G1 Campinas e Região

Uma pesquisa realizada na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, em Campinas (SP), descobriu que a atemoia, uma fruta híbrida, que é produzida a partir do cruzamento entre a fruta-do-conde (Annona Squamosa, L.) e a cherimoia (Annona cherimola), tem alto poder de antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, que previnem doenças como o câncer, aterosclerose, inflamações, artrite e artrose.

Os pesquisadores analisaram a fruta desidratada e o estudo revelou que a polpa tem tanto potássio quanto a banana. Segundo a Unicamp, a ingestão de 300 gramas é o mesmo que consumir 20% do potássio diário de que os seres humanos precisam.

Ômegas 3 e 6
A semente tem ácidos graxos, ômegas 3 e 6, nutrientes encontrados em alimentos como o azeite.

“Eles diminuem o colesterol ruim, sem alterar o colesterol bom, e acabam prevenindo algumas doenças cardiovasculares”, destaca a pesquisadora Maria Rosa de Moraes.
Durante a pesquisa, os profissionais da FEA descobriram que a casca é a que contém mais nutrientes que fazem bem para a saúde. Ela possui dez vezes mais nutrientes do que a polpa. Os chamados compostos bioativos podem ser usados na indústria farmacêutica, de cosméticos e alimentícia.      

A atemoia é pouco conhecida e a principal forma de consumo é in natura. Mas, a fruta, considerada cara, pode ser consumida na forma de suco, geleias, compotas e purês. Ela é muito doce, suculenta e contém poucos caroços.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dieta mediterrânea reduz incidência de câncer de mama, mostra estudo

ESTADÃO    Em São Paulo
26/10/2015 11h22
Classificada como um dos modelos mais saudáveis de alimentação, a dieta mediterrânea teve ação comprovada para a redução de incidência de câncer de mama, segundo um estudo da Universidade de Navarra, na Espanha, que avaliou 4.282 mulheres entre 60 e 80 anos.
Durante a avaliação, que durou seis anos, as mulheres foram divididas em três grupos: o primeiro fez a dieta mediterrânea suplementada com azeite de oliva extravirgem, o segundo fez a dieta mediterrânea suplementada com oleaginosas e o terceiro recebeu uma dieta com recomendação para reduzir o consumo de gorduras.
A pesquisa, intitulada Predimed (Prevención com Dieta Mediterránea), foi publicada no mês passado na revista científica da área médica Jama.
A redução da incidência de câncer de mama foi de 62% no primeiro grupo. Entre todas as participantes, foram diagnosticados 35 casos da doença no período. "Esse foi o primeiro estudo desenhado com tamanho adequado e que conseguiu quantificar o benefício da dieta mediterrânea. Isso comprova também a parte tradicional e recomendada de não fumar, ter baixo peso e boa alimentação", explica o oncologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, Stephen Stefani.
Stefani explica que o azeite foi o ingrediente de destaque dentro da pesquisa. "O estudo mostrou que a dieta exclusiva não trouxe um impacto tão grande quanto o da associada ao azeite de oliva. Ele é o protetor das mutações, ajuda na correção e na prevenção primária de tumores e tem efeito antioxidante."
Segundo o oncologista, a partir da pesquisa, é possível que especialistas passem a recomendar o tipo de dieta para prevenir novos casos. "A dieta mediterrânea é preventiva, mas não tem efeitos quando a doença já está instalada", destaca.

Composição

Peixes, oleaginosas, como nozes e castanhas, azeite, vinho, leite e derivados estão entre os ingredientes que fazem parte da dieta mediterrânea. "É uma dieta mais natural, com ingredientes frescos e com pouco consumo de carne vermelha e de carboidratos", diz a nutricionista da clínica MAE Roseli Ueno.
Roseli diz que, para ter o efeito desejado, a dieta deve ser incluída no dia a dia das mulheres e que o segredo para manter o cardápio é organizar as compras com antecedência. Apesar dos benefícios, ela alerta que a dieta deve ser adotada após a consulta com um profissional. "É uma boa dieta, mas tem de se encaixar com o perfil calórico da pessoa."


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Linguiça, bacon e presunto são cancerígenos, diz OMS

BBC Brasil James Gallagher
26/10/201510h27

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o consumo de carne processada - como bacon, salsichas e presunto - causa câncer. Segundo o documento, 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumentam a chance de desenvolver câncer colorretal em 18%.
De forma mais branda, pela falta de provas mais contundentes, a organização também reforçou o alerta em relação à carne vermelha, dizendo que ela seria "provavelmente cancerígena".
De acordo a correspondente da BBC em Genebra, Imogene Foulkes, no caso da carne vermelha o "quadro não é tão claro". "O estudo mostra provas limitadas de que comer carne bovina, carne de porco ou cordeiro pode causar câncer, mas outras explicações não podem ser descartadas", afirmou.
A correspondente da BBC afirmou ainda que a OMS destaca que o consumo baixo de carne traz benefícios à saúde. Mas os consumidores precisam saber que também existem riscos no baixo consumo, sendo o mais recomendável comer carne com moderação.

A carne vermelha é uma grande fonte de ferro, zinco e vitamina B12.

Aditivos

Carne processada é a carne que foi modificada para aumentar seu prazo de validade ou manipular o gosto. São as carnes defumadas, curadas ou que recebem aditivos, como sal ou conservantes. São estes aditivos que podem aumentar o risco de desenvolver câncer.
A OMS chegou a essas conclusões após aconselhamento de sua Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, que avalia os melhores dados científicos disponíveis. 
Com isso, a carne processada passa a estar na mesma categoria que plutônio e bebidas alcoólicas, substâncias que comprovadamente causam câncer.

No entanto, isso não significa que consumir bacon, por exemplo, seja tão ruim quanto fumar.

"Para um indivíduo, o risco de desenvolver câncer colorretal (no intestino) por causa do consumo de carne processada continua pequeno, mas este risco aumenta com a quantidade de carne consumida", disse Kurt Straif, da OMS.

Para o professor da Universidade de Oxford Tim Key, que também é membro da organização beneficente britânica voltada para pesquisa do câncer Cancer Research UK, é uma questão de moderação.

"Esta decisão não significa que você precisa parar de comer qualquer tipo de carne vermelha ou processada, mas se você come muito, há boas razões para pensar em diminuir. Comer bacon de vez em quando não vai causar muito dano - uma dieta saudável é baseada na moderação", afirmou.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Alimentos poderosos contra o câncer

Confira uma lista com 30 ingredientes para você incluir saúde e sabor no prato
iG São Paulo
Uma alimentação saudável e equilibrada é a chave para uma saúde de ferro. Os pesquisadores já descobriram que uma dieta correta consegue evitar doenças graves, como o câncer.
"A verdade é que nosso comportamento alimentar, de modo geral, é efetivamente responsável por grande parte dos casos de câncer desenvolvidos", alerta David Khayat, em seu mais recente livro "A verdadeira dieta anticâncer" (Ed. Lua de Papel).
Para estar protegido, o ideal é comer um pouco de cada grupo alimentar, sem restringir nenhum deles. Equilibrar esses grupos e comer com moderação é o segredo para reduzir as chances de desenvolver a doença.
Na lista de alimentos com ótimas propriedades anticancerígenas estão frutas como a maçã, a melancia, a romã e o kiwi, legumes como o pimentão, temperos e ervas como a salsa, pimenta e a menta, e outros alimentos como o tofu, a semente de girassol e a quinoa.
1.    A uva contém polifenóis, entre eles o resveratrol, que protege as células dos danos oxidativos causados pelos radicais livres


2.    O tofu contém fitoestrogênios, que interferem no crescimento do câncer, principalmente o de mama

3.    A semente de girassol é rica em proteína e fibra, essa última um poderoso anticancerígeno

4.    A salsa é rica em vitamina C e cálcio, que evitam a proliferação dos radicais livres

5.    A rúcula é uma ótima fonte de quercetina e carotenoides, poderosos antioxidantes e anticancerígenos

6.    A romã contém elagitaninos, poderosos antioxidantes - logo, um anticancerígeno natural


7.   8.    Pimentão tem bioflavonoides, agentes antioxidantes


9.    A pimenta contém piperina, substância com ação anti-inflamatória, que inibe o crescimento do câncer

10. O pão integral é rico em fibras, capazes de diminuir as chances de desenvolver câncer de intestino

11. O ovo é rico em zeaxantina e luteína, dois importantes antioxidantes, que evitam a doença

12. As nozes contêm ômega-3. Esse ácido-graxo é eficaz na proteção contra o câncer

13. Além de antisséptico, a menta é uma ótima fonte de antioxidantes

14. A melancia tem licopeno, um antioxidante que pode reduzir o risco de câncer


15. O mel é rico em enzimas antioxidantes, potentes contra o câncer
16. A maçã contém quercetina, um flavonóide potente contra o câncer


17. A lentilha é uma ótima fonte de proteína vegetal e um poderoso anticancerígeno

18. O kiwi tem luteína, substância com propriedades antioxidantes e, portanto, anticancerígena

19. O gengibre tem um alto teor de vitamina C, que é capaz de levar as células cancerígenas à morte

20. A cúrcuma contém curcumina, substância anti-inflamatória e antioxidante

21. A couve-flor é rica em compostos índoles, que protege contra o surgimento de câncer, principalmente de mama


22. Assim como a couve-flor, a couve-manteiga contém compostos índoles, que protegem contra o câncer


23. O chá verde contém epigalocatequina, um composto semelhante aos flavonóides, que ajuda na prevenção do câncer
24. A cebola roxa é fonte de antocianinas, capazes de reduzir o tamanho de tumores
25. A cebola branca contém selênio, rico em antioxidantes e, portanto, anticancerígeno


26. O brócolis tem folato, que tem propriedade anticancerígena


27. A beterraba contém antocianinas, um flavonoide antioxidante e anticancerígeno


28. Além de ácidos-graxos, a azeitona verde contém ácidos fenólicos, poderosos antioxidantes

29. Composto em sua maioria de ácidos-graxos, o azeite é rico em ômega-3, importante antioxidante e, por isso, anticancerígeno

30. O alho é rico em compostos sulfurados, que inibe o metabolismo da célula cancerosa

quinta-feira, 7 de março de 2013

Estudo: carne processada é responsável por uma em cada 30 mortes


A carne processada é feita com a combinação de restos de animais, como articulações, que contêm alta concentração de gorduras.

Se sua refeição é recheada de bacon, presunto e salsicha, melhor rever os hábitos alimentares. Um estudo publicado na revista BMC Medicine mostrou que a carne processada é prejudicial à saúde, e responsável por uma em cada 30 mortes. As informações são do Daily Mail.


A pesquisa realizada em toda a Europa, incluindo o trabalho de cientistas de Oxbridge, analisou a dieta e histórico médico de quase meio milhão de pessoas. “Homens e mulheres com um alto consumo de carne processada têm maior risco de morte prematura, particularmente devido a doenças vasculares, mas também ao câncer”, alerta o estudo.

A carne processada é feita com a combinação de restos de animais, que não podem ser vendidos como bons cortes, como articulações, que contêm alta concentração de gorduras. Com isso, os investigadores sugerem um limite de 20 g por dia de carne processada.


Pesquisadores de dez países questionaram 450 mil pessoas e avaliaram sua saúde por, em média, 13 anos. Destes, 26.344 participantes morreram durante o estudo, sendo que os que consumiam carne processada com frequência tinham 44% mais probabilidade de morrer prematuramente do que os demais.

A pesquisa apontou ainda que aqueles que comiam mais de 160 g de carne processada diariamente – o que equivale a três salsichas – tinham 72% mais chances de morrer de doenças cardíacas
Um estudo do ano passado já havia apontado que comer 50 g de carne processada diariamente – o que equivale a uma salsicha – aumenta a probabilidade de câncer em 20% Este novo estudo mostra números ainda maiores, com aumento de 50% de chance de morte prematura para quem coloca este tipo de alimento na dieta.


“Não se preocupe em comer um sanduíche com bacon. Ele não vai te matar. O problema é comer quatro sanduíches de bacon todos os dias da sua vida”, indica Karol Sikora, professora e especialista em câncer da Grã Bretanha.

Carne processada pode causar câncer de pâncreas


Da BBC | Pesquisadores da Suécia sugerem que comer carne processada, como bacon e salsichas, pode estar relacionado com o câncer de pâncreas. Eles afirmam que comer 50g de carne processada – cerca de uma salsicha – todos os dias, pode aumentar o risco de câncer em 19%.

Comer carne vermelha e processada já foi ligado ao câncer de intestino. Como resultado da pesquisa, o governo do Reino Unido recomendou em 2011 que as pessoas não comam mais do que 70g por dia.

Susanna Larsson, que conduziu o estudo do Instituto Karolinska, disse que a ligação da carne com outros tipos de câncer foi algo bastante controverso. “Sabemos que comer carne aumenta o risco de câncer colorretal, mas não é muito conhecida a ligação com outros tipos de câncer”, disse.

O novo estudo analisou informações de 11 outras pesquisas e 6.643 pacientes com câncer de pâncreas. Ele sugere que o risco de câncer de pâncreas aumenta 19% para cada 50g adicionados a dieta diária. Ter 100g extras aumentaria o risco em 38%.

O risco de desenvolver câncer de pâncreas em toda a vida é “relativamente pequeno”, de acordo com um instituto de estudo de câncer britânico – um em cada 77 homens e uma em cada 79 mulheres.

“Ainda não sabemos se a carne é um fator de risco definido para o câncer de pâncreas e outros grandes estudos são necessários para confirmar isso, mas essa nova análise sugere que a carne processada pode estar desempenhando um papel”, afirma Sara Hiom, diretora do instituto. No entanto, ela ressaltou que o fumo é um fator de risco muito maior.

O Fundo Mundial para a Pesquisa em Câncer alertou as pessoas para que evitem comer carne processada.

O pesquisador Rachel Thompson disse: “Vamos re-examinar os fatores por trás do câncer pancreático no final deste ano como parte do nosso projeto de atualização contínua, que deve nos dizer mais sobre a relação entre o câncer de pâncreas e carne processada. Há fortes evidências de que estar acima do peso ou obeso aumenta o risco de câncer de pâncreas, e este estudo pode ser uma indicação de outro fator por trás da doença.”

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Consumo frequente de frituras está ligado a maior risco de câncer de próstata

DE SÃO PAULO
O consumo regular de alimentos fritos tais como batatas fritas, frango frito ou mandioca frita está associado a um risco aumentado de desenvolver câncer de próstata, e o efeito parece ser maior para as formas mais agressivas da doença, de acordo com um estudo de cientistas do Centro Fred Hutchinson de Pesquisa sobre o Câncer nos EUA.

A autora principal, Janet Stanford, e colaboradores da Divisão de Ciências da Saúde Pública do Centro Hutchinson publicaram suas descobertas na revista "The Prostate".

Estudos anteriores já haviam sugerido que o consumo de alimentos cozidos em alta temperatura, como a carne grelhada, pode aumentar o risco de câncer de próstata. A nova pesquisa é a primeira a adicionar a fritura à essa equação de risco.

O consumo de alimentos fritos já está associado aos cânceres de mama, de pulmão, de pâncreas, de cabeça e pescoço e do esôfago. Agora o câncer de próstata foi adicionado a essa lista.

A relação entre o câncer de próstata e o consumo de alimentos fritos pareceu ser limitada ao nível mais alto de consumo --definido na pesquisa como mais do que uma vez por semana.

Os homens que relataram comer batatas fritas, frango frito, peixe frito e/ou donuts pelo menos uma vez por semana tinham um risco aumentado de ter câncer de próstata em comparação com os homens que disseram que comiam esses alimentos menos de uma vez por mês.

Em particular, os homens que comeram um ou mais desses alimentos semanalmente apresentaram um risco aumentado de câncer de próstata que varia de 30% a 37%.
O consumo semanal destes alimentos foi associado também com um risco levemente maior de apresentar um câncer de próstata mais agressivo.

Os pesquisadores controlaram fatores como a história, idade, raça, histórico familiar de incidência de câncer de próstata e massa corporal, entre outros, ao fazer o cálculo da associação entre comer alimentos fritos e risco de câncer de próstata.

Stanford e colegas analisaram dados de uma base populacional de estudos envolvendo um total de 1.549 homens diagnosticados com câncer de próstata e 1.492 homens saudáveis pareados por idade.

Os homens eram caucasianos e afro-americanos residentes da área de Seattle com idades entre 35 e 74 anos. Os participantes foram convidados a preencher um questionário dietético sobre o seu consumo habitual de alimentos, incluindo especificamente alimentos fritos.

FORMAÇÃO DE TOXINAS

Fritar os alimentos pode desencadear a formação de substâncias cancerígenas que serão consumidas junto com os alimentos.

Os possíveis mecanismos por trás do risco aumentado de câncer incluem o fato de que, quando o óleo é aquecido a temperaturas adequadas para fritar, compostos potencialmente cancerígenos podem formar-se no alimento frito.

Os compostos cancerígenos incluem acrilamida (encontrado em alimentos ricos em carboidratos, como batatas fritas), aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (substâncias químicas formadas quando a carne é cozida a altas temperaturas), aldeído (um composto orgânico encontrado no perfume) e acroleína (substância química encontrada em herbicidas).

A concentração desses compostos tóxicos aumenta com a reutilização de óleo e o aumento do tempo de fritura.

Um peito de frango frito submerso em óleo por 20 minutos contém mais de nove vezes a quantidade de compostos tóxicos do que um peito de frango cozido por uma hora, por exemplo.

Como alimentos fritos são principalmente consumidos fora de casa é possível que a ligação entre esses alimentos e risco de câncer de próstata seja um sinal de alto consumo de fast foods em geral.