Mostrando postagens com marcador Tipos de câncer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tipos de câncer. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

É possível um único remédio curar o câncer?


Camila Neumam
Do UOL,em São Paulo
26/10/201506h00

Quem pede pela liberação da fosfoetanolamina sintética fabricada e distribuída na USP São Carlos acredita que a substância pode curar qualquer tipo de câncer. Mas é possível um único composto tratar mais de cem tipos de doenças? Segundo os oncologistas consultados pelo UOL a resposta é não.
"É errado chamar o câncer de doença porque na verdade é um conjunto de mais de cem doenças que são tratadas de forma específica", afirma Gustavo dos Santos Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.
Segundo Fernandes, há de se levar em conta que cada câncer surge e afeta um órgão ou parte do corpo de forma diferente, por isso necessitam de medicações específicas.
"Os genes ativados de um tumor são diferentes no pulmão e no intestino, por exemplo, e cada órgão é atingido de uma forma diferente. Não há um único agente capaz de curar todas essas doenças", diz.

Mito da pílula milagrosa

A crença no poder de cura da fosfoetanolamina sintética remonta do antigo mito da 'pílula milagrosa contra o câncer', comum no começo do século passado, afirma a oncologista Maria Del Pilar Estevez Diz, coordenadora da Oncologia Clínica do Icesp (Instituto do Câncer de São Paulo).
A oncologia moderna, no entanto, pegou o caminho oposto, por oferecer cada vez mais tipos específicos de medicamentos de acordo com as características da doença, explica a oncologista.
"Nos diversos mecanismos celulares que podem levar ao câncer, é muito difícil ter um único remédio. O que prevalece hoje é uma estratégia individualizada com uma grande gama de medicamentos para um tratamento mais personalizado", afirma.

Entenda

Após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), o Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou a suspensão da distribuição das cápsulas do IQSC (Instituto de Química de São Carlos) para quem conseguisse liminar na Justiça, o que obrigou a USP a voltar a produzir e distribuir a fosfoetanolamina sintética. Com isso, mais de 700 liminares foram expedidas e o IQSC ficou sobrecarregado. A USP pede na Justiça a suspensão da entrega das cápsulas.
Segundo os pesquisadores, a fosfoetanolamina se aliaria a lipídios para entrar na célula e ativar a mitocôndria. Com isso, o sistema de defesa do organismo reconheceria a célula como "anormal" e a atacaria. Em pesquisas com camundongos com câncer renal os efeitos foram positivos.
Oncologistas, a USP, o ICQS e os próprios pesquisadores alertam que a substância nunca foi testada em humanos, o que a inviabiliza como remédio. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), responsável por registrar e permitir o comércio de qualquer medicamento no país, diz que a distribuição da droga é ilegal por nunca ter passado por testes clínicos.

Câncer no Brasil

O câncer se caracteriza pelo crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Por se dividirem rapidamente, quase de forma incontrolável, formam-se tumores malignos que podem se espalhar para outras regiões do corpo. Esses tumores podem surgir em diferentes tipos de células.
O tratamento do câncer é feito por meio de uma ou várias modalidades combinadas. A principal é a cirurgia, que pode ser feita em conjunto com a radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. O tratamento mais adequado leva em conta a localização, o tipo do câncer e a extensão da doença. 
Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que 576 mil novos casos de câncer, incluindo os casos de pele não-melanoma, surjam em 2015, e pelo menos 189.454 pessoas morram em decorrência do câncer. 

O câncer de pele do tipo não-melanoma (182 mil casos novos) será o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de próstata (69 mil), mama feminina (57 mil), cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil), estômago (20 mil) e colo do útero (15 mil). Entre os tumores que devem causar mais mortes estão o câncer do pulmão (24.490 casos); cólon e reto (15.415 casos), mama feminina (14.206 casos); estômago (14.182 casos); próstata (13.772 casos) e colo do útero (5.430 casos).

terça-feira, 16 de junho de 2015

Cigarro é responsável por 50% das mortes entre 12 tipos de câncer

Tipos de câncer decorrentes do tabagismo
 A maior parte das mortes relacionadas com o tabaco (74,9% ou 129.799 ) foi causada por complicações de pulmão, brônquios e traquéia. Os tumores da laringe representavam 1,7% ou 2.856 casos. Cerca de metade das mortes por câncer da cavidade oral, esôfago e bexiga também foi causada pelo cigarro, segundo a pesquisa liderada pela American Cancer Society, uma das instituições americanas mais conceituadas sobre o assunto.

O estudo mostrou que, embora o número de fumantes tenha diminuído nos últimos 50 anos, o tabagismo continua sendo o responsável por um grande número de mortes, causadas por câncer em decorrência ao hábito de fumar. Os especilistas defendem maior rigor no combate ao tabagismo na tentativa de abaixar o números de doenças graves, como os diversos tipos de câncer e efisemas causados pelo cigarro.

Os autores reconhecem algumas limitações em seus resultados. Os grupos estudados tinham pouca diversidade racial e nível social mais alto do que a média da população dos EUA, excluindo as camadas sociais entre as quais o tabagismo é bastante frequente. Além disso, a análise abrange apenas os cigarros, ignorando outros produtos feitos a partir do tabaco, como charutos.

Mais de 20 milhões de americanos já morreram prematuramente por causa do tabagismo nos últimos 50 anos, segundo o último relatório do sistema de saúde americano, lançado no início deste ano. Apesar do progresso dramático, atualmente, 18% da população dos EUA fuma, contra 42% em 1964. No país, 443 mil americanos morrem a cada ano de doenças relacionadas ao tabagismo.

 O tabagismo no Brasil

Segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde, no final do mês passado, o índice de fumantes no Brasil caiu em 30,7% nos últimos nove anos. Essa informação é resultado de uma coleta dos “Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014”.

Segundo a pesquisa, 10,8% dos brasileiros mantêm o hábito de fumar, o índice é maior entre os homens – 12,8% contra 9% entre as mulheres. O estudo mostra também que o consumo de cigarros no Brasil é maior na faixa entre 45 anos e 54 anos de idade (13,2%) e menor entre jovens com idade entre 18 anos e 24 anos (7,8%).

A análise evidencia também que, 21,2% dos brasileiros se declaram ex-fumantes, sendo 25,6% dos homens e 17,5% das mulheres. Dados inéditos do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que o consumo de cigarro ilegal cresceu de 2,4% em 2008 para 3,7% em 2013. “Há 20 anos, mais de um terço da população adulta no Brasil fazia uso do tabaco. Não se trata de coibir a liberdade, mas de ter uma política pública”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. 

O tabagismo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão no país. Foto: Istock

200 mil mortes ao ano

De acordo com o Ministério da Saúde, o tabagismo é responsável por 200 mil mortes todos os anos no Brasil, sendo 25% delas por angina e infarto do miocárdio, 45% por infarto agudo do miocárdio (abaixo de 65 anos) e 85% das mortes por bronquite e enfisema pulmonar.

O tabagismo também é o responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão no país, sendo que, entre o restante, um terço é fumante passivo. Esse tipo de tumor é considerado o mais letal e umas das principais causas de morte no país.

A estimativa do governo é que 27.330 novos casos de câncer de pulmão sejam registrados no país ainda em 2015.


Gostou do artigo? Qual é a sua opinião sobre ele? Venha compartilhar suas experiências e tirar suas dúvidas no Fórum de Discussão DoutíssimaClique aqui para se cadastrar!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

"Eu queria ter câncer de mama", diz campanha criticada em redes sociais


UOL 06/02/201416h53
O fundador de uma instituição de caridade em prol do câncer de pâncreas tem defendido uma campanha de conscientização que gerou bastante polêmica nas redes sociais. As peças mostram pacientes com a doença dizendo frases como "Eu gostaria de ter câncer de mama", ou "Eu queria ter câncer de testículo".

A campanha foi encomendada pela Pancreatic Cancer Action e tem como objetivo destacar as baixas taxas de sobrevivência da doença em relação a outros tipos de tumor maligno.
Segundo a entidade, apenas 3% das pessoas com câncer de pâncreas estão vivas cinco após terem recebido o diagnóstico, contra 85% das vítimas de câncer de mama e 97% dos homens com câncer testicular. 

"É uma campanha insensível e horrorosa para quem tem câncer de mama ou perdeu entes queridos para a doença", escreveu um usuário de rede social sobre as peças. 

"Eu tive câncer de mama. Eu digo de coração que não desejo isso para ninguém", declarou, ainda, outra usuária.

A campanha também atraiu críticas de instituições de caridade voltadas para o câncer de mama. "Não podemos apoiar qualquer mensagem que sugere que qualquer forma de câncer é preferível a outra. Nem uma inferência de que o câncer de mama foi 'resolvido'", disse Chris Askew , diretor executivo da Breakthrough Breast Cancer.

Mas Ali Stunt, fundadora da  Pancreatic Cancer Action, vem defendendo firmemente a campanha. Ela foi diagnosticada com o câncer em 2007, aos 41 anos. 

 "Todos os tipos de câncer são horríveis e ninguém gostaria de ser afetado de nenhuma forma", comentou ao The Independent. Segundo ela, a campanha mostra pacientes reais, que desejam melhores chances do que as que lhe são atribuídas. 

"É um sentimento que eu tive quando fui diagnosticada e que ouvimos inúmeras vezes em nosso trabalho", continuou.

Stunt ressalta que pesquisas sobre o câncer de pâncreas recebem apenas 1% do financiamento global para o câncer, e que 50% dos diagnósticos são feitos após uma internação de emergência, enquanto que para os cânceres em geral isso acontece em 25% dos casos. 

Ela sugeriu que as pessoas não olhem para as frases da campanha, apenas, mas que também leiam depoimentos e assistam aos vídeos para entender que se trata de doentes que simplesmente gostariam de ter recebido um prognóstico melhor.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Exame de sangue pode ajudar a detectar câncer de pulmão, afirma estudo

AFP 16/10/201320h17
Em Washington

Um exame de sangue experimental demonstrou ser promissor para a detecção do câncer de pulmão em estágio inicial e poderá ser um instrumento de diagnóstico mais preciso do que os escâneres e as biópsias invasivas, disseram pesquisadores nesta quarta-feira (16).

Só um a cada cinco pacientes submetidos a cirurgia ou biópsia de uma pequena massa pulmonar detectada durante escâner de tomografia computadorizada (TC) pode realmente ter câncer e os especialistas afirmam que há grande necessidade de uma tecnologia melhor.

"Levando em conta que os oncologistas recorrem frequentemente a biópsias e intervenções cirúrgicas que comportam riscos para determinar a natureza de uma lesão, há necessidade de (métodos de) diagnósticos que permitam evitar estes procedimentos", destacou o pneumonologista Kenneth Fang, responsável pela divisão médica da Integrated Diagnostics (Indi), laboratório americano que patenteou o teste e é co-autor do estudo.

O câncer de pulmão, o mais comum no mundo e um dos mais perigosos, mata 1,3 milhão de pessoas a cada ano segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O tabagismo é a causa principal.

A prova experimental, descrita em um estudo na revista Science Translational Medicine, foi aplicada em 143 pacientes em três lugares diferentes dos Estados Unidos.

Todos os pacientes tinham pequenas massas chamadas nódulos nos pulmões. Alguns apresentavam câncer em estágio 1, em outros casos tratou-se de tumores benignos.

A partir da identificação de 13 proteínas no plasma, o teste determinou de forma precisa se os nódulos eram benignos em 90% dos casos. A prova se apoia em bioinformática, que permite analisar simultaneamente 371 potenciais marcadores de câncer de pulmão.

"O estudo sugere ser possível detectar a assinatura molecular do câncer de pulmão ao medir a presença de múltiplas proteínas no sangue de um paciente", explica Paul Kerney, encarregado científico de Indi e um dos principais autores do estudo.

Os pesquisadores a cargo do projeto procedem do Centro Médico Langone, da Universidade de Nova York, a Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia e o Centro Médico da Universidade Vanderbilt.

"Os médicos que tratam estes casos têm com frequência muitas dificuldades em decidir os passos a seguir, após terem detectado um nódulo no pulmão de um paciente, vista a dificuldade de saber se esta lesão representa ou não risco de ser cancerosa", diz Fang.

Um porta-voz da companhia declarou à AFP que uma versão comercial do teste deve estar disponível nos Estados Unidos este ano. Seu preço ainda não foi determinado, disse.

Os nódulos de pulmão costumam ter entre 5 e 25 milímetros de comprimento. Os maiores têm mais possibilidades de ser cancerosos do que os menores.

O procedimento padrão de tratamento atual implica comparar os raios X do tórax com escâner de TC ao longo do tempo e fazer uma biópsia em caso de suspeita de câncer.

"Este trabalho não é mais que um começo, mas os princípios nos quais esta tecnologia de diagnóstico se baseia deveriam poder ser aplicados a outros cânceres e patologias", concluiu Fang, abrindo o caminho para aplicações potenciais no futuro.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CIENTISTAS CRIAM MOLÉCULAS QUE ILUMINAM TUMORES CEREBRAIS POR MEIO DE BIOENGENHARIA

Pesquisadores da Universidade de Stanford criaram, por bioengenharia, um peptídeo que permita o imageamento de meduloblastomas (um dos mais agressivos tumores cerebrais infantis) em ratos de laboratório.

Como uma "lanterna molecular", a substância adere aos tumores e os distingue do tecido saudável, permitindo a detecção e remoção do tecido doente.

Como meduloblastomas são comumente tratados cirurgicamente e têm limites difíceis de identificar, a detecção precisa da abrangência do tumor é crucial para o prognóstico do paciente.

"Com tumores cerebrais, é fundamental remover o tumor por completo e deixar tanto tecido saudável intacto quanto possível", disse Jennifer Cochran, uma das autoras do estudo, divulgado nesta semana pela Universidade. "Se não forem removidos corretamente, podem voltar muito agressivos, e sua localização torna possíveis sequelas cognitivas.

A lanterna molecular carrega uma tintura infravermelha e reconhece biomarcadores em tumores humanos, aderindo ao tecido doente e permitindo sua detecção por ressonância magnética. O processo todo é muito rápido e, também por isso, oferece vantagens a outros métodos de detecção, já que o cérebro é plástico e se modifica entre o momento dos exames preliminares e a cirurgia.

Para criar a substância, os pesquisadores realizaram bioengenharia sobre cadeias de aminoácidos extraídas das sementes do pepino-bravo, ou pepino-de-São-Gregório, uma planta nativa da Europa e do norte da África. O resultado são peptídeos do tipo knottin, reconhecidos por serem altamente estáveis, suportando fervuras e químicos fortes. Além de iluminar tumores, os knottins podem ser usados para levar drogas a locais específicos no corpo, o que os torna valiosos para outras áreas da medicina molecular, inclusive no tratamento de outros tipos de tumores.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Cientistas descobrem gene por trás de câncer agressivo de próstata

Pacientes de câncer de próstata que carregam gene mutante BRCA2 têm menos chances de sobreviver à doença
BBCBrasil.com

Homens que sofrem câncer de próstata e que carregam um gene mutante podem desenvolver a forma mais agressiva da doença, alertam especialistas britânicos. O gene BRCA2 está geralmente relacionado a formas hereditárias de câncer de mama, próstata e ovário.

Agora, os pesquisadores do Institute of Cancer Research, em Londres, e do Royal Marsden NHS Foundation Trust acreditam que, além de terem mais probabilidade de ter câncer de próstata, homens que carregam o gene BRCA2 têm menos chances de sobreviver a formas agressivas do tumor.

O câncer de próstata pode se desenvolver devagar ou rapidamente, algo difícil de prever nos estágios iniciais da doença. Muitos homens convivem com o tumor a vida inteira sem manifestar sintomas. Muitos nem precisam de tratamento.

Mas os cientistas alertam que os que sofrem de câncer de próstata e têm o gene defeituoso devem ser tratados o mais rapidamente possível porque neles há probabilidade maior de o tumor se espalhar.

Tratamento imediato
O professor Ros Eeles e seus colegas analisaram pacientes de câncer de próstata, incluindo 61 homens com o gene BRCA2, 18 com uma mutação genética similar conhecida como BRCA1 e outros 1.940 sem mutações genéticas.

Eles concluíram que os pacientes com a mutação BRCA2 tinham menor chance de sobreviver ao câncer, vivendo cerca de seis anos e meio após o diagnóstico. Já os pacientes com a mutação BRCA1 e os que não apresentavam qualquer mutação viveram quase 13 anos após o tumor ser detectado.

Os cientistas observaram que os pacientes com o gene BRCA2 ainda tinham mais chance de apresentar a forma mais avançada da doença já na época do diagnóstico. Na avaliação do professor Eeles, "faz sentido começar a tratar esses pacientes com cirurgia ou radioterapia imediatamente, ainda nos primeiros estágios da doença".

A médica Julie Sharp, da organização Cancer Research UK, diz que o estudo sugere que os médicos devem considerar tratar este grupo de pacientes muito antes do que fazem atualmente.

"Este é o maior estudo já feito sobre a relação entre câncer de próstata e o gene mutante, mostrando que os médicos devem começar tratamento logo, em vez de aguardar para ver como a doença se desenvolve", diz Sharp

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Câncer no estômago pode ser detectado com exame de hálito, diz estudo

BBC Brasil
06/03/201313h40
Novo exame poderia diferenciar se o câncer no estômago está em fase inicial ou estágio avançado.

Um exame de hálito simples e rápido pode diagnosticar um câncer no estômago, segundo um estudo realizado por cientistas israelenses e chineses.

Em um levantamento com 130 pacientes, os pesquisadores descobriram que o exame tinha 90% de precisão no diagnóstico e na diferenciação do câncer de outros problemas do estômago.

O novo teste tenta detectar perfis químicos no hálito que são característicos de pacientes com câncer no estômago.

A revista especializada British Journal of Cancer afirmou que o exame pode revolucionar e acelerar a forma como o câncer é diagnosticado.

Atualmente, o diagnóstico da doença pode ser feito por meio de uma endoscopia.

No procedimento, o médico insere um cabo flexível pela boca do paciente, que acoplado a uma microcâmera, permite a visualização do aparelho digestivo.

Kits e cães

Os pesquisadores descobriram que o câncer no estômago possui uma espécie de marca, uma característica específica: compostos orgânicos voláteis, que emitem um cheiro e podem ser detectados usando um kit médico ou talvez até cães farejadores.

A técnica usada no exame não é nova, muitos pesquisadores estão trabalhando na possibilidade de exames de hálito para diagnosticar vários tipos de câncer, incluindo o de pulmão.

O trabalho do professor Hossam Haick, do Instituto de Tecnologia de Israel, analisou 130 pacientes em situações diferentes: 37 deles tinham câncer de estômago, 32 tinham úlceras e 61 tinham outros problemas de estômago.

Além de assegurar, com precisão, a diferença entre todos os problemas em 90% das vezes, o exame do hálito também conseguiu apontar em quais casos o câncer estava nos estágios iniciais e em quais estava em fases mais avançadas.

Agora, as equipes israelense e chinesa estão fazendo um estudo maior, envolvendo mais pacientes, para corroborar os resultados dos primeiros testes.

Para Kate Law, diretora de pesquisa clínica da ONG britânica Cancer Research UK, os resultados da pesquisa são "promissores".

"Apenas uma em cada cinco pessoas consegue uma cirurgia como parte do tratamento, pois a maioria dos casos de câncer no estômago são diagnosticados em fases que são avançadas demais para uma cirurgia", afirmou.

"Qualquer exame que ajude a diagnosticar cânceres de estômago mais cedo vai fazer diferença na sobrevivência de longo prazo do paciente", acrescentou.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Sete em cada dez pacientes com câncer de boca começam tratamento tarde

Agência Brasil

Levantamento feito com pacientes com câncer de boca mostra que 70% dos casos atendidos pelo Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) tiveram diagnóstico quando a doença já havia atingido o estágio avançado.

De acordo com Alfio José Tincani, cirurgião de cabeça e pescoço do HC, é comum os pacientes confundirem os tumores na boca com aftas. Ele alerta, porém, que feridas bucais que não curam em um período de quatro a seis meses, aumentam de tamanho, sangram e causam dor precisam ser investigadas. Tincani adverte que outra razão que atrapalha o diagnóstico precoce é o fato de muitos médicos não especialistas se confundirem na hora da detecção do câncer. Por isso, muitos pacientes acabam sendo tratados com antibióticos e anti-inflamatórios.

Segundo ele, o problema de se iniciar o tratamento tardiamente é que as chances de cura diminuem de 90%, nos casos de diagnóstico precoce, para 40%. “O tumor, quando pequeno, atinge proporções pequenas [no corpo] e cirurgias menores são realizadas com sucesso altíssimo”, disse. Os pacientes com câncer de boca avançado, por sua vez, podem ficar com sequelas mais severas, como dificuldades para falar e deglutir, além de precisarem ser submetidos à retirada de mandíbulas e das ínguas do pescoço, que são os linfonodos.

O médico explica que são considerados avançados os tumores bucais com tamanho a partir de 3 centímetros. Todo mês, surgem de dez a 15 novos casos no Hospital das Clínicas e, em média, 30 pacientes são acompanhados mensalmente no ambulatório.

Homens com mais de 50 anos, que fumam e bebem muito, são as principais vítimas da doença. Estudos apontam que metade dos casos de câncer de boca estão relacionados ao tabaco e à bebida, fatores que levam a uma agressão na mucosa e à consequente formação de tumores, prevalentes na borda da língua.

Um outro tipo de câncer de boca, que tem como causa a exposição crônica ao sol, atinge principalmente trabalhadores rurais, como lavradores. Nesses casos, o tumor começa como uma pequena ferida, que acomete, na maioria das vezes, o lábio inferior.

Já os pacientes que apresentam tumor na base da língua, entre a boca e a faringe, podem ter como causa a bebida e o tabaco. Mas os fatores que levam à formação desse tipo de tumor estão mudando. “Hoje, a gente está vendo uma mudança no perfil das pessoas que têm tumor nessa região. São pacientes mais jovens, que não fumam e não bebem. O HPV [vírus do papiloma humano], que é muito comum no colo do útero da mulher, pode ocorrer na boca”, alerta. Pessoas que praticam sexo desprotegido, nesses casos, estão mais expostas a desenvolverem um tumor bucal a partir do vírus HPV.

Idosos que usam dentaduras também representam um grupo de risco para o câncer de boca. "Quando há má higiene oral e próteses mal adaptadas, que ficam traumatizando a mucosa na boca, podem desenvolver a doença. Mas esses são casos mais raros”, disse o médico.

Tincani explica que o tratamento do câncer de boca é feito por cirurgia de retirada do tumor. “Quando ele está muito avançado, conjuntamente com a cirurgia, temos que fazer a radioterapia. Nos tumores causados pelo HPV, parece que há uma resposta melhor no tratamento com a quimioterapia associada à radioterapia”, explica.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Instituto inicia no Rio pesquisa pioneira em pacientes com câncer ósseo

25/08 Agência Brasil

Uma pesquisa pioneira iniciada este mês com células-troco tumorais em pacientes com diagnóstico de osteossarcoma, um tumor maligno dos ossos cuja incidência é maior em crianças e jovens com idade entre 10 e 20 anos, poderá fornecer informações importantes sobre a resposta do paciente à quimioterapia. O objetivo é descobrir novas estratégias para o tratamento.

O estudo é realizado por profissionais do Centro de Pesquisa em Terapia Celular e Bioengenharia do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia no Rio (Into). Ele consiste no isolamento e expansão in vitro de células-tronco tumorais, sendo composto por duas etapas: a primeira no ato da biópsia e a segunda após o tratamento com quimioterapia.

De acordo com a chefe da Divisão de Pesquisa do Into, Maria Eugênia Duarte, com a pesquisa, os profissionais pretendem identificar as células-mãe responsáveis pela formação de grupos de células dentro do mesmo tumor. Segundo ela, só após essa identificação, será possível avaliar se ocorreu ou não uma melhora no quadro clínico do paciente.
“É claro que, se depois do tratamento a gente observar que esse número de células-tronco caiu muito, nós vamos poder dizer que o paciente teve uma melhora ou pior resposta ao tratamento”, explicou.

A especialista destacou que qualquer informação obtida por meio da pesquisa a respeito do tumor será bem-vinda. Ela lembrou que devido à agressividade da doença, em apenas cinco anos dois terços dos pacientes morrem. Em média, a pessoa sobrevive de dois a quatro anos.

Segundo Maria Eugênia, isso ocorre porque o tratamento de quimioterapia usado pelos médicos é o mesmo adotado na década de 70. “Em outras palavras, não aconteceu quase nada em termos de evolução do tratamento do osteossarcoma. A nossa idéia é que, por meio desses resultados, possamos ajudar a melhorar e a entender um pouco melhor a baixa resposta desses tumores ao tratamento quimioterápico".

A pesquisadora disse que, em geral, as células-tronco tumorais representam cerca de 1% da massa tumoral, sendo extremante resistente a qualquer tipo de tratamento. Ela destacou ainda as dificuldades de se fabricar um remédio capaz de combater as células-mães, responsáveis pelo desenvolvimento do tumor.

Maria Eugênia Duarte também ressaltou que essa nova linha de estudo é pioneira no país e já está disponível para pacientes provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS). “É a primeira instituição pública do Brasil que está disponibilizando esse serviço para o paciente do SUS. É bastante interessante a gente ressaltar que hoje o paciente da rede pública, tratando no instituto, pode ter acesso a esse tipo de exame” garantiu.

Ela explica que, em média, o número de pessoas que desenvolve esse tipo de tumor no organismo chega a 40 anualmente no estado Rio. “É um número que não é muito alto, mas se você pensar no comprometimento da qualidade de vida que essas crianças têm, no grau de sofrimento físico que isso envolve, se a gente puder, por meio de um pequeno exame, ajudar essas crianças, é muito bom”, disse.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Crescem casos de câncer de próstata no Brasil

Pesquisa revela ainda que aumentou a mortalidade
POR João Ricardo Gonçalves

Rio -  Estudo publicado na última edição da revista da Associação Europeia de Urologia chama a atenção para o fato de que houve aumento dos casos de câncer de próstata em 32 dos 40 países analisados. A pesquisa abrange todos os continentes.

No Brasil, que em 2012 deve ter 60 mil novos diagnósticos, a mortalidade relacionada à doença tem crescido, segundo especialistas, devido ao aumento da expectativa de vida no País. Mais do que nunca, então, é hora de observar as dicas de prevenção.

O levantamento informou que a média da taxa de novos casos na América do Sul está em 50 por 100 mil habitantes. No Brasil, é de 83 por 100 mil. Em 2010, era de 54 a cada 100 mil, segundo o INCA.

“Apesar de nos aproximarmos dos níveis de países desenvolvidos quanto à detecção de novos casos, houve aumento significativo da mortalidade pelo câncer, possivelmente devido ao aumento da expectativa de vida da população”, alerta Daher Chade, urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e Pesquisador do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, nos Estados Unidos.

O médico afirma que é preciso observar a necessidade de fazer exames e de prevenir a doença. “Os exames do toque devem ser feitos a partir de 40 anos, quando se tem histórico de câncer de próstata na família, ou de 45, quando não se tem. A partir dos 50, deve se fazê-lo todo ano, assim como o de PSA, no sangue”, afirma Chade.

Estima-se que os homens tenham 30% de chances de pegar algum tipo de câncer ao longo da vida. Metade desse percentual está relacionado com o câncer de próstata.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Estudo inédito mapeia dez diferentes tipos de câncer de mama

Pesquisa abre caminho para saber, com muito mais precisão, quais tipos de remédios funcionam melhor no combate à doença
BBC | 19/04/2012 14:03:02

Um estudo inédito revelou que o que se conhece atualmente como câncer de mama pode ser desdobrado em dez diferentes tipos, abrindo caminho para uma revolução no tratamento, que deve ficar cada vez mais específico para cada tipo de tumor.
A pesquisa, realizada por cientistas do Canadá e da Grã-Bretanha e publicada na prestigiada revista Nature, analisou mais de 2 mil mulheres com câncer , e seus resultados devem começar a ser aplicados em hospitais dentro de no mínimo três anos.
Para os especialistas, é possível comparar o câncer de mama a um mapa do mundo. Os exames atuais, mais abrangentes, teriam a capacidade de classificar a doença em diferentes "continentes". Agora, com as novas descobertas, será possível mapear a doença em até dez diferentes tipos, com um grau de definição muito maior, como se fossem "países".
"O câncer de mama não é uma doença, mas sim dez diferentes doenças", disse o chefe do estudo, Carlos Caldas.
"Nossos resultados abrem caminho para que no futuro os médicos possam diagnosticar que tipo de câncer uma mulher tem e os tipos de remédios que vão ou não funcionar, de uma maneira muito mais precisa do que é possível atualmente", acrescenta o pesquisador.
No momento, os tumores são classficados de acordo com sua aparência sob as lentes de microscópios e exames com "marcadores". Aqueles identificados com "receptores de estrogênio" deveriam responder a tratamentos que utilizam o tamoxifeno (um modulador seletivo da recepção deste tipo de hormônio) e os classificados com "receptores Her2" deveriam sofrer impacto da terapia com o medicamento Herceptin.
A grande maioria dos tipos de câncer de mama (mais de 70%) responde bem aos tratamentos com hormônios. Entretanto, a reação às terapias varia muito.
"Alguns respondem bem, outros fracassam terrivelmente. Claramente precisamos de uma classificação mais detalhada", diz Caldas.
Revolução
Os pesquisadores analisaram detalhes da genética celular de mais de 2 mil tumores, levando em consideração quais genes haviam sofrido mutação, quais estavam se multiplicando e quais estavam sendo desligados. Após as análises, as células cancerígenas foram agrupadas em dez diferentes classificações, denominadas "IntClust" um a dez.
"Este é o maior estudo já realizado sobre os diferentes tipos de tumores de câncer de mama e vai alterar a maneira com a qual analisamos a doença, tendo um impacto enorme na forma de diagnosticar e tratar o câncer de mama nos próximos anos", disse Harpal Kumar, chefe do instituto de Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha, que financiou a pesquisa.
Os cientistas precisam agora comprovar os benefícios da nova classificação antes que médicos e hospitais de todo o mundo passem a utilizá-la -um processo que pode levar de três a cinco anos. Para Delyth Morgan, chefe de campanhas contra o câncer de mama na Grã-Bretanha, o estudo pode "revolucionar a maneira com a qual a doença é diagnosticada e tratada".
A pesquisa é um exemplo do que se conhece atualmente por "medicina personalizada" – que consiste em tratar uma doença a partir do mapeamento detalhado de seu comportamento genético. O princípio pode, no futuro, ser aplicado às pesquisas que medem a resposta a medicamentos para doenças cardiológicas e tratamentos para conter o vírus HIV, dentre outros.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O que é Câncer de laringe?

http://yahoo.minhavida.com.br/saude/temas/66-cancer-de-laringe

O câncer de laringe é um dos mais comuns a atingir a região da cabeça e pescoço, representando cerca de 25% dos tumores malignos que acometem esta área e 2% de todas as doenças malignas. Aproximadamente 2/3 desses tumores surgem na corda vocal verdadeira e 1/3 acomete a laringe supraglótica (ou seja, localizam-se acima das cordas vocais).

Fatores de risco

Há uma nítida associação entre a ingestão excessiva de álcool e o vício de fumar, com o desenvolvimento de câncer nas vias aerodigestivas superiores. O tabagismo é o maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer de laringe.

Quando a ingestão excessiva de álcool é adicionada ao fumo, o risco aumenta para o câncer supraglótico. Pacientes com câncer de laringe que continuam a fumar e beber têm probabilidade de cura diminuída e aumento do risco de aparecimento de um segundo tumor primário na área de cabeça e pescoço.

Sintomas

O primeiro sintoma é o indicativo da localização da lesão. Assim, odinofagia (dor de garganta) sugere tumor supraglótico e rouquidão indica tumor glótico e subglótico.

O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de outros sinais e sintomas como a alteração na qualidade da voz, disfagia leve (dificuldade de engolir) e sensação de um "caroço" na garganta.

Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão, pode ocorrer dor na garganta, disfagia e dispneia (dificuldade para respirar ou falta de ar).

Tratamento

O tratamento dos cânceres da cabeça e pescoço pode causar problemas nos dentes, fala e deglutição. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior é a possibilidade de o tratamento evitar deformidades físicas e problemas psicossociais.

Além dos resultados de sobrevida, considerações sobre a qualidade de vida dos pacientes entre as modalidades terapêuticas empregadas são muito importantes para determinar o melhor tratamento.
Entretanto, mesmo em pacientes submetidos à laringectomia total, é possível a reabilitação da voz através da utilização de próteses fonatórias tráqueo-esofageanas.

De acordo com a localização e estágio do câncer, ele pode ser tratado com cirurgia e/ou radioterapia e com quimioterapia associada à radioterapia, havendo uma série de procedimentos cirúrgicos disponíveis de acordo com as características do caso e do paciente.

Em alguns casos, com o intuito de preservar a voz, a radioterapia pode ser selecionada primeiro, deixando a cirurgia para o resgate quando a radioterapia não for suficiente para controlar o tumor.

A associação da quimio e radioterapia é utilizada em protocolos de preservação de órgãos, desenvolvidos para tumores mais avançados. Os resultados na preservação da laringe têm sido positivos. Da mesma forma, novas técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas permitindo a preservação da função da laringe, mesmo em tumores moderadamente avançados.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Campanha com famosos Sorria para Si Mesmo divulga autoexame

O câncer de boca está entre os mais comuns no Brasil e seu aparecimento está relacionado principalmente a dois fatores que costumam potencializar também outros problemas de saúde: o álcool e o cigarro. Para conscientizar a população sobre a doença, no próximo dia 14 de outubro, será relançada a Campanha Nacional do Autoexame contra o Câncer de Boca, intitulada “Sorria para Si Mesmo”.

Cientes da importância de divulgar o autoexame, vários artistas se sensibilizaram e aderiram à campanha, como a madrinha Caroline Bittencourt, as atrizes Maria Fernanda Cândido e Regina Duarte, além dos cantores Daniel, Sérgio Reis e Chitãozinho e Xororó.

É importante lembrar que este tipo de câncer pode afetar lábios, língua, assoalho de boca, gengivas e palato duro (céu da boca). “Os tumores mais frequentes são os dos lábios, causados por exposição prolongada ao sol, além disso, o HPV também é um dos fatores de risco”, alerta o Dr. Mauro Kassuo Ikeda, cirurgião oncologista de cabeça e pescoço do Hospital A. C. Camargo.

Cinco passos do autoexame

Fazer o autoexame é bastante simples e eficaz na identificação de alterações bucais e na prevenção do câncer. Para isso, em frente ao espelho, com uma boa iluminação, realize os passos a seguir.

Passo 1
Olhe seus lábios superior e inferior, por fora e por dentro, inclusive as gengivas.
Passo 2
Com a ajuda das mãos, olhe para dentro das bochechas, na região das mucosas. Examine também a garganta e o palato (céu da boca).
Passo 3
Observe a língua: olhe o lado de cima, embaixo e as laterais.
Passo 4
Apalpe com suavidade a pele do rosto e do pescoço, procurando sinais antes não notados.
Passo 5
Sorria para si mesmo e visite um dentista periodicamente.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico precoce é tão importante para o câncer de boca quanto para qualquer outro tipo. Como os pacientes não costumam sentir dor, dão pouco valor aos primeiros sinais. “A descoberta deste tipo de câncer é um problema de saúde pública, por isso disseminar o autoexame e cuidados como deixar de fumar, beber e visitar periodicamente um dentista é muito importante”, destaca o Dr. Mauro.

Depois de identificada a lesão, é feita uma biópsia. O tratamento se dá normalmente por cirurgia e, em alguns casos, é associado à radioterapia. “As melhores prevenções do câncer de boca são agir sobre os fatores de risco, deixando de beber e de fumar, e realizar o autoexame para um possível diagnóstico precoce”, diz Mauro.

Hélice
Especial para o Terra

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs morreu nesta quarta-feira (5), vítima de um tipo raro de câncer pancreático

http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5397047-EI1497,00-Raro+cancer+de+Jobs+tem+sobrevida+ate+vezes+maior.html
Raro, câncer de Jobs tem sobrevida até 10 vezes maior

DANIELLE BARG

Marcado por uma história de sucessos e invenções que revolucionaram a relação do homem com a tecnologia, Steve Jobs foi vítima de um tipo de tumor pancreático raro, chamado de tumor neuroendócrino, que acomete uma a cada 100 mil pessoas. O cofundador e ex-presidente do conselho de administração da Apple morreu nesta quarta-feira (5), deixando um legado de inovação que construiu até mesmo durante o estágio mais avançado da doença - Jobs esteve à frente do grupo até o dia 24 de agosto.
O tumor neuroendócrino é um pouco menos agressivo do que o câncer de pâncreas mais comum, conhecido como adenocarcinoma, responsável por 90% dos casos, segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer). A principal diferença entre os dois casos, segundo explica Veridiana Pires de Camargo, oncologista clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e do Hospital Sírio Libanês, é que a evolução do tumor neuroendócrino é mais lenta, o que permite um tempo de sobrevida maior aos pacientes - a exemplo do próprio Jobs, que descobriu a doença em 2004.

"No caso do câncer pancreático comum, a sobrevida é de seis a nove meses, quando há metástase. Já o paciente que sofre do tumor neuroendócrino pode viver mais de cinco anos, com acompanhamento", ela explica.

Outra diferença está nas causas da doença. Enquanto o câncer de pâncreas comum está associado à obesidade, ao tabagismo, histórico familiar e hábitos alimentares, o neuroendócrino pode, somente em alguns casos, estar associado a síndromes genéticas. "Não existe nada determinado para este tipo de câncer. O câncer neuroendócrino não está ligado a um fator de risco conhecido, infelizmente", afirma Aline Angélica Porto Rocha Lima, oncologista do Hospital Brasil.

Os sintomas também são mais leves quando comparados ao adenocarcinoma, que é caracterizado por muitas dores abdominais, perda de peso repentina e alteração dos níveis de glicose, entre outros sintomas. Embora os sinais sejam sutis, é importante estar atento a sinais como dores nas costas, emagrecimento e amarelamento da pele. "Tendo estes sintomas, o paciente deve procurar o médico, que irá pedir os exames necessários. Geralmente, são feitos exame de imagem, como ressonância ou tomografia, e depois a biopsia".

Tipos da doença

Veridiana explica que existem dois tipos de tumor neuroendócrino: os funcionantes e os não-funcionantes. "Os funcionantes produzem alguns hormônios em demasia, causando sintomas como diarreia, bronquite, vermelhidão e ondas de calor. Já o não-funcionante traz dores abdominal que pode ir pras costas, alteração glicêmica e outros sintomas não muito específicos, que normalmente começam a aparecer quando a doença já está mais avançada".

Em termos de agressividade, não há muita diferença entre os dois tipos, mas o grande problema do tumor neuroendócrino é a dificuldade de diagnóstico. "Normalmente quando o paciente descobre já tem metástase, pois os sintomas não são muito específicos. O tumor cresce lentamente e tem um grau de agressividade muito baixa, então o paciente acaba não indo buscar ajuda. É um diagnostico difícil, até pela sua raridade. São poucos especialistas no mundo que mexem com este tipo de tumor", indica Veridiana.

A oncologista Aline explica que o pâncreas tem a função de produzir vários tipos de hormônios, entre eles, a insulina, que controla a glicose. Além disso, é responsável por produzir enzimas que ajudam na digestão. "Se o paciente descobre a doença precocemente, e consegue fazer uma cirurgia, conseguirá viver sem o pâncreas, por meio de medicamentos que suprem estes hormônios. Às vezes, o corpo se adapata e acaba produzindo os hormônios em outros órgãos".

Tratamento e chances de cura

Segundo Veridiana, o tumor neuroendócrino não responde bem à quimioterapia, por isso, geralmente é tratado com uma medicação à base de somatostatina, que age no controle dos sintomas mais graves, e não necessariamente no controle do crescimento do tumor.

Este ano, no entanto, uma novidade foi aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão americano que controla os medicamentos, de acordo com Veridiana. O Sutent, um remédio que já era utilizado no tratamento de outros tipos de câncer, mostrou efeitos positivos também nestes casos e, por isso, passou a ser prescrito. "No Brasil já é vendido, mas no nosso sistema de saúde ainda não é utilizado, é um remédio ainda muito caro", explica.

A medicação funciona como a quimioterapia - age nas células cancerígenas e inibe seu desenvolvimento - só que de forma mais eficaz para este tipo de câncer.

Assim como as demais medicações com este fim, o tratamento é agressivo. "Pode interferir na qualidade de vida do paciente, causando fadiga, diarreia, vermelhidão e calos nas mãos e nos pés, além de alterações de anemia, de baixa imunidade e queda de plaquetas", observa Veridiana.

A cura é possível para pacientes que descobrem a doença em um estágio precoce. "Quando ainda não há metástase no fígado ou em outros lugares, a chance de cura é alta, pois podemos fazer uma cirurgia. Os que descobrem a doença com metástase já não são mais pacientes curáveis, mas podem receber acompanhamento constante com sobrevida além dos cinco anos", indica a especialista Veridiana.

O exemplo de Jobs, que lutou até os últimos dias e chegou a fazer um transplante de fígado para tentar driblar o avanço do tumor, mostra que os limites da doença variam de pessoa para pessoa. "O próprio corpo dita a hora de parar", conclui a oncologista.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Linfoma de Reynaldo Gianecchini é de um tipo raro

Jornal do Brasil
http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2011/08/18/linfoma-de-reynaldo-gianecchini-e-de-um-tipo-raro/

Foram divulgados, esta quarta-feira (17), os resultados dos exames de Reynaldo Gianecchini que revelaram que o linfoma do ator é de um tipo raro: linfoma de células T, que são células fabricadas na medula óssea, responsáveis pela imunidade no organismo.

O câncer afeta o sistema de defesa do corpo, pode causar lesões ósseas, manchas na pele, perda de peso e se espalhar por outros órgãos. O processo, portanto, será mais longo e complicado do que o esperado. O ator, que está internado desde dia 1º, ainda não tem previsão de alta.

Linfoma de ator é de um tipo raro

No dia 10 de agosto, Gianecchini foi diagnosticado com um linfoma Não-Hodgkin e aguardava o resultado dos exames para a especificação adequada. "Estou pronto para a luta e conto com o carinho e o amor de todos vocês", afirmou Gianecchini, em nota enviada pela Rede Globo na ocasião.

O ator, de 38 anos, passou por uma cirurgia de hérnia ingual há cerca de um mês e sofreu duas reações, uma infecciosa e uma alérgica. De acordo com a assessoria de imprensa do artista, ele deu entrada na unidade hospitalar no dia 1º de agosto devido a uma faringite crônica e foi tratado com antibióticos.

Linfoma

Segundo o Inca, Linfomas são neoplasias malignas que se originam nos linfonodos (gânglios), muito importantes no combate às infecções. Os Linfomas Não-Hodgkin incluem mais de 20 tipos diferentes e correspondem a 90% dos casos, sendo 10% Hodgkin.

A doença afeta as células, vasos e órgãos do sistema linfático, responsável por ajudar na defesa do corpo contra ameaças externas, como vírus e bactérias.
Existem três fatores de risco. O primeiro deles é a exposição a altos níveis de radiação.

Pessoas com imunidade baixa, em consequência de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo HIV, têm maior risco de desenvolver linfomas. Pacientes portadores dos vírus Epstein-Barr, HTLV1, e da bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas), têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma.

Além disso, os Linfomas Não-Hodgkin estão também ligados à exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes. Herbicidas e inseticidas têm sido relacionados ao surgimento de linfomas em estudos com agricultores e outros grupos de pessoas que se expõem a altos níveis desses agentes químicos. A contaminação da água por nitrato, substância encontrada em fertilizantes, é um exemplo de exposição que parece aumentar os riscos para doença.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Seriedade do câncer de boca é subestimada

http://www.odontosites.com.br/odonto/noticias/cancer-de-boca.html
7 de julho de 2011

Apesar de sério, problema não recebe a mesma atenção que outros tipos da doença
Quando o assunto é câncer, pouco se fala sobre como a doença atua na boca.

Diferentemente do que ocorre com a próstata, com a mama, com o útero, com o pulmão, e com outros órgãos do corpo, o câncer bucal não aparece muito na mídia nem é alvo de grandes campanhas governamentais para a publicização de informações. A ausência de atenção, entretanto, não diminui a seriedade com que o mal deve ser tratado.

O câncer de boca ocupa o sétimo lugar no País em número de casos diagnosticados. No Rio Grande do Sul, ele alcança a quinta posição entre os tipos de câncer de maior incidência. Conforme estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 170 porto-alegrenses teriam câncer de boca no ano passado. No Estado, seriam 1.050 novos casos.

De acordo o com o cirurgião-dentista e conselheiro do Conselho Regional de Odontologia (CRO) gaúcho, Cléo Saldanha, a ideia de que existe uma saúde bucal, desmembrada do resto da saúde do indivíduo, faz com que a boca receba atenção secundária. “Existe um desmembramento de duas saúdes. A saúde como um todo e a saúde bucal. Isso denota que uma saúde não afeta a outra. A saúde é um todo. Se não se está saudável na boca, se está doente como um todo”, afirma.

O fumo é um dos principais fatores de risco para o surgimento de algum tipo de câncer bucal. O câncer bucal também pode surgir a partir de ferimentos causados pelo uso de próteses dentárias malfeitas e pouco adaptadas.

Conforme Saldanha, dois são os principais tipos de câncer que afetam a boca. “O de maior prevalência é o carcinoma espinocelular, que se apresenta como uma ferida, vermelha ou branca que não dói e não cicatriza dentro de 15 dias. Ele é muito agressivo. Cresce rápido”, diz. Outro tipo é o melanoma. “Nesse tipo, pode haver ferida ou não e sangrar ou não. Ele se mostra como uma manchinha escura”, observa. Saldanha alerta também parar a existência de algum tipo de aumento na região facial, na medida em que o câncer pode não apresentar uma lesão superficial.

O especialista indica a realização do autoexame para a detecção de alguma anomalia na região bucal. Se há alguma mudança na cor da pele e mucosa bucal, se existem manchas que não desaparecem, feridas que não cicatrizam, aftas prolongadas ou inchaços, caroços ou ínguas no pescoço, o médico ou um cirurgião-dentista deve ser procurado.

O cirurgião-dentista critica a falta de atenção que a doença recebe. Segundo ele, o câncer bucal é subestimado.

“O câncer de boca é tão grave quanto o de mama ou o de útero. Existem políticas públicas para esses outros cânceres, mas não para o de boca.” O conselheiro do CRO também observa que a boca raramente é o foco de atenção dos profissionais da saúde. “A detecção do câncer, apesar de fácil, não é algo que é feito corriqueiramente pelo profissional dentista. Ele utiliza a boca para olhar os dentes. Já os médicos utilizam a boca como meio para se chegar a outros órgãos, como no caso da endoscopia.” Recentemente a Câmara municipal de Porto Alegre instalou uma Frente Parlamentar para tratar da questão.

Saldanha também aponta falhas no modo com os odontólogos agem quando são procurados pelos pacientes. “O exame completo da saúde bucal faz parte do protocolo da atuação do profissional de odontologia. Mas não é isso que ocorre na realidade. O profissional fica muito focado na queixa do paciente. O tratamento é sintomático”, enfatiza.

Diagnóstico precoce é essencial para cura.

O câncer bucal, em seus variados tipos, possui cura. Para isso, entretanto, é indispensável que seja realizado o diagnóstico precoce da doença. Do contrário, o tumor tende a evoluir, ocasionando a morte.

Segundo a médica do serviço de otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) Deise Mara Lima da Costa, o tratamento do câncer é principalmente cirúrgico. “Os tumores da boca são classificados em quatro estágios, de T1 a T4. O T1 é o menor, de até 2cm. O T4 é o que já se irradiou, não estando mais somente em sua área original. Muitas vezes, em casos em que ocorre metástase em áreas do pescoço, após a cirurgia, o tratamento é complementado com radioterapia”, afirma.

De acordo com a profissional, que atua há 20 anos na área, as pessoas procuram atendimento médico quando o tumor já está em estágio muito avançado, diminuindo, assim, as possibilidades de cura. “É raro vermos pacientes com tumores pequenos. É muito difícil vermos um T1, por exemplo. Até nos surpreende como uma pessoa deixa algo crescer em sua boca sem procurar atenção médica”, diz.

As possibilidades de cura da doença variam de acordo com o tamanho em que o tumor está no momento em que a pessoa procura o tratamento. “Se ele apresenta um T1, as chances chegam a 80%”, destaca Deise. Conforme a médica, em casos em que o tumor reapareceu após a cirurgia e o tratamento e em casos em que ocorre a metástase, o paciente tem cerca de um ano de sobrevida. “É preciso reforçar que o câncer de boca mata se não diagnosticado cedo e não tratado”, ressalta.

Para Deise, há uma razão para os dentistas não observarem com frequência a presença de um tumor na boca de um paciente que procura atendimento em razão de algum problema dentário. “Em sua maioria, o paciente que apresenta o tumor ou não tem mais dentes ou tem muito poucos e não procura o dentista. A camada da população que tem o problema, em sua maior parte, não vai ao dentista”, conclui.

Fonte: Jornal do comercio de Porto Alegre