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segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Terapia inovadora faz leucemia agressiva entrar em remissão em jovem de 13 anos

11 de dezembro de 2022 - 

Por Rinaldo de Oliveira

Que notícia sensacional! Uma terapia inovadora aplicada em Londres fez a leucemia entrar em remissão em uma jovem de 13 anos. A doença no sangue dela era agressiva e considerada “incurável” pelos médicos.

Mas a garota britânica recebeu células T de doador saudável modificadas geneticamente e um novo horizonte se abriu. A notícia do tratamento pioneiro e vencedor foi dada neste domingo, 11, pelo o Great Ormond Street Hospital for Children (GOSH) de Londres durante a reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia.

O hospital informou que Alyssa foi a primeira paciente no mundo a receber essa terapia celular e disse que ela está em casa, se recuperando do tratamento.

“Depois que eu fizer isso, as pessoas saberão o que precisam fazer, de uma forma ou de outra, então fazer isso ajudará as pessoas”, disse Alyssa.

O vídeo

O hospital divulgou um vídeo contando a história da adolescente, identificada como Alyssa, e a sua batalha contra a leucemia linfoblástica aguda de células T – uma forma agressiva de câncer de sangue.

De acordo com o hospital, Alyssa foi diagnosticada com a doença em 2021 e recebeu todas as terapias convencionais atuais, incluindo quimioterapia e um transplante de medula óssea.

Nenhum dos tratamentos funcionou e não havia outros disponíveis sob os protocolos convencionais.

Participou do teste

Alyssa tornou-se então o primeiro paciente a participar de um ensaio clínico em maio deste ano para receber células imunes “geneticamente modificadas” de um doador saudável.

Após 28 dias, Alyssa estava em remissão e recebeu um segundo transplante de medula óssea para ajudar a restaurar seu sistema imunológico, disse o hospital.

Sem este tratamento experimental, a única opção da Alyssa seria o tratamento paliativo.

Robert Chiesa, um consultor do GOSH, disse que embora a reviravolta do seu estado de saúde era “bastante notável”, os resultados ainda precisam ser monitorados e confirmados nos próximos meses.

Como é o tratamento

As equipes médicas do hospital usaram uma técnica de edição de genoma chamada base-editing – método que modifica partes do código DNA das células T de um doador saudável.

As células T são glóbulos brancos e parte crítica do sistema imunológico.

As células T editadas são então aplicadas no paciente, que em seguida atacam e destroem as células T cancerígenas do corpo, sem se destruírem umas às outras.

“É nossa engenharia celular mais sofisticada até agora e abre caminho para outros novos tratamentos e, em última instância, para melhores futuros para as crianças doentes”, disse Waseem Qasim, professor de terapia celular e genética da GOSH.

Novos pacientes

Os médicos agora procuram outros dez pacientes que também esgotaram as opções de tratamento disponíveis, e esperam que esse tratamento possa ser oferecido mais rapidamente às crianças e se tornar uma opção para tratar também outros tipos de leucemia.

O hospital disse que o estudo só aceitaria pacientes elegíveis pelo NHS, o serviço público de saúde do Reino Unido.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Novo medicamento contra leucemia começa a ser vendido no Brasil


Por Estadão Conteúdo access_time 5 set 2017, 16h42 - Publicado em 4 set 2017, 18h24 more_horiz
Paciente com câncer recebendo tratamento de quimioterapia em um hospital de San Francisco
Vacina: a droga foi aplicada legalmente no Brasil pela primeira vez no hospital cearense (Justin Sullivan/Getty Images)

Produto é um anticorpo que "ensina" as células de defesa do organismo do paciente a atacar as células doentes

Fortaleza – Um medicamento inovador para o tratamento de leucemia com recidiva começou a ser comercializado no País. A droga Blinatumomab, conhecida como Blincyto, possui tecnologia de ponta e seu mecanismo de ação visa ativar a defesa do próprio organismo do paciente para destruir as células tumorais. A molécula se liga à célula tumoral e à célula imune do paciente, fazendo que o tumor seja destruído pelo sistema imune do próprio paciente.

Um paciente do Hospital São Camilo Cura d’Ars, em Fortaleza (CE), foi um dos primeiros a usar o medicamento assim que ele passou a ser comercializado. Outros 58 pacientes, porém, já haviam sido beneficiados desde 2015 dentro do Programa de Acesso Expandido da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que antecipa o fornecimento de algumas drogas inovadoras de modo restrito, mesmo antes de sua aprovação final no País.

Segundo o responsável pelo tratamento do paciente no hospital São Camilo e pós-doutor em hematologia, Ronald Feitosa Pinheiro, o medicamento é indicado justamente para o caso do paciente em questão.

O tratamento foi iniciado na última sexta-feira, 1º, e o paciente já demonstra sinais de melhora. Segundo Pinheiros, “as ‘células ruins’ caíram de 60 mil para 4 mil”. A duração total do tratamento é de 28 dias.

Correção

Ao contrário do informado inicialmente nesta reportagem, que recebeu o título “Paciente de hospital em Fortaleza é o 1º do País a receber vacina para tratar câncer”, o Blincyto não é uma vacina, nem o paciente de Fortaleza foi o primeiro a recebê-lo.

De acordo com o laboratório Amgen, que produz a droga, trata-se de um anticorpo monoclonal, cujo mecanismo de ação visa a ativar a defesa do próprio organismo do paciente para destruir as células tumorais. Desse modo, não é uma vacina, pois o tratamento com o produto não tem fim preventivo.

Ainda segundo a empresa, é indicado para tratamento da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), de precursores de célula B, recidivada ou refratária, em adultos.
Desde 2015, por meio do Programa de Acesso Expandido da Anvisa, o produto já vinha sendo oferecido de modo gratuito a pacientes brasileiros.

De acordo com a Amgen, 58 pessoas foram beneficiadas neste período. A novidade é que em julho ele teve o preço aprovado pela Anvisa e, agora, a droga passou a ser comercializada no País. Ela é coberta por planos de saúde.

Por meio de nota, a empresa também alertou que o tempo de tratamento ainda é curto para falar em melhora. “A Amgen fica muito satisfeita em saber que, na percepção do médico responsável, o paciente já vem apresentando sinais de melhora. Porém, apesar do índice apontado como sinal de melhora – contagem de células tumorais – ser um dos indicativos de resposta ao tratamento, este é um período muito curto para medir e confirmar o sucesso da terapia”, informou a empresa.


O tratamento consiste em ciclos de 28 dias. Podem ser realizados, conforme indicação em bula, até 5 ciclos, dependendo da resposta do paciente e da decisão do médico.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

A um passo da aprovação, terapia mudará o tratamento do câncer


Uma única célula geneticamente modificada é capaz de destruir até 100.000 células cancerígenas. (//iStock)

Um painel da FDA acaba de recomendar a aprovação de uma terapia que altera as células de pacientes com leucemia para combater o câncer
Por Da Redação  http://veja.abril.com.br/saude/a-um-passo-da-aprovacao-terapia-mudara-o-tratamento-do-cancer/

Um painel da FDA, agência americana que regulamenta alimentos e medicamentos, recomendou nesta quarta-feira a aprovação da primeira terapia 100% individual contra câncer no país. O tratamento em questão, fabricado pela Novartis e chamado CTL019, altera as próprias células do paciente, transformando-as no que os cientistas chamam de “droga viva”, de acordo com informações do jornal americano The New York Times, “programada” para combater a leucemia. O aval inédito deixa o medicamento um passo mais próximo da aprovação pela agência e abre caminho para uma nova era na medicina.
Em decisão unânime (10 a 0) o comitê da FDA afirmou que os benefícios da terapia superam seus riscos e recomendou sua aprovação para o tratamento de leucemia linfoblástica aguda de células B resistente ao tratamento ou com recidiva em crianças e jovens com idade entre 3 e 25 anos. Esse é o câncer mais comum diagnosticado em crianças, que representa aproximadamente 25% dos diagnósticos da doença em pacientes com menos de 15 anos. No entanto, o tratamento beneficiaria apenas os 15% dos casos nos quais a doença não responde ou volta.

Como funciona?
terapia, desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e posteriormente licenciada à Novartis, envolve a remoção de milhares de células T, um tipo de glóbulo branco, do paciente, por um centro médico aprovado. Em seguida, essas células são congeladas e enviadas a uma fábrica da farmacêutica onde o processo de modificação é realizado por meio de uma técnica de engenharia genética que emprega uma forma inativa de HIV, o vírus causador da aids, para levar o novo material genético às células e reprograma-las.
Esse processo “turbina” as células T para que elas se liguem à proteína CD-19, presente na superfície de quase todas as células B – componente natural do sistema imunológico que se torna maligno na leucemia – e as ataquem.  As células T geneticamente modificadas, chamadas receptoras de antígeno quimérico, são aplicadas na corrente sanguínea dos pacientes, onde se multiplicam e começam a combater o câncer. Uma única célula é capaz de destruir até 100.000 células cancerígenas. Essa capacidade deu a elas o apelido de “serial killers”.
Em estudos, a re-engenharia dessas células demorava cerca de quatro meses e muitos pacientes faleceram antes do tratamento ficar pronto. Mas, durante a reunião do painel, a Novartis afirmou que esse período foi reduzido para apenas 22 dias.
No entanto, como toda abordagem que usa o próprio sistema imunológico do paciente para combater o câncer, seus efeitos colaterais são graves. Alguns pacientes apresentaram febre desenfreada, pressão sanguínea no limite e congestionamento pulmonar. Outra ressalva dos especialistas foi em relação a possíveis danos futuros, ainda desconhecidos nesse tipo de terapia.
Por outro lado, uma única dose da nova terapia mostrou resultados surpreendentes: longas remissões e possíveis curas para pacientes que tinham suas esperanças esgotadas após todos os tratamentos disponíveis terem falhado.

Disponibilidade e preço
Como os efeitos colaterais demandam cuidados específicos, a Novartis afirmou que, se aprovado, o tratamento será inicialmente disponibilizado em cerca de 30centros treinados nos Estados Unidos. A companhia afirmou também que planeja submete-lo em outros mercados, como na União Europeia, até o final deste ano. No Brasil, a aprovação deverá demorar mais tempo.
Embora a companhia não tenha mencionado o preço, analistas ouvidos pelo The New York Times estimam que um tratamento assim possa custar mais de 300.000 dólares (cerca de 960.000 reais).


Novo tratamento para leucemia tem resultados surpreendentes
Mais de 90% dos pacientes com leucemia terminal submetidos ao método entraram em remissão. A técnica, que consiste em modificar geneticamente as células-T, foi divulgada durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, nos Estados Unidos
Por Da Redação
access_time16 fev 2016, 18h20 - http://veja.abril.com.br/saude/novo-tratamento-para-leucemia-tem-resultados-surpreendentes/
Uma nova terapia contra o câncer está sendo considerada extraordinária após mostrar sucesso em 94% dos pacientes com leucemia terminal que foram submetidos a ela. A técnica, que consiste em reprogramar as células-T para atacar o câncer, foi divulgada em dois estudos apresentados no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, realizado em Washington, nos Estados Unidos, entre os dias 11 e 15 de fevereiro.
Em um dos estudos, realizado por pesquisadores do Fred Hutchinson Cancer Research Centre, nos Estados Unidos, 26 pacientes com leucemia linfoblástica aguda em estado terminal, que não haviam respondido aos tratamentos tradicionais, foram submetidos à terapia. No ensaio, “células-T assassinas”, que agem destruindo tecidos infectados em nosso corpo, foram retiradas dos pacientes. Em seguida, elas foram modificadas geneticamente para projetar um novo mecanismo de segmentação – com o nome técnico de “receptores quiméricos de antígenos” – que atacasse o câncer.
Um ano e meio após este procedimento, 24 pacientes estavam em remissão completa, ou seja, não apresentavam mais sinais de câncer no corpo. “Estes primeiros dados são sem precedentes. Estes pacientes não haviam respondido a nenhum tratamento e obter tal taxa de resposta em casos tão avançados da doença é extraordinário. Uma dose única desta terapia colocou mais do que 90% dos pacientes em remissão completa, situação em que não se pode detectar qualquer destas células de leucemia”, disse Stanley Riddell, principal autor do estudo.
Apesar dos resultados animadores, especialistas ressaltam que o experimento ainda é apenas um pequeno passo. Isso porque os efeitos colaterais deste tipo de tratamento são gravíssimos. Os pacientes podem desenvolver síndrome de liberação de citocinas, que pode causar febre, hipotensão e neurotoxicidade. Dois pacientes do estudo morreram devido a tais complicações
Os autores ressaltam que em função do estado de saúde dos pacientes, que tinham entre dois e cinco meses de expectativa de vida antes do experimento, esses resultados podem ser aceitáveis. Mas não seriam em caso de pacientes com tumores mais leves. Além disso, por enquanto, a terapia mostrou-se efetiva apenas em tumores líquidos como os de sangue. Ainda não se sabe quais seriam os resultados em cânceres sólidos, como o de mama.
Outro estudo envolvendo a manipulação genética de células-T também foi apresentado no encontro e mostra que elas podem durar anos em nosso corpo. No experimento, Chiara Bonini, hematologista do Instituto Científico São Rafael, em Milão, na Itália, injetou uma terapia imune – que incluiu células-T – em dez pacientes que haviam passado por transplante de medula. Exames realizados 14 anos após o tratamento mostraram que as células-T injetadas ainda estavam no organismo dos pacientes. Estes resultados indicam o potencial duradouro de terapias imunológicas.
“As células-T são como um medicamento vivo com o potencial de persistir no corpo por toda a nossa vida. Por exemplo, quando você recebe uma vacina na infância vocês estará protegido contra aquela doença pelo resto da vida. Por quê? Isso acontece porque a célula-T encontra o antígeno e se ativa, ela mata o agente patogênico. Mas ela também persiste no corpo como uma célula de memória. Agora imagine traduzir esse efeito para a imunoterapia do câncer, ou seja, ter células-T de memória que se lembram do câncer e estão prontos para atacá-lo sempre que ele retornar”, explica Chiara.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Comentários sobre a postagem anterior (leucemia linfócita)



De:
Data: 24 de agosto de 2015 11:38
Assunto: Sugestão para o Vida com Câncer - Respostas positivas ao tratamento de leucemia linfócita crônica
Para: fbittencourt95@gmail.com


Bom dia,
O Venetoclax, composto em desenvolvimento pela AbbVie, em parceria com a Genetech e Roche, apresenta resposta positiva no tratamento de pacientes com leucemia linfócita crônica refratária ou reincidente, com deleção no cromossomo 17 p, em estudo de fase 2.  A deleção do 17 é uma mutação genética, em que falta uma parte do cromossomo e está presente em 3-10% dos pacientes com leucemia linfócita crônica e em 30-50% na variação refratária reincidente.  A expectativa de vida média dos pacientes com LCC e deleção do cromossomo 17 é de menos de 2-3 anos – por isso, a importância desse estudo. 

No Brasil, segundo o INCA, em 2014, foram registrados 9.370 casos novos de leucemia e, segundo documento da American Cancer Society, 30% dos casos de leucemia são do tipo linfócita crônica.
Com base nos resultados do estudo de fase 2, a AbbVie deve iniciar o processo de aprovações regulatórias de venetoclax até o final deste ano.  Abaixo, informações completas sobre o estudo.
Abaixo, segue release com informações detalhadas do estudo.
Será que conseguimos uma nota no blog?
Fico à disposição.
Abraço,


 Pacientes com  Leucemia  Linfocítica Crônica  (LLC) Refratária/Reincidente Respondem ao Tratamento com Venetoclax em Estudo de Fase 2
A AbbVie planeja submeter venetoclax à aprovação da agência regulatória dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), e da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), antes do final de 2015.

Em 2015, a FDA concedeu a classificação de Terapia Inovadora para venetoclax, para tratamento em LLC em pacientes com mutação genética de deleção do 17p.
A AbbVie (NYSE:ABBV), companhia biofarmacêutica global, anuncia que o estudo de Fase  2 com seu medicamento em fase de pesquisa venetoclax atingiu sua meta inicial, de obter taxas gerais de resposta em pacientes com leucemia linfocítica crônica (LLC) e deleção do cromossomo 17p sem tratamento prévio, ou com a doença  refratária/reincidente, conforme análise independente.  O estudo, de protocolo aberto, avaliou a eficácia e a segurança de venetoclax, um inibidor da proteína de célula B  (BCL-2) que está sendo desenvolvido em parceria da AbbVie com a Genentech e a Roche.
Os dados deste estudo serão apresentados nas próximas conferências médicas  e utilizados para submissões a aprovações pela FDA, EMA e outras autoridades sanitárias.  O perfil de segurança foi similar a estudos anteriores.
“Os resultados deste estudo demonstram a atividade clínica de  venetoclax em pacientes com LLC, portadores da deleção do 17p, um grupo de pacientes que, historicamente, é difícil de tratar”, afirma o médico Michael Severino, vice-presidente executivo de pesquisa e desenvolvimento e principal executivo científico da AbbVie. “Com base nestes resultados, planejamos ir adiante com os pedidos regulatórios de aprovação para venetoclax e manter o compromisso de continuar as pesquisas com este  e outros medicamentos de nosso pipeline (conjunto de compostos em pesquisa), com a meta de oferecermos novas opções de tratamento para pessoas afetadas pelo câncer”.

Em 2015, a FDA concedeu a classificação de Terapia Inovadora para venetoclax, para tratamento em LLC em pacientes com mutação genética de deleção do 17p.

Leucemia Linfocítica Crônica e Deleção do 17p
LLC é um câncer de progressão lenta da medula óssea e do sangue  no qual a medula óssea produz excesso de linfócitos, um tipo de célula branca do sangue.1  É o tipo mais comum de leucemia diagnosticada em adultos em países ocidentais.2 Nos Estados Unidos, a LLC soma cerca dos 14.520 novos casos de leucemia diagnosticados a cada ano.3
No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) 4  (http://www2.inca.gov.br/favicon.ico) foram registrados 9.370 novos casos de leucemia em 2014. De acordo com documento da American Cancer Society5, cerca de 30% dos casos de leucemia são LLC.
Cerca de 3-10% dos pacientes com LLC apresentam deleção do 17p à época do diagnóstico e isso ocorre em 30-50% de pacientes com LLC refratária ou reincidente. A mutação de deleção do 17p é uma alteração genômica na qual falta uma parte do cromossomo 17.5 A expectativa média de vida para pacientes com LLC e deleção do 17 p é de menos de 2-3 anos.6
Sobre o Estudo de Fase 2
O estudo de Fase 2, multicêntrico, internacional e de protocolo aberto, foi estruturado para avaliar a eficácia e a segurança de venetoclax em pacientes com LLC e deleção do 17 p que recaíram ou foram  refratários aos tratamentos existentes, ou não foram tratados previamente para LLC.  O estudo incluiu 157 pacientes, sendo 107 no corte principal do estudo, para avaliação de eficácia, e 50 pacientes na expansão do estudo sobre segurança.
A meta básica em eficácia foi a taxa de resposta global e a principal meta em segurança foi o número e a porcentagem de pacientes que apresentaram efeitos adversos relacionados ao tratamento, alterações nos exames físico, incluindo sinais vitais, alterações no testes clínicos laboratoriais e alterações na avaliação cardíaca. Os resultados secundários do estudo  medem taxa de remissão completa, remissão parcial e duração da resposta e sobrevida global e sobrevida livre da progressão, entre outros fatores.

Sobre Venetoclax
Venetoclax  é um inibidor oral, em fase de pesquisa, de célula B  (BCL-2), para o tratamento de pacientes com vários tipos de câncer.  A proteína BCL-2 previne a apoptose de algumas cédulas, incluindo linfócitos e pode estar expressa em alguns tipos de câncer. Venetoclax é desenhado para seletivamente inibir a função da proteína BCL-2.  Venetoclax  está sendo desenvolvido em parceria com Genentech eRoche. Juntas, as companhias têm o compromisso da pesquisa sobre BCL-2 com venetoclax, o qual está sendo avaliado em Fase 3 de estudo clínico para o tratamento de LLC refratária/reincidente, para o estudo de diversos tipos de câncer.

No Brasil, venetoclax ainda será submetido à aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não se tratando, portanto,  de um medicamento aprovado pelo órgão sanitário brasileiro para uso comercial.
Sobre AbbVie Oncologia
A pesquisa em oncologia da AbbVie está focada na descoberta e no desenvolvimento de terapias-alvo contra os processos que alguns tipos de câncer necessitam para sobreviver.  Ao pesquisar novas tecnologias e novas abordagens, a AbbVie  está vencendo barreiras em alguns dos tipos de câncer mais difíceis de tratar,   incluindo glioblastoma multiforme, mieloma múltiplo e leucemia linfocítica crônica.  A pesquisa da AbbVie em oncologia inclui várias novas moléculas em estudos clínicos em mais de 15 diferentes tipos de câncer e tumores. 


Sobre a AbbVie
A AbbVie é uma companhia biofarmacêutica global de pesquisa, formada em 2013, a partir da separação da Abbott Laboratories. A missão da companhia é usar seu conhecimento, equipes dedicadas e foco em inovação, para desenvolver e comercializar tratamentos avançados que atendam as necessidades de algumas das mais complexas e sérias doenças do mundo.  Junto com sua subsidiária Pharmacyclics, a AbbVie emprega mais de 28,000 pessoas em mais de 170 países.  Para mais informação sobre a companhia, seu portfolio e compromissos, acesse www.abbvie.com.br. Siga @abbvie no Twitter ou conheça oportunidades de carreira nas suas páginas no Facebook ou LinkedIn.
No Brasil, foi criada no início de 2014.
            
REFERÊNCIAS
1 American Cancer Society (2013) “Leukemia – Chronic Lymphocytic.”  http://www.cancer.org/acs/groups/cid/documents/webcontent/003111-pdf.pdf.
2 Eichhorst, B. et al. “Chronic Lymphocytic Leukemia: ESMO Clinical Practice Guidelines for diagnosis, treatment
and follow-up.” Annals of Oncology 22 (Supplement 6): vi50-vi54, 2011
3   American Cancer Society (2015) "Leukemia – Chronic Lymphocytic (CLL) Topics."
5 Cancer Facts and Figures 2014, American Cancer Society 2014
6 Schnaiter, A. et al. (2013) “17p Deletion in Chronic Lymphocytic Leukemia: Risk Stratification and Therapeutic
Approach.” Hematol Oncol Clin N Am 27 (2013) 289–301
7 Selner, L. et al. (2013) “What Do We Do with Chronic Lymphocytic Leukemia with 17p Deletion?” Curr Hemetol Malig Rep. 8(1):81-90.
8 Stilgenbaur, S, and Zenz, T, (2010) “Understanding and Managing Ultra High-Risk Chronic Lymphocytic Leukemia.” ASH Education Book. 2010(1):481-488.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Após esperar 4 meses, criança tem leito para transplantar medula em SP


Pedro Sanchez, de 2 anos, tem leucemia e conseguiu doador na Alemanha.
Cirurgia está marcada para esta quarta-feira (11) em Ribeirão Preto.
Do G1 Ribeirão e Franca

Uma batalha de quase um ano começa a ter um final feliz. Nesta quarta-feira (11), Pedro Lemos Sanchez, de apenas 2 anos, realizará um transplante de medula óssea, único meio de salvá-lo, segundo os médicos, de uma leucemia descoberta em outubro de 2012. O menino, que conseguiu um doador compatível na Alemanha em maio deste ano, precisou esperar quatro meses por um leito de internação no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (SP) - a unidade possui seis leitos para o procedimento e a fila de espera chega há seis meses. "Ele é guerreiro. Quarta-feira inicia-se o processo de cura do Pedro", diz a mãe, a decoradora Nara Sanchez.

Desde o dia 26 de agosto, Pedro permanece internado em regime de isolamento recebendo medicamentos para eliminar a medula doente. A família se reveza no hospital para acompanhar o quadro de saúde do menino. "Estamos com uma rotina puxada. Ele não fica sozinho, precisa ficar 24 horas com alguma pessoa. Então a gente reveza. Um dia o pai fica no hospital, no outro dia eu fico", explica Nara.

Nos últimos 12 dias, o menino tem realizado sessões de quimioterapia para preparar o organismo para o transplante. "Nessa quimio que ele está fazendo agora, é preciso fazer um eletrocardiograma todos os dias, porque o medicamento é agressivo ao coração. A gente costuma brincar que os adesivos são medalhas. E ele fica todo orgulhoso", conta a mãe.

Nesta terça-feira (10), enquanto o paciente passa pela última sessão de quimioterapia, um médico do HC estará na Alemanha para acompanhar a retirada das células-tronco da medula do doador. O profissional será o responsável pelo transporte do material para o Brasil. A previsão é de que o transplante seja feito nesta quarta-feira (11).

"Ele vai receber a medula através de uma transfusão de sangue. O transplante em si é mais simples. O mais complicado é o decorrer dessa recuperação. A medula precisa 'pegar' no organismo dele,  depois precisa funcionar no organismo. São etapas. Precisamos esperar para ver como são essas reações. A verdade é que quarta-feira inicia-se o processo de cura do Pedro", explica Nara.

Depois de toda a luta pela recuperação do filho, a mãe se diz ansiosa pelas próximas etapas do tratamento. "O Pedro é muito guerreiro, forte. Ele já venceu várias batalhas. Conseguiu ter a doença controlada, conseguiu um doador. Foi um pouco difícil, mas conseguimos o leito para ele. Ele internou e está indo super bem, está tendo poucas reações e espero que continue assim", diz.

Saudade
Enquanto Pedro segue internado, a irmã do menino, Gabriela Lemos Sanchez, recorre a fotos e vídeos para matar a saudade. "Não posso ficar um segundo sem ver ele que minha cabeça já explode. Estou com muita saudade do meu irmão. Por enquanto eu vejo ele pelo skype, vejo fotos, vídeos, falo com ele pelo telefone", diz.

A menina, no entanto, já sabe a primeira coisa que fará quando vir o irmão novamente. "Quando eu encontrar o Pedro de novo, eu vou agarrar ele até sair as 'tripas'. Ele é branquelo e vai ficar 'vermelhésimo'", brinca.

Observação do blog “Vida com Câncer”: O PT está há mais de 10 anos no poder e não realizou nada na área de saúde (bem como em educação). Depois das manifestações de junho o governo do PT criou o “Programa mais Médicos” achando que vai resolver o problema. Precisou o povo ir as ruas para fazer alguma coisa. Segundo consta, a perda de leitos hospitalares na rede pública foi de 13 mil leitos nesse mesmo período do governo petista, acarretando uma falta crescente de leitos para receber pacientes.