Da dura lição aprendida com o câncer de mama, Gilze Maria tirou a coragem para ajudar outras mulheres com a doença
Chris Bertelli, iG São Paulo | 16/12/2011 11:00
Tudo começou com um sonho. Sonho, não. Pesadelo. No início do ano 2000, Gilze Maria Costa Francisco acordou sobressaltada depois de uma noite agitada.
“Levantei com uma sensação de morte, de que alguma coisa estava errada. Logo pensei no meu marido e na minha filha, e naquela mesma semana os dois fizeram uma bateria de exames, um check-up completo”, relembra.
Os resultados mostraram que pai e filha estavam com a saúde em dia, mas a notícia não a tranquilizou. Aquela sensação ainda a perturbava.
Exatamente um mês depois, em um domingo, ao assistir um programa que falava sobre o autoexame de mama, ela teve um estalo. Entrou no banho, colocou as mãos sobre os seios e sentiu o nódulo. Sua experiência como enfermeira e sua familiaridade com a anatomia do próprio corpo não a deixaram ter dúvidas de qual seria o diagnóstico: câncer de mama. De caráter firme, Gilze não chorou, nem se desesperou, mas procurou logo o apoio da família.
“Sentei na sala e disse a eles que estava com câncer, que havia sentido o nódulo”, conta. Os dois, esperançosos, preferiam esperar uma definição médica. Gilze, no entanto, tinha certeza.
Na manhã seguinte, procurou um amigo mastologista e contou a história, do pesadelo ao autoexame. O médico pediu uma mamografia, realizada na sequência, que confirmou a suspeita. “Quando olhei a chapa, dei de cara com a doença”, relata.
“O câncer me deixou devastada. Me senti traída pela vida. Sempre fui o porto seguro da família. Apesar de obesa, sedentária, e de ter menstruado muito cedo, mesmo com todos esses fatores de risco, me questionei: por que eu?”, recorda.
A pergunta, recorrente entre quem recebe o diagnóstico, ecoou durante meses.
“Passei por todas as fases: negação, raiva, barganha, depressão e finalmente a aceitação”. Neste momento, a perspectiva de Gilze mudou.
“Entendi que não tinha feito nada para merecer ser imune ao câncer e que não era uma questão de merecimento ou culpa”, relata.
Sem rotina
Foi o início de uma grande transformação interior e exterior e também da batalha pela vida, permeada por sessões de quimioterapia e uma mastectomia agressiva que a deixou sem uma das mamas, sem músculos peitorais e sem boa parte da axila.
“Havia apenas um buraco. Minha pele grudava nas costelas, e olha que eu era gordinha na época.”
Olhar-se no espelho era difícil e quase impossível reconhecer a figura refletida ali. Sem cílios, sem cabelos, sem um dos seios e sem uma rotina que pudesse seguir, Gilze descontruía a própria identidade.
“Estava me perdendo de quem fui um dia. Não podia passar rímel, nem escovar os cabelos. Colocava a peruca e achava estranho. Passava os dias em consultórios, clínicas de exame e hospitais. Não queria encontrar pessoas, sair era doloroso e nunca me sentia à vontade nas roupas”, diz. No mal-estar com o que vestia estava escondido o receio constante de que notassem a ausência da mama.
“As mulheres são alvejadas num membro que nutre, embeleza e seduz. Somos flechadas no maior símbolo de feminilidade. Então, quando perdemos o seio, sentimos a ausência de tudo isso, é um luto de uma parte importante da mulher."
Para aplacar os sentimentos, recorreu à família, especialmente ao marido, que se mostrou o companheiro perfeito para todas as horas.
“Ele não tinha palavras para me consolar e a minha dor era tão lancinante que ninguém podia alcançá-la. Ele soube entender e só me dizia: ‘você já venceu.’”. Era o suficiente.
A filha, na época com 11 anos, preferiu o silêncio e o distanciamento. Foi preciso chamá-la para uma conversa franca e emocionada.
“Coloquei-a no colo e falamos de coração aberto. Ela me disse: ‘Mãe, você é tão forte que sei que nada vai acontecer. Prometa que fará tudo direitinho porque não vou agüentar ficar sem você”, lembra.
Dez meses e duas perucas depois, no dia 28 de fevereiro, Gilze finalmente controlou o câncer. Faltava ainda uma prótese que ocupasse o vazio deixado pela doença e também trabalhar todas as emoções e sentimentos que afloraram e passaram a fazer parte da nova pessoa que ela era. “Percebi que o melhor era viver os momentos ruins com intensidade, mas os bons momentos com mais intensidade ainda”, afirma. “Aprendi a conjugar os verbos reavaliar, readmitir, reaprender, rever."
Instituto
A inversão para o lado dos pacientes fez com que a enfermeira pudesse sentir as dificuldades e agruras das mulheres que travam uma luta contra um dos principais problemas de saúde femininos. Na internet, Gilze encontrou notícias desencontradas, informações incorretas e opiniões descabidas. Dessa busca, nasceu a decisão de construir um site com informações seguras para quem, como ela, tinha a doença. A página entrou no ar em março e era recheada de depoimentos dela própria, que escrevia nas crises de insônia. “Passei muitas noites em claro. Tinha medo de dormir e não acordar mais”, relata.
Centenas de emails lotavam a caixa diariamente. Com algumas mulheres, ela passou a se corresponder com frequência. Com outras, falava ao telefone. Gilze virou referência para quem buscava um ombro amigo, uma informação, ou simplesmente alguém que entendesse o momento delicado. O próximo passo, criar um espaço onde pudesse se dedicar a essas mulheres, pareceu óbvio.
“As mulheres são as mais desfavorecidas de ajuda. Porque elas passam a imagem de que podem tudo, fazem tudo, são fortes ao extremo. Na hora que a doença bate na porta, ela sente o desespero. E ainda assim, não quer que os filhos sofram, que o marido sofra. Nesse momento, qualquer ajuda, por menor que seja, faz uma grande diferença”, avalia.
Em fevereiro de 2002, nascia o Instituto Neo Mama, em Santos, litoral paulista, com o intuito de ajudar pessoas vitimadas pelo câncer e suas famílias. Com atendimento interdisciplinar que inclui oncologista, ginecologista, mastologista, psicóloga e nutricionista, hoje passam por lá cerca de 200 mulheres por mês, segundo a conta da própria Gilze. No cadastro da entidade, no entanto, já são mais de 2.300.
“Elas chegam aqui e percebem que não são as únicas a passar por isso. O diagnóstico é difícil de encarar, mas com estrutura, exame, médico e colo e ombro fica mais fácil”, acredita.
Para disponibilizar mamografias, fez um acordo com laboratórios e exibe seus banners no site em troca de exames gratuitos (quantos mais cliques, mais exames. Participe da campanha). Para consultas, abre sua agenda de telefones que contém os números dos principais mastologistas e hospitais do país.
“Eu ligo e peço o atendimento. Às vezes consigo na insistência ou graças às boas relações que tenho com os profissionais. É trabalhoso, mas faço com prazer”, orgulha-se.
Difícil mesmo são os casos em que não há mais o que ser feito. Com lágrimas nos olhos, a coordenadora do instituto diz receber até cinco mulheres nessas condições, em que o único recurso é garantir amparo e dignidade. “Dói muito. A gente vê de perto a evolução, ela vai minguando. A morte é muito palpável, você pode sentir a vida indo embora. É difícil ver uma delas no caixão e não se enxergar ou não se lembrar que há poucos dias ela estava fazendo bagunça”, chora.
Decote e praia
Não existem dados sobre quantos mulheres têm acesso à reconstrução mamária no País. No entanto, Gilze parece fazer parte da maioria que passa anos sem a cirurgia. Somente depois de uma redução de estômago e de eliminar 65kg ela pode finalmente colocar uma prótese. Foram 11 anos entre o aparecimento da doença e o novo seio. E sem banhos de mar, passeios na praia, vestidos tomara-que-caia ou decotes. “O novo peito é lindo, mas a cicatriz é para sempre."
A mudança no visual trouxe ainda mais confiança e disposição para essa mulher de sorriso aberto, fala franca e carinhosa.
"Acho que Deus me preseervou para isso. Comigo, não tem hora, não tem distância, não tem impedimento. Eu faço o que for preciso para ajudá-las. Tudo é recompensador", diz ela.
"Depois do câncer, você nunca mais é a mesma. A doença te marca como gado, no corpo e na alma. Mas você sobrevive”.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Kirchner é a quinta líder na América Latina com câncer
28 de dezembro de 2011 • 00h47 • atualizado
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5535160-EI8140,00-
Kirchner+e+a+quinta+lider+na+America+Latina+com+cancer.html
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que sofre de câncer de tireóide e será operada no início de 2012, é o quinto líder da América Latina a ter a doença nos últimos anos. Confira a relação dos líderes regionais afetados pelo câncer:
Cristina Kirchner:
A presidente Argentina, 58 anos, tem câncer na tireóide e será operada no dia 4 de janeiro. "Foi detectado um carcinoma papilar no lóbulo direito da glândula tiroide (...) sem comprometer os ganglios linfáticos e com ausência de metastase", segundo comunicado. Kirchner iniciou seu segundo mandato de quatro anos no dia 10 de dezembro passado.
Luiz Inácio Lula da Silva:
O ex-presidente brasileiro (2003-2010), 66 anos, combate um tumor na laringe e o tratamento com quimioterapia tem evoluído muito favoravelmente.
Dilma Rousseff:
A presidente brasileira, 63 anos, enfrentou a partir de 2009 um câncer no sistema linfático, e foi declarada completamente curada em setembro do mesmo ano, mas realiza exames a cada seis meses.
Fernando Lugo:
O presidente paraguaio, 60 anos, foi diagnosticado em agosto de 2010 com um linfoma de Hodgkins (não agressivo). O câncer no sistema linfático exigiu seis sessões de quimioterapia, em São Paulo e Assunção, mas em dezembro de 2010 foi finalmente extinto.
Hugo Chávez:
O presidente venezuelano, 57 anos, teve um câncer diagnosticado em junho de2011. O líder "bolivariano" não permite que se revele a origem do tumor, que segundo fontes médicas foi retirado da próstata no dia 20 de junho, em Havana. Chávez foi submetido a quatro sessões de quimioterapia, sendo três em Havana e uma em Caracas, e após ficar ausente da vida pública, voltou à atividade, participando, inclusive, da Cúpula do Mercosul em Montevidéu, na semana passada.
José Alencar:
O ex-vice-presidente brasileiro morreu em janeiro passado, aos 79 anos, após uma longa luta contra o câncer, iniciada em 1997. Alencar foi submetido a 17 cirurgias para retirar tumores nos rins, estômago, intestino e próstata.
AFP
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5535160-EI8140,00-
Kirchner+e+a+quinta+lider+na+America+Latina+com+cancer.html
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que sofre de câncer de tireóide e será operada no início de 2012, é o quinto líder da América Latina a ter a doença nos últimos anos. Confira a relação dos líderes regionais afetados pelo câncer:
Cristina Kirchner:
A presidente Argentina, 58 anos, tem câncer na tireóide e será operada no dia 4 de janeiro. "Foi detectado um carcinoma papilar no lóbulo direito da glândula tiroide (...) sem comprometer os ganglios linfáticos e com ausência de metastase", segundo comunicado. Kirchner iniciou seu segundo mandato de quatro anos no dia 10 de dezembro passado.
Luiz Inácio Lula da Silva:
O ex-presidente brasileiro (2003-2010), 66 anos, combate um tumor na laringe e o tratamento com quimioterapia tem evoluído muito favoravelmente.
Dilma Rousseff:
A presidente brasileira, 63 anos, enfrentou a partir de 2009 um câncer no sistema linfático, e foi declarada completamente curada em setembro do mesmo ano, mas realiza exames a cada seis meses.
Fernando Lugo:
O presidente paraguaio, 60 anos, foi diagnosticado em agosto de 2010 com um linfoma de Hodgkins (não agressivo). O câncer no sistema linfático exigiu seis sessões de quimioterapia, em São Paulo e Assunção, mas em dezembro de 2010 foi finalmente extinto.
Hugo Chávez:
O presidente venezuelano, 57 anos, teve um câncer diagnosticado em junho de2011. O líder "bolivariano" não permite que se revele a origem do tumor, que segundo fontes médicas foi retirado da próstata no dia 20 de junho, em Havana. Chávez foi submetido a quatro sessões de quimioterapia, sendo três em Havana e uma em Caracas, e após ficar ausente da vida pública, voltou à atividade, participando, inclusive, da Cúpula do Mercosul em Montevidéu, na semana passada.
José Alencar:
O ex-vice-presidente brasileiro morreu em janeiro passado, aos 79 anos, após uma longa luta contra o câncer, iniciada em 1997. Alencar foi submetido a 17 cirurgias para retirar tumores nos rins, estômago, intestino e próstata.
AFP
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Planos de saúde terão prazo para agendar consultas
Em pediatria, cirurgia geral, ginecologia, obstetrícia e clínica médica, prazo máximo será de sete dias úteis a partir de amanhã
AE
18/12/2011 13:18 - http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/planos-de-saude-terao-prazo-para-agendar-consultas/n1597415408268.html
As operadoras de planos de saúde deverão garantir aos consumidores a marcação de consultas, exames e cirurgias nos prazos máximos definidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No caso de consultas básicas - pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia - o prazo máximo será de sete dias úteis. A regra começa a valer a partir da segunda-feira de 19 de dezembro.
Além de estabelecer um prazo máximo para o atendimento, que vai de três a 21 dias, a norma também determina que cada operadora de plano de saúde deverá oferecer pelo menos um serviço ou profissional em cada área contratada.
"A ANS não pode interferir na capacidade de atendimento dos prestadores e sim regular para que haja no mínimo uma alternativa disponível, ou seja, a operadora deverá garantir o atendimento no tempo previsto, mas não exatamente com o profissional de escolha do beneficiário", afirmou, em comunicado, a diretora adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Carla Soares.
De acordo com a ANS, as empresas de planos de saúde que não obedecerem aos prazos definidos sofrerão penalidades e, em casos de descumprimentos constantes, poderão passar por medidas administrativas.
Entre os demais prazos, as consultas em outras especialidades médicas terão um prazo máximo de 14 dias úteis. Já o prazo para marcar consultas com fonoaudiólogo, nutricionistas, psicólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapia será de dez dias. Já os serviços de diagnóstico o prazo máximo será de três dias. Os casos de urgência e emergência o atendimento deverá ser imediato.
AE
18/12/2011 13:18 - http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/planos-de-saude-terao-prazo-para-agendar-consultas/n1597415408268.html
As operadoras de planos de saúde deverão garantir aos consumidores a marcação de consultas, exames e cirurgias nos prazos máximos definidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No caso de consultas básicas - pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia - o prazo máximo será de sete dias úteis. A regra começa a valer a partir da segunda-feira de 19 de dezembro.
Além de estabelecer um prazo máximo para o atendimento, que vai de três a 21 dias, a norma também determina que cada operadora de plano de saúde deverá oferecer pelo menos um serviço ou profissional em cada área contratada.
"A ANS não pode interferir na capacidade de atendimento dos prestadores e sim regular para que haja no mínimo uma alternativa disponível, ou seja, a operadora deverá garantir o atendimento no tempo previsto, mas não exatamente com o profissional de escolha do beneficiário", afirmou, em comunicado, a diretora adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Carla Soares.
De acordo com a ANS, as empresas de planos de saúde que não obedecerem aos prazos definidos sofrerão penalidades e, em casos de descumprimentos constantes, poderão passar por medidas administrativas.
Entre os demais prazos, as consultas em outras especialidades médicas terão um prazo máximo de 14 dias úteis. Já o prazo para marcar consultas com fonoaudiólogo, nutricionistas, psicólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapia será de dez dias. Já os serviços de diagnóstico o prazo máximo será de três dias. Os casos de urgência e emergência o atendimento deverá ser imediato.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Câncer de mama: tratamento deve começar até 3 meses após diagnóstico
Além do tratamento mais ágil, Inca quer que a mulher com câncer seja tratada por equipe com psicólogo e nutricionista
http://delas.ig.com.br/saudedamulher/cancer-de-mama-tratamento-deve-comecar-ate-3-meses-apos-diagnostico/n1597348381512.html
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou hoje (31) sete novas recomendações para o controle do câncer de mama no país. Uma delas é que o início do tratamento ocorra em três meses e que os procedimentos complementares, de quimioterapia ou hormonioterapia, comecem, no máximo, em 60 dias. Além disso, a radioterapia deve ser feita em 120 dias.
As orientações complementam as lançadas no ano passado, que eram focadas em ações de prevenção, detecção precoce e informação de qualidade. Segundo o técnico da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica da instituição Ronaldo Corrêa, desta vez, a lista é voltada ao tratamento de mulheres que já tenham tumores.
“Essas recomendações são importantes porque podem ter impacto na sobrevida das pacientes”, explicou.
Ele lembrou, durante o lançamento, que o câncer de mama é o tumor que mais mata a população feminina no Brasil, sendo responsável pela morte de 12 mil mulheres a cada ano.
O técnico do Inca acrescentou que a lista também traz recomendações sobre o acolhimento das pacientes. O instituto orienta que elas sejam acompanhadas por uma equipe que inclua médicos, enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta; e que receba cuidados em um ambiente que respeite a autonomia, dignidade e confidencialidade.
“Quanto mais profissionais estiverem comprometidos com o tratamento melhor vai ser a assistência prestada a essas mulheres”, ressaltou. Ele lembrou que as recomendações não têm força de lei, mas seu cumprimento pode ser verificado pela sociedade.
A lista com todas as recomendações está disponível no site do Inca. O documento impresso também será encaminhado às secretarias de Saúde dos estados e municípios.
Para ampliar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de colo de útero, o Ministério da Saúde vai investir, até 2014, R$ 4,5 bilhões. Os recursos serão usados, entre outras iniciativas, na implantação de 50 centros para atendimentos em mastologia ou ginecologia e na implantação de 32 serviços avançados em hospitais habilitados para o tratamento oncológico e na substituição de equipamentos em 48 hospitais.
http://delas.ig.com.br/saudedamulher/cancer-de-mama-tratamento-deve-comecar-ate-3-meses-apos-diagnostico/n1597348381512.html
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou hoje (31) sete novas recomendações para o controle do câncer de mama no país. Uma delas é que o início do tratamento ocorra em três meses e que os procedimentos complementares, de quimioterapia ou hormonioterapia, comecem, no máximo, em 60 dias. Além disso, a radioterapia deve ser feita em 120 dias.
As orientações complementam as lançadas no ano passado, que eram focadas em ações de prevenção, detecção precoce e informação de qualidade. Segundo o técnico da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica da instituição Ronaldo Corrêa, desta vez, a lista é voltada ao tratamento de mulheres que já tenham tumores.
“Essas recomendações são importantes porque podem ter impacto na sobrevida das pacientes”, explicou.
Ele lembrou, durante o lançamento, que o câncer de mama é o tumor que mais mata a população feminina no Brasil, sendo responsável pela morte de 12 mil mulheres a cada ano.
O técnico do Inca acrescentou que a lista também traz recomendações sobre o acolhimento das pacientes. O instituto orienta que elas sejam acompanhadas por uma equipe que inclua médicos, enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta; e que receba cuidados em um ambiente que respeite a autonomia, dignidade e confidencialidade.
“Quanto mais profissionais estiverem comprometidos com o tratamento melhor vai ser a assistência prestada a essas mulheres”, ressaltou. Ele lembrou que as recomendações não têm força de lei, mas seu cumprimento pode ser verificado pela sociedade.
A lista com todas as recomendações está disponível no site do Inca. O documento impresso também será encaminhado às secretarias de Saúde dos estados e municípios.
Para ampliar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de colo de útero, o Ministério da Saúde vai investir, até 2014, R$ 4,5 bilhões. Os recursos serão usados, entre outras iniciativas, na implantação de 50 centros para atendimentos em mastologia ou ginecologia e na implantação de 32 serviços avançados em hospitais habilitados para o tratamento oncológico e na substituição de equipamentos em 48 hospitais.
domingo, 11 de dezembro de 2011
SP oferece cirurgia sem cortes para tratamento contra câncer
http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2011/10/27/sp-oferece-cirurgia-sem-cortes-para-tratamento-contra-cancer/
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), tornou-se o primeiro hospital público do país a adotar a técnica de radiocirurgia. Trata-se de uma terapia simples e rápida para tratar pacientes oncológicos que, por motivos clínicos, não poderiam se submeter aos riscos de uma cirurgia comum. As informações são da agência Fapesp.
O tratamento é indicado para tumores primários ou metástases localizadas no pulmão e na coluna vertebral, desde que isolados e com até cinco centímetros de diâmetro. Essa tecnologia visa concentrar uma grande dose de radiação em focos bastante específicos, provocando a morte das células cancerígenas por meio da quebra de seu DNA e chance mínima de danos aos tecidos sadios.
Além disso, o equipamento possibilita que, mesmo havendo uma pequena movimentação do tumor, provocada pela respiração, somente a área programada seja tratada. Isso porque o aparelho ajusta os disparos quando o tecido saudável fica à frente do dispositivo emissor da radiação. O procedimento dura, em média, uma hora e libera o paciente para voltar à sua rotina normal logo após a terapia.
Antes de dar início ao tratamento, uma imagem do tumor gerada pelo próprio equipamento de radioterapia é realizada para que a equipe de médicos e físicos possa posicionar o alvo que será submetido à radiocirurgia.
Devido a essa precisão, a técnica promove maior proteção dos tecidos vizinhos contra a radiação quando comparada ao tratamento de radioterapia convencional. Por esta razão, embora receba uma dose elevada de radiação, o paciente apresenta uma tolerância maior à nova técnica. Além disso, o período de tratamento é mais curto. São necessárias de uma a cinco aplicações, número que pode subir para cerca de 30, quando empregada a radioterapia comum.
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), tornou-se o primeiro hospital público do país a adotar a técnica de radiocirurgia. Trata-se de uma terapia simples e rápida para tratar pacientes oncológicos que, por motivos clínicos, não poderiam se submeter aos riscos de uma cirurgia comum. As informações são da agência Fapesp.
O tratamento é indicado para tumores primários ou metástases localizadas no pulmão e na coluna vertebral, desde que isolados e com até cinco centímetros de diâmetro. Essa tecnologia visa concentrar uma grande dose de radiação em focos bastante específicos, provocando a morte das células cancerígenas por meio da quebra de seu DNA e chance mínima de danos aos tecidos sadios.
Além disso, o equipamento possibilita que, mesmo havendo uma pequena movimentação do tumor, provocada pela respiração, somente a área programada seja tratada. Isso porque o aparelho ajusta os disparos quando o tecido saudável fica à frente do dispositivo emissor da radiação. O procedimento dura, em média, uma hora e libera o paciente para voltar à sua rotina normal logo após a terapia.
Antes de dar início ao tratamento, uma imagem do tumor gerada pelo próprio equipamento de radioterapia é realizada para que a equipe de médicos e físicos possa posicionar o alvo que será submetido à radiocirurgia.
Devido a essa precisão, a técnica promove maior proteção dos tecidos vizinhos contra a radiação quando comparada ao tratamento de radioterapia convencional. Por esta razão, embora receba uma dose elevada de radiação, o paciente apresenta uma tolerância maior à nova técnica. Além disso, o período de tratamento é mais curto. São necessárias de uma a cinco aplicações, número que pode subir para cerca de 30, quando empregada a radioterapia comum.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
MEDICAMENTO DE ALTO CUSTO CONTRA O CÂNCER PODE TER GENÉRICO NACIONAL
Terça-feira, 22 de Novembro de 2011
http://www.inct-inofar.ccs.ufrj.br/release_sunitinibe.html
INCT-INOFAR descobre nova rota de síntese para produzir o sunitinibe. A pesquisa visa estimular a produção do princípio ativo no Brasil
Pesquisadores do Instituto de Química da UFRJ associados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-INOFAR) desenvolveram, em escala de laboratório, um modo eficiente para produzir o genérico do sunitinibe, princípio ativo do Sutent®, medicamento contra o câncer fabricado pela Pfizer. A descoberta da nova rota de síntese abre possibilidade para a produção nacional do genérico a um custo mais barato, quando a patente do medicamento expirar no Brasil.
Recomendado para combater certos tipos de câncer no rim, estômago e intestino, o Sutent® é um medicamento de alto custo – em torno de 11 mil reais a caixa com 28 comprimidos de maleato de sunitinibe 50mg – que ainda não faz parte do protocolo do tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A pesquisa levou dois anos e meio e foi toda desenvolvida no Instituto de Química da UFRJ pela Dra Barbara Vasconcelos da Silva, juntamente com o seu orientador, o professor Angelo da Cunha Pinto. Para o especialista, a descoberta tem um impacto social importante, visto que muitos pacientes entram na justiça para obter do governo esse medicamento.
“O custo mais baixo pode tornar o sunitinibe acessível a uma maior parcela da população brasileira, à medida que ele possa passar a integrar SUS” –observouo professor Angelo Pinto. No meio científico a descoberta da nova rota de síntese do sunitinibe é comemorada como um marco que atesta a competência brasileira na área dos genéricos.
“É uma prova de que o Brasil pode produzir qualquer medicamento inventado em um país desenvolvido” – comemora o pesquisador, que teve que driblar as 472 patentes depositadas no mundo relativas ao sunitinibe, para descobrir um meio inédito de produzir a substância.
Na nova rota de síntese desenvolvida foram feitas substituições de reagentes e modificações das condições de algumas reações, de modo que o resultado da pesquisa gerou um produto final com rendimento superior ao descrito na patente da Pfizer.
Sunitinibe
O sunitinibe é considerado um tratamento eficaz e confortável, pois é ministrado ao paciente por via oral e não acarreta os tradicionais efeitos colaterais da quimioterapia. Com um modo de atuação diferente e inovador – por agir como um inibidor da enzima tirosina-quinase – o medicamento tem dois efeitos: impede o crescimento de novos vasos sangüíneos que alimentam o tumor e ataca diretamente as células tumorais, evitando a sua multiplicação.
Economia com o genérico
Em 2010, o Brasil gastou quase 8 milhões de dólares com a importação do Sutent®, que teve a patente registrada no País, em 2005, pelo laboratório Pfizer. Com a descoberta da nova rota de síntese do sunitinibe, o Brasil pode, antecipadamente, preparar-se para produzir o medicamento, reduzindo assim seu custo de produção.
Em dezembro de 2010, os pesquisadores associados do INCT-INOFAR baseados no Instituto de Química da Unicamp concluíram a rota de síntese inédita da atorvastatina, princípio ativo do Lipitor®, medicamento mais vendido no mundo que acabou de expirar a patente no Brasil. Atualmente, o instituto tenta negociar a rota desta síntese com uma indústria brasileira.
Apesar dos avanços ocorridos em decorrência da Lei dos Genéricos, infelizmente, as empresas farmacêuticas brasileiras limitam-se a formular e a embalar princípios ativos importados de mercados distantes como China, Índia e Coréia. Com objetivo de tentar reverter esse “Caminho das Índias”, o INCT-INOFAR objetiva transferir a tecnologia da produção do sunitinibe, a fim de que a versão do genérico possa ser efetivamente produzida por uma indústria nacional. Uma contribuição valiosa dos seus cientistas para melhorar o acesso da população aos medicamentos.
Barbara Vasconcellos da Silva Professora Adjunta do Instituto de Química da UFRJ. Possui graduação em Química com atribuições tecnológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007) e doutorado em Química pela mesma universidade (2010). Tem experiência na área de Química Orgânica, com ênfase em síntese de derivados da isatina, oxindóis e compostos contendo o grupo ferrocenil.
Angelo da Cunha Pinto Professor Titular do Instituto de Química da UFRJ, bolsista de produtividade de pesquisa de nível IA do CNPq, Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, Membro do comitê da CAPES da área de Química, Oficial Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Cientifico, Editor do Journal of the Brazilian Chemical Society e da Revista Virtual de Química.
http://www.inct-inofar.ccs.ufrj.br/release_sunitinibe.html
INCT-INOFAR descobre nova rota de síntese para produzir o sunitinibe. A pesquisa visa estimular a produção do princípio ativo no Brasil
Pesquisadores do Instituto de Química da UFRJ associados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-INOFAR) desenvolveram, em escala de laboratório, um modo eficiente para produzir o genérico do sunitinibe, princípio ativo do Sutent®, medicamento contra o câncer fabricado pela Pfizer. A descoberta da nova rota de síntese abre possibilidade para a produção nacional do genérico a um custo mais barato, quando a patente do medicamento expirar no Brasil.
Recomendado para combater certos tipos de câncer no rim, estômago e intestino, o Sutent® é um medicamento de alto custo – em torno de 11 mil reais a caixa com 28 comprimidos de maleato de sunitinibe 50mg – que ainda não faz parte do protocolo do tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A pesquisa levou dois anos e meio e foi toda desenvolvida no Instituto de Química da UFRJ pela Dra Barbara Vasconcelos da Silva, juntamente com o seu orientador, o professor Angelo da Cunha Pinto. Para o especialista, a descoberta tem um impacto social importante, visto que muitos pacientes entram na justiça para obter do governo esse medicamento.
“O custo mais baixo pode tornar o sunitinibe acessível a uma maior parcela da população brasileira, à medida que ele possa passar a integrar SUS” –observouo professor Angelo Pinto. No meio científico a descoberta da nova rota de síntese do sunitinibe é comemorada como um marco que atesta a competência brasileira na área dos genéricos.
“É uma prova de que o Brasil pode produzir qualquer medicamento inventado em um país desenvolvido” – comemora o pesquisador, que teve que driblar as 472 patentes depositadas no mundo relativas ao sunitinibe, para descobrir um meio inédito de produzir a substância.
Na nova rota de síntese desenvolvida foram feitas substituições de reagentes e modificações das condições de algumas reações, de modo que o resultado da pesquisa gerou um produto final com rendimento superior ao descrito na patente da Pfizer.
Sunitinibe
O sunitinibe é considerado um tratamento eficaz e confortável, pois é ministrado ao paciente por via oral e não acarreta os tradicionais efeitos colaterais da quimioterapia. Com um modo de atuação diferente e inovador – por agir como um inibidor da enzima tirosina-quinase – o medicamento tem dois efeitos: impede o crescimento de novos vasos sangüíneos que alimentam o tumor e ataca diretamente as células tumorais, evitando a sua multiplicação.
Economia com o genérico
Em 2010, o Brasil gastou quase 8 milhões de dólares com a importação do Sutent®, que teve a patente registrada no País, em 2005, pelo laboratório Pfizer. Com a descoberta da nova rota de síntese do sunitinibe, o Brasil pode, antecipadamente, preparar-se para produzir o medicamento, reduzindo assim seu custo de produção.
Em dezembro de 2010, os pesquisadores associados do INCT-INOFAR baseados no Instituto de Química da Unicamp concluíram a rota de síntese inédita da atorvastatina, princípio ativo do Lipitor®, medicamento mais vendido no mundo que acabou de expirar a patente no Brasil. Atualmente, o instituto tenta negociar a rota desta síntese com uma indústria brasileira.
Apesar dos avanços ocorridos em decorrência da Lei dos Genéricos, infelizmente, as empresas farmacêuticas brasileiras limitam-se a formular e a embalar princípios ativos importados de mercados distantes como China, Índia e Coréia. Com objetivo de tentar reverter esse “Caminho das Índias”, o INCT-INOFAR objetiva transferir a tecnologia da produção do sunitinibe, a fim de que a versão do genérico possa ser efetivamente produzida por uma indústria nacional. Uma contribuição valiosa dos seus cientistas para melhorar o acesso da população aos medicamentos.
Barbara Vasconcellos da Silva Professora Adjunta do Instituto de Química da UFRJ. Possui graduação em Química com atribuições tecnológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007) e doutorado em Química pela mesma universidade (2010). Tem experiência na área de Química Orgânica, com ênfase em síntese de derivados da isatina, oxindóis e compostos contendo o grupo ferrocenil.
Angelo da Cunha Pinto Professor Titular do Instituto de Química da UFRJ, bolsista de produtividade de pesquisa de nível IA do CNPq, Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, Membro do comitê da CAPES da área de Química, Oficial Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Cientifico, Editor do Journal of the Brazilian Chemical Society e da Revista Virtual de Química.
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