quinta-feira, 14 de maio de 2015

Estudo mostra diferenças entre países com relação à sobrevivência ao câncer


Em Londres
Um estudo sobre a porcentagem de sobrevivência das pessoas com relação ao câncer, realizado em 67 países, mostra que a situação melhorou na maioria dos países desenvolvidos, mas é mais difícil nos de menor desenvolvimento.

A análise, denominada "Concord-2" e publicada nesta quarta-feira (26) na revista médica britânica The Lancet, pesquisou a sobrevivência com relação ao câncer de mais de 25 milhões de pacientes entre 1995 e 2009 e observou, além disso, que os de fígado e pulmão são os de piores previsões.

A pesquisa, a cargo da especialista Claudia Allemani, professora da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, se centrou em avaliar a sobrevivência entre os adultos de entre 25 e 99 anos e entre os menores de 14 anos de idade.

Os cânceres estudados foram de estômago, cólon, reto, fígado, pulmão, mama, colo do útero, ovário e próstata, assim como a leucemia entre adultos e crianças, segundo o estudo no qual participaram 500 especialistas e segue outra avaliação feita em 2008.

As diferenças observadas nos países, acrescenta, é "provavelmente atribuível à desigualdade no acesso a um diagnóstico precoce e tratamentos ótimos".

Os pesquisadores constataram uma sobrevivência de cinco anos após o diagnóstico nos casos de câncer de cólon, reto e mama na maioria dos países desenvolvidos.

Os cânceres de pulmão e de fígado seguem sendo "letais" no mundo todo, diz o estudo, que afirma que no caso do primeiro, a sobrevivência de cinco anos após o diagnóstico está abaixo de 20% em toda Europa e na América do Norte a porcentagem se situa entre 15% e 19%. Já na Mongólia e Tailândia, a taxa é de 7% e 9%, respectivamente.

Apesar destes dados desalentadores, a pesquisa observou uma melhora importante na sobrevivência, em todos os países, de casos de câncer de próstata, mas principalmente em nações da América do Sul, Ásia e Europa, apesar de haver variações entre países.

No caso da sobrevivência de cinco anos ao câncer do colo do útero, as diferenças entre os países é muito importante, com variações que vão desde menos de 50% a 70%.

Segundo "The Lancet", para as mulheres que foram diagnostricadas com câncer de ovário entre 2005 e 2009, a sobrevivência foi de 40% no Equador, EUA e 17 países na Ásia e Europa, já no caso do câncer de estômago a sobrevivência foi de entre 54% e 58% entre 2005 e 2009 no Japão e Coreia do Sul, comparado com menos de 40% em outros países.

No caso da leucemia entre os adultos, a sobrevivência de cinco anos no Japão e Coreia do Sul foi de entre 18% e 23%, porcentagem mais baixa que na maioria dos outros países.

Quanto à leucemia linfoblástica aguda entre as crianças, a sobrevivência é de menos de 60% em vários países, mas chega a 90% no Canadá e quatro países europeus (Áustria, Bélgica, Alemanha e Noruega), o que faz pensar que há grandes diferenças no atendimento desta doença.

A sobrevivência de câncer de pulmão melhorou em países como Israel, onde passou de 17% a 24%, e Japão, de 23% a 30%, mas não é muito boa em outros países europeus, onde chega a 10%.


"The Lancet" afirma que a contínua vigilância da sobrevivência do câncer deveria ser uma fonte indispensável de informação para os pacientes e pesquisadores e um estímulo para que os políticos melhorem as medidas na área de saúde.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Dia das Mães


Mãe de barriga ou mãe de vida, mãe desde sempre ou escolhida... Os tipos mudam, mas o amor fica. Feliz Dia das Mães!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Cardiotoxicidade no tratamento do Câncer


Em meio ao intenso e recente debate sobre as atividades médicas no país e à precariedade do atendimento na rede de saúde, é necessário registrar a evolução que tem os tido em alguns segmentos. Um exemplo é a cardio-oncologia, onde duas especialidades se encontram para tentar minimizar os efeitos adversos provocados por droga sutilizadas para a cura do câncer. É a chamada “cardiotoxidade”.Traduzindo, são os efeitos tóxicos de diferentes medicamentos ministrados no combate ao câncer sobre o coração.

O aprofundamento desses estudos é fundamental, principalmente quando identificamos que o câncer lidera as preocupações entre as doenças, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A estimativa é de queaté 2030 cerca de 13,1milhão de pessoas morram, entre 27 milhões que devem contrair a doença.
Como vemos é uma parcela considerável da população mundial. Mas sabemos também que o tratamento dos pacientes portadores de câncer com quimioterapia e radioterapia, tem resultado em um importante aumento na sobrevida dessa população. Entretanto crescem também os efeitos colaterais.Portanto, à medida que a incidência do câncer aumenta em função de diferentes fatores, cresce a necessidade de se diminuir o risco da cardiotoxicidade.

O uso de bio marcadores e exames de imagem na tentativa de identificar pacientes com maiores riscos de cardiotoxicidade e a adoção de medidas cardio protetoras são alvo de estudos sobre os quais tenho me debruçado, assim como outros profissionais.

Dessa maneira, esperamos identificar as características dos grupos de pacientes com maiores riscos de evoluirem para uma lesão cardiovascular. Também conhecer melhor os agentes quimioterápicos e as características da radioterapia que possam estar envolvidas na evolução não satisfatória dos pacientes.

Esses estudos são fundamentais, pois com a evolução dos medicamentos e o aumento da média de idade da população, o câncer, mesmo com maior número de casos, vai se transformando, para muitos, em uma espécie de doença crônica. Muitas vezes a doença se manifesta por mais de uma década de incidência. Aumentam, dessa forma, os riscos dos medicamentos afetarem outros órgãos, particularmente o coração.

Vale lembrar que mesmo nos casos de cura imediata, com pacientes não crônicos, os efeitos dos medicamentos podem se manifestar até 20 anos após o fim do tratamento. Merece atenção nesse aspecto a onco-pediatria, pois crianças curadas do câncer precisam de atenção especial do ponto de vista cardiológico na vida adulta.


Portanto, é fundamental o relacionamento estreito de cardiologista e oncologistas. Por exemplo, mesmo um pacientes com hipertensão leve, precisa de atenção. Então esses especialistas devem trabalhar em conjunto.

quarta-feira, 18 de março de 2015

França estuda proibir implantes nos seios após descoberta de novo tipo de câncer

BBC Brasil - Daniela Fernandes
Da BBC, em Paris
  • Eric Gaillard/Reuters


Descoberta de novos riscos envolvendo implantes nos seios ocorre cinco anos após o escândalo das próteses da marca francesa PIP

Um estudo realizado pelo Instituto do Câncer da França, divulgado nesta terça-feira (17), revela que implantes nos seios podem causar um tipo raro de tumor no sistema linfático. Em razão das conclusões dos especialistas, o governo francês estuda atualmente a proibição de próteses mamárias no país.

Os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer (INC) da França revelaram a existência de uma nova doença, o "linfoma anaplásico de grandes células associado a um implante mamário (LAGC-AIM)" e propõe que esse tipo de câncer seja incluído na classificação de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Existe uma relação claramente estabelecida entre o surgimento dessa doença e o uso de um implante mamário", diz o relatório do instituto francês. "Esse tipo de câncer não foi diagnosticado em nenhuma mulher sem próteses nos seios."

Os oncologistas franceses estimam que o risco desse linfoma nas mulheres com implantes mamários é 200 vezes maior do que na população feminina em geral.

Eles ressaltam, no entanto, que a frequência dessa complicação médica é muito baixa. Desde 2011, apenas 18 mulheres desenvolveram esse tipo de câncer na França (uma delas já morreu), segundo o INC.

Vigilância
O estudo foi realizado a pedido das autoridades francesas da área de saúde após o rápido aumento de casos desse tipo de câncer em um período relativamente curto.

Apesar do número de pessoas afetadas ainda ser bem limitado, o que preocupa as autoridades é a velocidade da progressão: o total de novos casos passou de dois em 2012 para 11 no ano passado.

A ministra da Saúde, Marisol Touraine, declarou nesta terça-feira que as mulheres com implantes nos seios "não precisam retirá-los" e nem devem ficar "excessivamente preocupadas". "Nossa vigilância é total", disse a ministra, acrescentando que nenhuma marca de prótese mamária está sendo visada especificamente em relação à descoberta desse novo tumor.

Touraine também afirmou que as informações às mulheres que desejam colocar implantes nos seios será reforçada.

Alerta obrigatório
A Agência Nacional de Segurança do Medicamento (ANSM) da França já anunciou que as mulheres que desejam colocar próteses nos seios deverão ser "obrigatoriamente alertadas sobre esse novo risco, apesar de ele ser baixo", afirmou, em entrevista ao jornal Le Parisien, François Hébert, diretor-geral adjunto da agência.

Segundo ele, documentos informativos e alertas sobre a questão já foram enviados aos médicos do país. "Se for necessário proibir os implantes, nós o faremos", disse o diretor da ANSM.

A agência francesa realizará uma reunião com especialistas até o final deste mês para decidir sobre o assunto. A eventual proibição das próteses dependerá das conclusões dos pesquisadores.

"Os sinais são convincentes. Os casos aumentam. Estamos trocando informações com a FDA (Food and Drugs Administration) americana", afirma o professor Benoît Vallet, diretor-geral da Saúde, que determina as políticas públicas francesas na área. "Os profissionais da saúde devem ficar muito mais vigilantes diante desse risco. As mulheres que usam próteses devem ser examinadas por um médico todos os anos."

Escândalo
A descoberta de novos riscos envolvendo próteses mamárias ocorre apenas cinco anos após o escândalo das próteses da marca francesa PIP, que chocou o país. Elas eram fabricadas com um gel de silicone não autorizado para fins médicos e que continha aditivos de combustível não testados para uso clínico.

A PIP era o terceiro maior fabricante mundial de próteses mamárias e exportava para inúmeros países, incluindo o Brasil.


Segundo a ANSM, cerca de 400 mil mulheres na França têm próteses nos seios, sendo 80% delas por motivos estéticos.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Saiba o que dizer a uma pessoa diagnosticada com câncer

12 March 2015 | Por Saulo Cavalcanti
Quando algum parente, um amigo ou o parceiro/a é diagnosticado com câncer, o mundo desta pessoa parece desabar e o desejo de todos é saber o que dizer para reconfortá-lo neste difícil momento.

É perfeitamente normal ficar meio perdido com o que dizer neste começo, onde a própria pessoa está descobrindo como ela deve lidar com a descoberta da doença. Este período inicial será um aprendizado para todas as partes envolvidas, sendo que cada um reage de um jeito.


Estar sempre presente e ouvir a pessoa é importante na batalha contra o câncer. Foto: iStock, Getty Images
Assim, não existe uma fórmula mágica para lidar com este problema. No entanto, sempre surge a dúvida sobre o que dizer a uma pessoa diagnosticada com câncer, afinal o desejo é ajudar, não atrapalhar.

Na hora de se ter aquela conversa íntima e às vezes incômoda ,as reações podem ser variadas. A maioria do feedback será positivo e de apoio, mas é importante medir as palavras para evitar mágoas.

Este é um momento muito delicado e sensível na vida de quem tem que lidar com  a situação. Por isto, é fundamental dar espaço a quem descobriu a doença.

Procure evitar tocar no assunto, dando sempre preferência para falar sobre outros assuntos. Deixe que ela escolha o melhor momento para desabafar com você. Apenas esteja disponível.

O que dizer a uma pessoa que tem câncer?

A primeira regra ao se deparar com alguém nesta situação é evitar falar de casos que conhece em que a pessoa sobreviveu ou faleceu em decorrência da doença.

Afinal, muitos conhecem histórias e cada caso é um caso. Além disso, ao pensar sobre  o que dizer, tente fugir de frases como “vai correr tudo bem” se você não sabe como vai ser o tratamento.

Quem está passando por isto precisa saber que pode desabafar e ser verdadeiro com você, por isso seja positivo e animado.

Também fuja de frases como “sinto muito” ou “lamento o que aconteceu com você”, pois quem enfrenta esta doença não precisa de pena. O fato de o câncer acontecer não é algo que possa ser mudado ou ser lamentando, sendo uma ocasião para reagir com espírito de luta.

Por isso, ao refletir sobre o que dizer, diga que está junto na luta, que acredita na capacidade de superar o câncer, emocional e fisicamente, e que tem orgulho da pessoa. Jamais diga que sente pena.

Não basta saber o que dizer, mas se fazer presente

Quem convive com esta doença também precisa de palavras edificantes, que a instiguem a se manter firme no combate ao câncer. Assim, sempre que puder, reforce o quanto a pessoa é bonita, o quanto gosta do cabelo novo ou de como ficou o visual sem cabelo.

Dizer o quanto se orgulha e fica feliz pela pessoa querida ter encarado essa batalha com garra e força também é motivador e inspirador.

Não é uma tarefa fácil se abrir com alguém e falar sobre a batalha contra o câncer, quer esteja acontecendo agora, quer tenha acontecido anos atrás. Por isso, caso tenha a oportunidade de ter essa conversa com alguém, a melhor dica é estar sempre presente.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson faz tratamento contra câncer

Do UOL, em São Paulo
19/02/201510h46
  • Manuela Scarpa/Divulgação


20.set.2013 - Bruce Dickinson durante apresentação do Iron Maiden na Arena Anhembi

O vocalista da banda Iron Maiden, Bruce Dickinson passa por tratamento contra um câncer na parte de trás da língua, segundo informações de sua página oficial do Facebook.

O tumor cancerígeno foi descoberto durante exames de rotina antes do Natal e, na última quarta-feira (18), o cantor finalizou uma série de sete semanas de tratamento de quimioterapia e radiologia.


Segundo o comunicado oficial, como o tumor foi diagnosticado nos estágios iniciais, a equipe médica está otimista e espera que o cantor se recupere completamente até o fim de maio.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Plano de saúde não pode dobrar valor da mensalidade de idoso


Com o Estatuto do Idoso, a elevação dos valores ao consumidor que atingir os 60 anos é proibida, mas empresas criam artifícios para burlar determinação
06 Fev 2015

Quando completou 60 anos de idade, a dona de casa Maria Helena Ribeiro teve uma surpresa ao receber a conta do plano de saúde. O valor tinha mais que duplicado. Sem condições de arcar com o novo valor, tentou outros planos, mas os preços eram semelhantes. Apelou para uma empresa menos conhecida no mercado e com serviços mais restritos para continuar pagando um valor parecido com o que tinha. “Foi um absurdo. Pagava cerca de R$ 500 e depois que fiz 60 anos passou para mais de R$ 1 mil. Não tinha como pagar”, lamentou. 

O caso de Maria Helena é um exemplo clássico que ocorre com muitos idosos com planos de saúde no país. O aumento está de acordo com a lei dos planos de saúde, mas é visto como abusivo pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Ocorre justamente em um momento em que a pessoa se aposenta ou está perto do benefício e, naturalmente, crescem as despesas com exames, consultas e remédios.

Os reajustes ocorrem justamente quando crescem as despesas com exames, consultas e remédios

Segundo a advogada Renata Vilhena, especializada em direito da saúde, desde 2004, quando entrou em vigor o Estatuto do Idoso, a elevação dos valores ao consumidor que atingir os 60 anos é proibida. Essa norma chegou a ser contestada pelas empresas que entendem que o veto só se aplica a planos iniciados após 2004. Essa contestação foi derrubada pela Justiça.

Aumento 1 ano antes

Para burlar essa determinação, parte das empresas executa o aumento aos 59 anos de idade. Essa saída é alvo constante da Justiça. Renata afirma que o usuário que entra na Justiça normalmente consegue vencer a disputa, cancelando o reajuste. “Alguns juízes, no entanto, determinam um aumento de no máximo 30% dos valores. Mas somente entrando na Justiça se consegue mudar, as empresas não reduzem os valores com negociações ou ações administrativas”, explica. 


Quem pagou os valores exorbitantes praticados pelas empresas também podem entrar na Justiça. “É possível rever os valores dos últimos 10 anos e as empresas normalmente são obrigadas a devolver o que já foi pago a mais”, aponta a especialista.

Observação do Vida com Câncer
A culpada em parte por esta situação é a Agência Nacional de Saúde Suplementar que aceita este tipo de coisas, criando inclusive a figura de plano antigo e plano novo. Graças a Deus, a justiça não tem aceitado o argumento dos planos.