quinta-feira, 2 de julho de 2015

ALERTA: Direção do Inca decide suspender exames de outras instituições


Por Ancelmo Gois
Ontem à noite, a direção do Inca decidiu suspender todos os exames para  pacientes que não se se tratam dentro da instituição. A hematologista Rose Filgueiras, do Hospital da Lagoa, diz que 1.600 pacientes  que são tratados de leucemia mielóide crônica, por exemplo,  ficarão sem os seus exames:

- Sei que é grave a situação financeira do hospital. Mas considero a decisão um genocídio - diz Filgueiras.

Pesquisa: câncer pode atingir 2 em cada 3 pessoas no mundo

Terra
Duas em três pessoas nascidas hoje poderão desenvolver câncer, segundo cientistas britânicos revelaram nesta quarta-feira. Além disso, as estimativas da Cancer Research UK demonstram que metade de todos os adultos nascidos a partir de 1960 pode sofrer com a doença ao longo da vida. As informações são do The Telegraph.


Especialistas disseram que as novas estatísticas – que superam as anteriores de um em cada três pessoas – trazem uma previsão mais precisa até agora. Grande parte do crescimento nos números dos casos se deve ao aumento da expectativa de vida e ao fato de que o câncer é mais comum entre os idosos. No entanto, pesquisadores alertam que um terço do crescimento é devido aos fatores de estilo de vida, tais como o uso do álcool, cigarros, aumento da obesidade e mudanças na procriação.

A pesquisa foi divulgada no Jornal Britânico do Câncer e revela números surpreendentes, tais como: 53,5% dos homens nascidos depois de 1960 sofrem risco de ter câncer (contra 38,5% dos nascidos anteriormente a isso); entre as mulheres, o risco é menor, porém cresceu também, indo para 47,5% de chances. A média de risco entre os dois gêneros, portanto, é de 50,5%.

Os autores do estudo ainda apontaram a necessidade de mudanças nos hábitos de vida, que devem acompanhar o crescimento da expectativa de vida (que pode continuar aumentando). Caso isso não aconteça, a grande parte das crianças no mundo poderá desenvolver a doença em suas vidas.

A boa notícia é que a cura da doença dobrou nos últimos 40 anos, graças ao desenvolvimento na detecção e no tratamento. Cerca de metade dos doentes hoje pode sobreviver pelo menos por uma década. 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Reajuste de 13,55% dos planos de saúde é o maior em 10 anos, diz Idec


Do UOL, em São Paulo
17/06/201512h18 > Atualizada 17/06/201512h22

O reajuste de até 13,55% nos preços dos planos de saúde, anunciado este mês pelo governo, é o mais alto em dez anos, critica o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).
A entidade encaminhou uma carta à Presidência e a outras autoridades no último dia 10, criticando o valor e exigindo imediata revisão dos índices de aumento.
O Idec sugere que o limite máximo do reajuste seja indexado à inflação, que foi de8,17% no período entre maio de 2014 e abril de 2015.
Segundo o Idec, a justificativa da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para o aumento se baseia nos custos do setor, como o investimento em novas tecnologias, e na média dos reajustes dos planos coletivos, que são livremente estipulados pelas operadoras.
Para o Idec, é "absurdo" que a agência leve em conta o reajuste médio dos planos coletivos para ajustar os planos familiares e individuais, porque, desta forma, a ANS "abre mão do seu papel de reguladora".

"Na prática, ao incluir no cálculo a média de aumento dos planos coletivos, que não é regulado, a ANS permite às operadoras que determinem os reajustes aos planos individuais e familiares", afirma a advogada e pesquisadora do Idec, Joana Cruz

terça-feira, 16 de junho de 2015

Cigarro é responsável por 50% das mortes entre 12 tipos de câncer

Tipos de câncer decorrentes do tabagismo
 A maior parte das mortes relacionadas com o tabaco (74,9% ou 129.799 ) foi causada por complicações de pulmão, brônquios e traquéia. Os tumores da laringe representavam 1,7% ou 2.856 casos. Cerca de metade das mortes por câncer da cavidade oral, esôfago e bexiga também foi causada pelo cigarro, segundo a pesquisa liderada pela American Cancer Society, uma das instituições americanas mais conceituadas sobre o assunto.

O estudo mostrou que, embora o número de fumantes tenha diminuído nos últimos 50 anos, o tabagismo continua sendo o responsável por um grande número de mortes, causadas por câncer em decorrência ao hábito de fumar. Os especilistas defendem maior rigor no combate ao tabagismo na tentativa de abaixar o números de doenças graves, como os diversos tipos de câncer e efisemas causados pelo cigarro.

Os autores reconhecem algumas limitações em seus resultados. Os grupos estudados tinham pouca diversidade racial e nível social mais alto do que a média da população dos EUA, excluindo as camadas sociais entre as quais o tabagismo é bastante frequente. Além disso, a análise abrange apenas os cigarros, ignorando outros produtos feitos a partir do tabaco, como charutos.

Mais de 20 milhões de americanos já morreram prematuramente por causa do tabagismo nos últimos 50 anos, segundo o último relatório do sistema de saúde americano, lançado no início deste ano. Apesar do progresso dramático, atualmente, 18% da população dos EUA fuma, contra 42% em 1964. No país, 443 mil americanos morrem a cada ano de doenças relacionadas ao tabagismo.

 O tabagismo no Brasil

Segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde, no final do mês passado, o índice de fumantes no Brasil caiu em 30,7% nos últimos nove anos. Essa informação é resultado de uma coleta dos “Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014”.

Segundo a pesquisa, 10,8% dos brasileiros mantêm o hábito de fumar, o índice é maior entre os homens – 12,8% contra 9% entre as mulheres. O estudo mostra também que o consumo de cigarros no Brasil é maior na faixa entre 45 anos e 54 anos de idade (13,2%) e menor entre jovens com idade entre 18 anos e 24 anos (7,8%).

A análise evidencia também que, 21,2% dos brasileiros se declaram ex-fumantes, sendo 25,6% dos homens e 17,5% das mulheres. Dados inéditos do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que o consumo de cigarro ilegal cresceu de 2,4% em 2008 para 3,7% em 2013. “Há 20 anos, mais de um terço da população adulta no Brasil fazia uso do tabaco. Não se trata de coibir a liberdade, mas de ter uma política pública”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. 

O tabagismo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão no país. Foto: Istock

200 mil mortes ao ano

De acordo com o Ministério da Saúde, o tabagismo é responsável por 200 mil mortes todos os anos no Brasil, sendo 25% delas por angina e infarto do miocárdio, 45% por infarto agudo do miocárdio (abaixo de 65 anos) e 85% das mortes por bronquite e enfisema pulmonar.

O tabagismo também é o responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão no país, sendo que, entre o restante, um terço é fumante passivo. Esse tipo de tumor é considerado o mais letal e umas das principais causas de morte no país.

A estimativa do governo é que 27.330 novos casos de câncer de pulmão sejam registrados no país ainda em 2015.


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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Salão de beleza em hospital de SP melhora autoestima de homens com câncer

Camila Neumam
Do UOL, em São Paulo
08/04/201506h00
  • Júnior Lago/UOL


O pedreiro azulejista Caetano Donizete da Silva, 57, internado no Icesp para tratar um câncer no estômago, faz a barba e limpeza de pele no hospital

Cabelo cortado, barba feita, pele hidratada e unhas em dia. É com tratamentos de beleza que homens internados no Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) mantêm a autoestima durante o difícil tratamento contra o câncer.

O serviço também é oferecido às mulheres que se tratam no hospital público da capital paulista. Mas o Icesp observou um aumento da adesão dos homens neste ano, que ocupam 35% dos atendimentos. Um a cada três pacientes que procura pelas esteticistas é do sexo masculino, segundo uma pesquisa feita com 2.500 pacientes atendidos pelo projeto "Cantinho da Beleza".

Os tratamentos de beleza são oferecidos três vezes por semana no próprio leito hospitalar, mas devem ser agendados com antecedência. Esteticistas cortam os cabelos, aparam as sobrancelhas, fazem limpeza de pele e as unhas (sem tirar cutículas) tanto de homens quanto das mulheres. Os pacientes também podem pedir para fazer a barba e as pacientes mulheres podem aprender truques de maquiagem e como usar lenços.

Além de influenciar diretamente na autoestima dos pacientes, os encontros semanais quebram a rotina de exames e remédios. Essa mudança é vista com bons olhos pelos psicólogos que acompanham os pacientes para evitar que se deprimam. Muitos pacientes ficam abalados com as transformações físicas consequentes da quimioterapia.

Fim do baixo-astral
O pedreiro azulejista Caetano Donizete da Silva, 57, que está internado no Icesp para tratar um câncer no estômago, aderiu ao 'Cantinho' e aprovou a experiência. O morador do bairro do Jaraguá, na zona norte de São Paulo, diz ter ficado satisfeito com a primeira sessão na qual fez a barba, hidratou o rosto e aparou as unhas.

"Eu estava barbudo pra caramba e a pele dá uma ressecada com a quimioterapia. Achei o serviço ótimo porque eles chegam aqui e acaba com aquele baixo-astral", diz.
Silva descobriu o câncer em janeiro deste ano, mas o tumor, que tem o tamanho de uma laranja, não pode ser retirado porque está colado ao estômago.

Atualmente ele passa por sessões de quimioterapia na tentativa de diminuir o tumor e facilitar a remoção. O câncer lhe causa dificuldades para comer, o que o fez perder muito peso. Ele pesava 93 kg na época do diagnóstico e hoje está com 60 kg espalhados pelo seu 1,70 m. "Quando eu me curar, a primeira coisa que quero fazer é comer uma feijoada e tomar uma cervejinha", diz.

Pronto para as visitas
Já o dentista Ricardo Freitas, 55, que combate um câncer no intestino e no pulmão, passa por sessões de quimioterapia de até 24 horas, que lhe causam dificuldades de locomoção. Por isso, ele gosta de renovar o visual para receber bem os parentes. Entre eles está o filho Fernando Freitas, 8, que o visita toda semana. O pequeno vem de São Vicente, no litoral paulista, e costuma ser acompanhado por um psicólogo do hospital.

"Faço o tratamento para fazer a barba, massagem e para tirar as olheiras. Como fico com um braço plugado na máquina para a quimioterapia e o outro com o soro, fica complicado me arrumar. Para mim essa equipe faz parte do tratamento do câncer", diz.

Para Freitas, ver o filho crescer é o maior estímulo para aguentar os efeitos colaterais do tratamento, que causa vômitos, diarreia, sérias queimaduras na pele e queda de cabelo.

"Tive um câncer de pele há três anos e eu não imaginava que iria para o intestino e para o pulmão. Meu pai morreu de câncer no pulmão. Por isso eu luto pelo meu filho, que é a razão da minha vida. Eu não desisti da luta por causa dele", diz emocionado.

Mais do que beleza
Para o psicólogo Lórgio Henrique Diaz Rodriguez, coordenador do serviço de psicologia hospitalar do Icesp, o trabalho ajuda os pacientes a lidarem melhor com o tratamento e com a própria doença. Segundo ele, a procura em melhorar a aparência já é um indicador de que o paciente luta para sobreviver. O Icesp tem uma equipe com cerca de 30 psicólogos que auxilia pacientes, acompanhantes e a própria equipe médica.

"Quando o paciente procura melhorar a aparência, ele demonstra que busca recursos de enfrentamento para lidar com a situação atual, o que pode repercutir na autoestima e favorecer uma melhor adesão ao tratamento. É diferente do paciente que se deprime, porque o primeiro impacto depois do diagnóstico é a negação da situação", diz.

Para Vânia Pereira, coordenadora do serviço de hotelaria do Icesp, o projeto 'Cantinho da Beleza' criado em 2009 tem o intuito de humanizar o tratamento. "Mais do que a beleza, queremos que o paciente resgate a autoestima, que volte a olhar para ele mesmo e não somente para a doença. Todos nós precisamos de afeto, de uma palavra amiga, de alguém que cuide da gente. A equipe entra no quarto para falar do tratamento de beleza, conversar, não falar da doença. É um momento de alegria, um chamego", diz Vânia.

Segundo a coordenadora, muitas vezes o foco na beleza fica mais voltado às mulheres, mas, embora mais tímidos, os homens costumam elogiar o serviço e repetem a dose. "Muitas vezes eles ficam sem ação quando oferecemos, talvez por não se preocuparem tanto quanto as mulheres e por poderem esperar um pouco mais para fazer a unha e cortar os cabelos. Mas quando eles fazem, querem imediatamente repetir toda semana", conta.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Estudo mostra diferenças entre países com relação à sobrevivência ao câncer


Em Londres
Um estudo sobre a porcentagem de sobrevivência das pessoas com relação ao câncer, realizado em 67 países, mostra que a situação melhorou na maioria dos países desenvolvidos, mas é mais difícil nos de menor desenvolvimento.

A análise, denominada "Concord-2" e publicada nesta quarta-feira (26) na revista médica britânica The Lancet, pesquisou a sobrevivência com relação ao câncer de mais de 25 milhões de pacientes entre 1995 e 2009 e observou, além disso, que os de fígado e pulmão são os de piores previsões.

A pesquisa, a cargo da especialista Claudia Allemani, professora da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, se centrou em avaliar a sobrevivência entre os adultos de entre 25 e 99 anos e entre os menores de 14 anos de idade.

Os cânceres estudados foram de estômago, cólon, reto, fígado, pulmão, mama, colo do útero, ovário e próstata, assim como a leucemia entre adultos e crianças, segundo o estudo no qual participaram 500 especialistas e segue outra avaliação feita em 2008.

As diferenças observadas nos países, acrescenta, é "provavelmente atribuível à desigualdade no acesso a um diagnóstico precoce e tratamentos ótimos".

Os pesquisadores constataram uma sobrevivência de cinco anos após o diagnóstico nos casos de câncer de cólon, reto e mama na maioria dos países desenvolvidos.

Os cânceres de pulmão e de fígado seguem sendo "letais" no mundo todo, diz o estudo, que afirma que no caso do primeiro, a sobrevivência de cinco anos após o diagnóstico está abaixo de 20% em toda Europa e na América do Norte a porcentagem se situa entre 15% e 19%. Já na Mongólia e Tailândia, a taxa é de 7% e 9%, respectivamente.

Apesar destes dados desalentadores, a pesquisa observou uma melhora importante na sobrevivência, em todos os países, de casos de câncer de próstata, mas principalmente em nações da América do Sul, Ásia e Europa, apesar de haver variações entre países.

No caso da sobrevivência de cinco anos ao câncer do colo do útero, as diferenças entre os países é muito importante, com variações que vão desde menos de 50% a 70%.

Segundo "The Lancet", para as mulheres que foram diagnostricadas com câncer de ovário entre 2005 e 2009, a sobrevivência foi de 40% no Equador, EUA e 17 países na Ásia e Europa, já no caso do câncer de estômago a sobrevivência foi de entre 54% e 58% entre 2005 e 2009 no Japão e Coreia do Sul, comparado com menos de 40% em outros países.

No caso da leucemia entre os adultos, a sobrevivência de cinco anos no Japão e Coreia do Sul foi de entre 18% e 23%, porcentagem mais baixa que na maioria dos outros países.

Quanto à leucemia linfoblástica aguda entre as crianças, a sobrevivência é de menos de 60% em vários países, mas chega a 90% no Canadá e quatro países europeus (Áustria, Bélgica, Alemanha e Noruega), o que faz pensar que há grandes diferenças no atendimento desta doença.

A sobrevivência de câncer de pulmão melhorou em países como Israel, onde passou de 17% a 24%, e Japão, de 23% a 30%, mas não é muito boa em outros países europeus, onde chega a 10%.


"The Lancet" afirma que a contínua vigilância da sobrevivência do câncer deveria ser uma fonte indispensável de informação para os pacientes e pesquisadores e um estímulo para que os políticos melhorem as medidas na área de saúde.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Dia das Mães


Mãe de barriga ou mãe de vida, mãe desde sempre ou escolhida... Os tipos mudam, mas o amor fica. Feliz Dia das Mães!