segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Celine Dion perde irmão dois dias após morte de seu marido

16 JAN2016
17h57
atualizado às 18h12
Um irmão de Celine Dion morreu neste sábado em decorrência de um câncer, apenas dois dias depois de a cantora canadense perder seu marido para a mesma doença.


 Foto: Getty Images

O irmão de Dion, de 59 anos, estava há algum tempo combatendo vários tumores e morreu hoje em Montreal, no Canadá, de acordo com o site TMZ.

Nas últimas horas, vários meios de comunicação falaram sobre o delicado estado de saúde de Daniel Dion, um dos 13 irmãos da artista.

René Angélil, marido e ex-empresário da cantora, morreu na quinta-feira em Las Vegas (Estados Unidos) após outra batalha contra o câncer.

No verão de 2014, Dion, uma das cantoras canadenses mais conhecidas internacionalmente, anunciou que cancelaria seus shows para cuidar de Angélil, com quem teve três filhos: René-Charles, de 14 anos, e os gêmeos Eddy e Nelson, de cinco.

Angélil sofreu com vários tipos de câncer, incluindo um de garganta há 20 anos, que reapareceu em 2014, quando abandonou o cargo de empresário de sua esposa.

O empresário era um conhecido representante de grupos musicais da província canadense de Québec e foi quem descobriu Dion quando esta tinha apenas 12 anos.

Convencido do potencial da jovem cantora, Angélil hipotecou sua casa para se dedicar totalmente à promoção da carreira de Dion.

Após anos trabalhando juntos, Dion e Angélil se casaram de forma inesperada em 1994 em Montreal, quando ela tinha 26 anos de idade e ele, 52


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Jornalista da Globo descobre câncer após reportagem: 'Tive sorte'

ELAINE BAST
 DANIEL CASTRO - Publicado em 12/01/2016, às 06h10
No Jornal Nacional de 12 de outubro, a repórter Elaine Bast alertou sobre a importância da mamografia para se detectar câncer de mama precocemente e, assim, aumentar as chances de cura e reduzir a intensidade do tratamento. Ilustrou com uma pesquisa mostrando que 60% dos casos da doença foram identificados no início, graças ao exame. No dia seguinte, Elaine recebeu o resultado da mamografia que realizara dias antes, preventivamente. A notícia não era boa. Novos exames confirmaram que ela tinha nódulos malignos. Uma mulher ouvida por Elaine na reportagem, Monica Araújo Chiarello, foi fundamental para a jornalista: "Ela me ajudou muito, afinal já tinha passado por tudo o que eu ia passar". Elaine, ex-correspondente em Nova York, deu o seguinte depoimento ao Notícias da TV:

"Soube em novembro que precisava retirar a mama esquerda por causa de três tumores descobertos em um check up de rotina. Não tinha nódulos aparentes, não sentia dores, enfim, nada diferente. Soube do resultado exatamente um dia após fazer uma matéria para o Jornal Nacional sobre o assunto... O VT [videotape] era sobre um estudo que falava sobre a importância dos exames preventivos para a detecção precoce do câncer de mama.

A personagem que entrevistei, de apenas 35 anos, havia terminado a quimioterapia quando a encontrei. E foi uma das pessoas que me ajudaram muito psicologicamente nesse processo. 

Tenho 42 anos, dois filhos pequenos, amamentei, não há histórico na minha família de câncer de mama. Não esperava passar por isso. Tive muita sorte em ter descoberto logo no início. Apesar de todos os avanços da medicina nessa área, a palavra 'câncer' dá sempre muito medo. Mas aprendi que ela não é uma sentença de morte. Retirei toda a mama esquerda e decidi também retirar a direita preventivamente. Não consigo deixar de pensar que realmente tive muita sorte. Não só por ter descoberto no início mas porque pude fazer a reconstrução das mamas na mesma cirurgia. Não precisei ver meu corpo mutilado.

Tive apoio muito importante da minha família, dos meus amigos, dos meus colegas de trabalho. Eles ajudaram a cuidar da minha alma. E os médicos, a cuidar da minha saúde.

Difícil ler notícias sobre mulheres que morrem porque tiveram diagnóstico tardio desse câncer. Seja porque de tão atarefadas se esquecem delas mesmas e deixam de fazer os exames de rotina, seja porque não conseguem agendar consulta ginecológica no sistema público e realizar os exames. Uma doença que tem chance altíssima de cura se for tratada do início. Graças ao diagnóstico precoce, o câncer não parou a minha vida. Eu continuo a minha história. Depois da cirurgia e do tratamento, volto ao trabalho em meados deste mês."

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Azar ou maus hábitos? Pesquisa indica que câncer é provocado por fatores externos

BBC Brasil
James Gallagher
Editor de Saúde da BBC News
18/12/201514h32
A causa do aparecimento do câncer é motivo de polêmica entre cientistas
Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que o câncer é majoritariamente o resultado de fatores ambientais e hábitos, e não uma ocorrência aleatória.
No começo do ano, pesquisadores desencadearam um grande debate depois de sugerir que dois terços dos casos de câncer eram resultado de falta de sorte em vez de comportamentos pessoais -- como fumar, por exemplo.
Mas, o novo estudo de uma equipe de médicos do Stony Brook Cancer Center, de Nova York, concluiu que apenas entre 10% e 30% dos casos de câncer são resultado da forma como o corpo funciona naturalmente, ou seja, da "sorte".
Especialistas afirmam que a análise, publicada na revista especializada Nature, é "bem convincente".
"Fatores externos têm um papel importante, e as pessoas não podem se esconder atrás do azar. Elas não podem fumar e falar que é falta de sorte se tiverem câncer", disse à BBC Yusuf Hannun, diretor do Stony Brook.
"É como um revólver: o risco intrínseco é a bala. E se jogarem roleta russa, talvez uma em cada seis (pessoas) terão câncer -- esta é a falta de sorte intrínseca. Mas o que um fumante faz é acrescentar duas ou três mais balas a esse revólver e puxar o gatilho. Ainda haverá um elemento de sorte, já que nem todos os fumantes desenvolverão câncer, mas eles aumentam as probabilidades contra si."
"De um ponto de vista de saúde pública, queremos remover o máximo de balas possíveis no tambor (do revólver)", acrescentou o médico.

Polêmica

O câncer surge quando uma das células-tronco do corpo que começa a funcionar mal e se dividir descontroladamente.
Isso pode ser causado por fatores intrínsecos que são parte da forma inata como o corpo funciona, como o risco de mutações que ocorre cada vez que uma célula se divide, ou fatores externos como fumo, radiação de raios ultravioleta e muitos outros, que podem ainda nem ter sido plenamente identificados.
A polêmica gira em torno do peso dos fatores intrínsecos e dos fatores externos no desenvolvimento da doença.

Em janeiro uma pesquisa divulgada na revista Science tentava explicar a razão de alguns tecidos do corpo serem milhões de vezes mais vulneráveis ao câncer do que outros.
A explicação foi o número de vezes que uma célula se divide -- algo que não pode ser controlado e, por isso, deu origem à hipótese do "azar" relativo à ocorrência aleatória.
Neste mais recente estudo americano, a equipe de médicos do Stony Brook Cancer Centre abordou o problema a partir de perspectivas diferentes, incluindo modelos criados em computadores, dados populacionais e genéticos.
Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem que entre 70% e 90% do risco é causado por fatores externos.
"Eles forneceram provas bem convincentes de que fatores externos têm um papel muito importante em muitos cânceres, incluindo alguns dos mais comuns", disse Kevin McConway, professor de estatística aplicada da Open University, do Reino Unido.
"Mesmo se alguém é exposto a um importante fator de risco externo, claro que não é certo que ele vai desenvolver um câncer -- sempre existe o acaso. Mas esta pesquisa demonstra novamente que temos que analisar além da probabilidade e sorte puras para compreender e proteger (as pessoas) contra o câncer", acrescentou.
"Ainda que hábitos saudáveis como não fumar, manter um peso saudável, ter uma dieta saudável e diminuir o consumo de bebidas alcoólicas não sejam garantias contra o câncer, eles reduzem de forma dramática o risco de se desenvolver a doença", disse Emma Smith, da ONG Cancer Research UK.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Fosfoetanolamina é uma fantasia que mais fere do que ajuda


Noam Pondé

Especial para o UOL15/12/201506h00

A fosfoetanolamina se tornou nos últimos meses um dos mais frequentes assuntos discutidos entre os profissionais que trabalham com oncologia. Apesar dos avanços no tratamento do câncer e de que pacientes curados tenham se tornado comuns nos consultórios, a triste realidade é que o câncer ainda causa muitas mortes e muito sofrimento. Sofrem os pacientes e todos que os cercam –familiares, amigos e profissionais da saúde. Como oncologista, poucas situações são mais desafiadoras do que lidar com um paciente ou uma família em desespero.

Quando o câncer entra em nossas vidas, queremos bani-lo, temos a esperança que tudo volte a ser como antes e relutamos a aceitar que isso nem sempre é possível. Diante desta realidade, todos nós fazemos uma escolha, consciente ou inconscientemente: aceitamos a realidade –mesmo que aos poucos– e construímos novas formas de esperança ou negamos a realidade e deixamos que a esperança se transforme em fantasia. O câncer é impiedoso com fantasias, e, inevitavelmente, elas são quebradas, para o enorme sofrimento dos que as construíram. Todos os profissionais da oncologia já presenciaram esse triste processo, e, frequentemente, o tratamento do tumor é mais simples do que o tratamento das fantasias que ele provoca.
É da fantasia que gera a profusão de remédios milagrosos e terapias alternativas que prometem a cura do câncer. Todo oncologista aprende a conviver, tolerar e, por vezes, até respeitar práticas alternativas –a ponto de algumas delas, modernamente serem integradas à prática, após estudos sobre sua eficácia e segurança. Mas, em algumas situações, especialmente quando o manto da ciência é usado para encobrir o pensamento mágico, a convivência entre oncologia e terapia alternativa se torna difícil. A fosfoetanolamina é um destes casos.
O problema da comunidade científica não é, como vem sendo alegado pelos "pesquisadores" envolvidos na exposição de seres humanos de maneira irregular a uma substância experimental, em interesses financeiros, falta de apreço pelo português ou pelo Brasil, ou mesmo falta de empatia pelo sofrimento dos pacientes. São questionamentos relevantes de ordem ética, científica e a preocupação com as consequências para pacientes e para o SUS.
Como falar em ética e regras em pesquisa quando pessoas estão sofrendo e morrendo? Será que não deveríamos tomar medidas excepcionais quando pacientes estão desesperados? É especialmente por respeitar a solenidade desta situação tão comum que não devemos tomar medidas excepcionais e sim seguir as regras que garantem que não vamos adicionar mais sofrimento a essa situação. Pacientes e familiares têm o direito de se desesperar, já médicos e pesquisadores, não.
No passado, cientistas inescrupulosos usaram das mais diversas formas o poder que o desespero e a falta de informação de pacientes conferem para realizarem seu desejo por fama, por respeito e até por dinheiro. Escândalos como os experimentos nazistas e o estudo de sífilis em Tuskegee levaram governos e pesquisadores a perceberem que a ciência, descolada do respeito à autonomia do paciente e da honestidade, pode cometer crimes graves. Foi construído um sistema para impedir que isso se repetisse.
Pacientes devem saber exatamente o potencial da substância em estudo. Devem ser livres para entrar e sair de estudos e nunca podem ser forçados ou manipulados. A transparência deve ser total. Dados devem publicados, avaliados, hipóteses testadas repetidamente por diferentes grupos.
Cientistas sérios apresentam suas conclusões e suas dúvidas em congressos na frente de milhares de colegas que estão lá para aprender e para questionar cada detalhe. Dados referentes a centenas ou milhares de pacientes são necessários antes de declarar uma substância eficaz. Apelos emocionais não são lançados para apoiar dados –pois emoções não apoiam dados e sim colocam em questão sua qualidade e até sua própria existência. Do ponto de vista ético, a fosfoetanolamina não pode ser considerada um remédio, pois ainda não passou por todo esse processo.
A prática clínica e a pesquisa em biologia celular nos mostram todos os dias o adversário que enfrentamos. Drogas que no laboratório parecem funcionar e matam células cancerígenas podem não ser eficazes quando aplicadas ao paciente. Drogas que são eficazes, muitas vezes, deixam de ser para um paciente, pois o tumor se adapta, evolui e passa a resistir a elas. A célula cancerígena é flexível e adaptável e pode escapar de um único remédio de muitas maneiras diferentes.

Portanto, do ponto de vista científico, está claro que um remédio nunca será "a cura do câncer". As declarações sobre a polivalência da fosfoetanolamina, que age supostamente sobre qualquer tumor e em qualquer cenário clínico (seja tumor localizado ou disseminado) não fazem sentido do ponto de vista científico. Inibir o crescimento de células em laboratórios é uma coisa, em seres humanos é outra.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Novidades no tratamento de câncer de mama

O combate ao câncer de mama ganhou um novo e poderoso aliado. Desde o ano passado, está disponível no mercado nacional uma nova droga que vem somar de forma inovadora o tratamento do câncer de mama. A ANVISA autorizou o início da comercialização do medicamento Kadcyla (nome comercial do TDM1, o Trastuzumab emtansine), que representa uma nova esperança para as pacientes com câncer de mama avançado (metastático) HER 2 – tipo que equivale 32% do total dos casos da doença.
A nova droga, uma associação de um anticorpo carregado com um quimioterápico, funciona ao ser injetada na circulação sanguínea e fixar-se na célula alvo para entrar no tumor, liberando a quimioterapia dentro dele. O efeito do TDM1 sobre o organismo é menor, sendo mais potente no interior da célula cancerígena do que o causado pela droga utilizada no tratamento quimioterápico do câncer de mama.
O TDM1, que deve ser utilizado num tratamento clínico sob orientação médica, é fruto da linha de pesquisa de tratamento do câncer de mama HER 2, intitulada “Emília”, considerado pela comunidade científica como um passo posterior ao primeiro tratamento de câncer de mama HER 2.
A oncologista Dra. Vanessa Dybal, explica que o “Emília” é um marco no tratamento do câncer de mama em fase de metástase tanto pelo ganho de benefício de vida da paciente, que já foi tratada previamente, como no ganho de menor toxicidade e na criação de um novo modo conceitual de fornecer quimioterapia.
A especialista esclarece que os novos tratamentos para esse estágio da doença têm como objetivo transformar o câncer de mama HER 2 (metastático) em doença crônica. Ela salienta que o TDM1 não é só aplicável para quem passou pelo “Cleópatra’, mas também aos pacientes que fizeram um primeiro tratamento de câncer de mama metastático (qualquer tratamento de bloqueio do HER 2 com quimioterapia) e não ficaram curados.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Câncer de Mama - Tatuagem



O cabelo volta a crescer e a angústia (felizmente!) é superável, mas o tempo não cura todas as marcas deixadas pelo câncer de mama. Para as mulheres que passam por mastectomia há a possibilidade de reconstrução do seio e até mesmo do bico do mamilo, mas a pigmentação característica acaba sendo perdida. Alguns cirurgiões plásticos realizam a micropigmentação da aréola e do mamilo, mas os tatuadores são cada vez mais requisitados, pois dominam melhor a técnica artística do desenho.

Do ponto de vista médico, não há contraindicações para esse tipo de procedimento. "Mas é muito importante que a mama esteja totalmente cicatrizada", alerta o Dr. Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Para ele, o ideal é que haja o intervalo de um ano entre a mastectomia e a tatuagem reparadora.
Além da espera pela cicatrização total, a escolha de um tatuador entendido no assunto também é superimportante. Por isso, o preço pode sair salgado e chegar a R$1.300 em alguns estúdios, mas há profissionais gabaritados que oferecem esse trabalho gratuitamente. É a junção de muito talento com uma grande vontade de fazer o bem!