sábado, 19 de março de 2016

Cientistas descobrem 'calcanhar de Aquiles' do câncer

Estudo identifica pontos fracos do tumor e células imunológicas capazes de atacá-los

RIO — As células cancerosas têm marcações genéticas que podem servir de alvo para o sistema imunológico atacar o tumor. Esta descoberta, descrita num estudo publicado pela revista "Science", pode levar a uma revolução no combate à doença, abrindo caminho para tratamentos individuais muito mais eficientes do que os disponíveis atualmente.

O conceito de imunoterapia já vinha sendo considerado a grande arma contra o câncer. Consiste em estimular o sistema imunológico do corpo humano por meio de substâncias modificadoras de resposta biológica. Devidamente turbinadas, as células imunológicas atacam diretamente cada tipo de tumor. O resultado deste novo estudo, porém, potencializa a eficácia desse tipo de tratamento identificando o "calcanhar de Aquiles" nas células do câncer.

Assim como todos os organismos vivos ao longo da História, o tumor também passa por uma evolução. Isto explica por que algumas de suas partes se tornam diferentes de outras. Tal complexidade genética torna muito difícil o ataque por nossas células imunológicas especializadas, chamadas de células T. Mesmo que reconheçam o câncer como um problema, e tentem combatê-lo, a complexidade do seu crescimento é demais para os nossos “soldados”.

Ficou claro, porém, que mesmo as partes mais complexas de um tumor têm “marcações” genéticas de sua fase inicial. A equipe de cientistas de Harvard, MIT e da Universidade College London descobriu raras células imunológicas, dentro dos tumores, capazes de reconhecer essas estruturas originais, mais vulneráveis, e de combatê-las. Se essas células puderem ser isoladas e artificialmente multiplicadas no laboratório, podem formar uma força poderosa contra o câncer, com o potencial para atacar todas as células cancerosas no corpo.

Combinadas com drogas, estas células podem levar a uma nova geração de tratamentos customizados contra o câncer. Então nossos cientistas planejam agora estudar mais sobre essas células. Se a promessa se cumprir, pode ser uma forma revolucionária de tratar ou mesmo curar o câncer.

— O sistema imunológico do câncer atua como a polícia no combate a criminosos. Tumores geneticamente diferentes são como uma gangue de bandidos envolvidos em diferentes crimes, de roubo a contrabando. O sistema imunológico se esforça para dominar o câncer, assim como a polícia quando tem tanta coisa acontecendo — explica o cientista Sergio Quezada, do Centro de Pesquisas sobre Câncer do Reino Unido, coautor da pesquisa.

Chefe do Laboratório de Imunoterapia da College London, ele acrescenta:

— Nosso trabalho mostra que, em vez de procurar delitos sem pistas em diferentes vizinhanças, podemos dar à polícia a informação para chegar ao chefão do crime, o ponto fraco do tumor no paciente, para acabar com o problema.

A pesquisa sugere duas abordagens para atacar os pontos fracos dos tumores. Em uma delas, uma vacina criada a partir das "marcações" genéticas do câncer pode ser desenvolvida sob medida para cada paciente. O medicamento, então, "treinaria" o sistema imunológico a localizar as vulnerabilidades. Na outra abordagem, aquelas células imunológicas que já identificam as mutações seriam "pescadas" e multiplicadas em laboratório, antes de serem injetadas de volta no corpo do paciente.


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sexta-feira, 11 de março de 2016

Cientistas reagem a aprovação de projeto de lei sobre ‘pílula do câncer’

Proposta aprovada na Câmara também é rejeitada pela Anvisa

RIO e SÃO PAULO — A comunidade científica manifestou ontem indignação com a aprovação na Câmara dos Deputados, na noite de terça-feira, de um projeto de lei que autoriza a produção e distribuição da fosfoetanolamina sintética, a chamada “pílula do câncer”. Pesquisadores entrevistados pelo GLOBO destacam que a substância não foi regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que, por isso, sua eficácia, dosagem e efeitos colaterais são desconhecidos.
O projeto, que deve ser examinado pelo Senado até a semana que vem, também é apontado por cientistas como uma demonstração apenas política. Prova disso seria a falta de instruções no texto sobre como a pílula poderia chegar aos pacientes. A Anvisa, por sua vez, avalia que a liberação de um remédio que não passou por crivo técnico “seria colocar em risco a saúde da população” e retiraria a credibilidade da agência e de outros medicamentos fabricados no país.
— Não sabemos se funciona, se é tóxico, se interfere no tratamento convencional. A bula deste remédio seria um papel em branco — acusa Auro del Giglio, chefe da Oncologia Clínica do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. — Seriam necessários pelo menos quatro anos até este medicamento passar por todos os ensaios clínicos necessários.

EFEITOS COLATERAIS TÓXICOS
Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Bioética da UnB, Volnei Garrafa classifica o projeto de lei como “absolutamente irresponsável” ao ter pulado exames fundamentais para o desenvolvimento de uma terapia, como a averiguação de tolerância do remédio em voluntários.
— O Congresso Nacional está se rendendo a pressões ao passar por cima da comunidade científica — protesta Garrafa, que também integra o Comitê Internacional de Bioética da Unesco. — A autonomia proporcionada pelo projeto pode gerar problemas na Justiça e também sujeita a população a muitas reações adversas. Não conhecemos os efeitos colaterais do medicamento. Podem ser tóxicos, podem levar ao nascimento de bebês deformados, entre muitas reações.
Segundo o texto aprovado na Câmara, a fosfoetanolamina poderá ser usada mediante apresentação de laudo médico e com consentimento do paciente, que teria que assinar um termo de compromisso. A proposta também autoriza a fabricação da substância mesmo sem o registro da Anvisa. Mas esta fabricação ficaria a cargo de “agentes regularmente autorizados e licenciados pela autoridade sanitária competente”, afirma o projeto de lei, assinado por 26 deputados.
Em nota, a Anvisa ressalta que “a única coisa inusitada em relação à fosfoetanolamina é o fato de que uma substância que foi desenvolvida há 20 anos, e vir sendo usada de maneira ilegal durante esse largo período, nunca ter suscitado em seus desenvolvedores a preocupação em fabricá-la em local adequado, realizar ensaios clínicos de acordo com os protocolos e, por fim, obter seu registro”. A agência se colocou à disposição para esclarecimentos no Congresso.
Durante anos, a “pílula do câncer” foi distribuída por funcionários do Instituto de Química da USP de São Carlos, com relatos de pacientes defendendo sua eficácia. Em junho do ano passado, a universidade parou de repassar a substância. Pacientes e seus familiares começaram a entrar na Justiça para obter as pílulas, e, em outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) destravou a distribuição. Imediatamente formaram-se filas no local. No mês seguinte, porém, uma outra decisão, desta vez do Tribunal de Justiça de São Paulo, impediu o repasse.
A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde avaliará, a partir de abril, a segurança e a eficácia da substância no tratamento de pessoas com câncer em estágio avançado. A fosfoetanolamina será sintetizada em um laboratório em Cravinhos, a 270 quilômetros da capital paulista. Depois, o medicamento será encapsulado pela Furp, laboratório farmacêutico oficial do governo, ligado à Secretaria estadual de Saúde, e segue para a fase de testes.

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
O pesquisador aposentado Gilberto Chierice, que estudou a substância na USP de São Carlos, comemorou a aprovação na Câmara e revela que ainda é bastante assediado por pacientes com câncer.
— As pessoas criticaram primeiro, para depois verem que eu estava certo. Acredito que, quando tiver aprovação total, o governo do estado terá condições de fabricar a pílula em grande quantidade.
Um dos autores do projeto, o deputado Celso Russomanno (PRB-SP) explica que a intenção é tornar a pílula disponível gratuitamente pelo SUS. Em circunstâncias normais, no entanto, isso significaria obter autorização da Anvisa. Mas o deputado acredita que, com a aprovação da proposta no Congresso, este procedimento não será necessário.
— É lei. Poderemos distribuir, mesmo sem autorização da agência. Não vamos esperar por sua burocracia.


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quarta-feira, 9 de março de 2016

Teste com "pílula do câncer" em humanos é liberado por comissão


ESTADÃO 08/03/201619h49


São Paulo - O protocolo de pesquisa com a fosfoetanolamina sintética, substância conhecida como "pílula do câncer", foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde (Conep/CNS). A substância se apresenta com potencial para curar o câncer, mas ainda não foi testada em seres humanos e não tem liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usada como medicamento.

A aprovação do órgão é necessária para a realização de testes em seres humanos utilizando a fórmula. Segundo a Conep, a liberação foi feita no último dia 4, e, após a análise de todo o protocolo de análises clínicas, a comissão sugeriu apenas que "não haja limitação de ressarcimento ao participante da pesquisa", referindo-se à verba utilizada para transporte e alimentação dos pacientes.

A Secretaria Estadual da Saúde informou que "não foi notificada sobre a aprovação e aguarda o parecer da Conep, inclusive, para saber se todos os requisitos para o desenvolvimento do protocolo de pesquisa foram atendidos".

Testes
Desenvolvida pelo professor aposentado Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, a fosfoetanolamina sintética tem sido o centro de polêmicas após relatos de que seria capaz de curar pacientes com câncer. Durante anos, foi distribuída gratuitamente, mas, até o momento, não há comprovação científica de que tem eficácia.

Em dezembro do ano passado, a Secretaria Estadual de Saúde anunciou que os testes com a substância seriam realizados em quatro hospitais de referência, entre eles o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), com a participação de até 1 mil pacientes. O investimento informado na época foi de R$ 2 milhões.

Na fase inicial do estudo, dez pacientes serão submetidos ao teste de segurança de dose. Caso eles não apresentem efeitos colaterais, grupos de 21 pacientes para cada tipo de câncer selecionado vão tomar a pílula. Dez tipos de câncer serão submetidos ao tratamento com a substância: cabeça e pescoço, mama, colo uterino, próstata, estômago, fígado, pulmão, pâncreas, melanoma, cólon e reto.

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terça-feira, 1 de março de 2016

Estudo da PUC-Rio cria moléculas que podem matar células de câncer

Há bons resultados para câncer de mama e leucemia, mas ainda falta testar em humanos


POR CLARISSA PAINS

Substância que apresentou bons resultados para leucemia vai passar por uma bateria de testes até ter eficácia e segurança comprovada - Divulgação/Mário Cesar Filho
RIO — Duas moléculas sintéticas, ambas da classe dos alcaloides, apresentaram bons resultados para interromper o ciclo de desenvolvimento de células cancerosas em testes da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio). Enquanto o trabalho realizado pelo mestre em química Jhony Mauricio Cifuentes revelou aparente eficácia para tratar leucemia, a pesquisa da também mestre em química Joseane Alves Mendes mostrou uma molécula capaz de parar o câncer de mama.

As substâncias são chamadas de carbazóis e tiveram suas estruturas criadas a partir de moléculas encontradas na natureza.

- Existem muitos carbazóis encontrados em plantas e seres marinhos, como esponjas do mar. Mas as nossas moléculas são sintéticas — explica a professora de química Camilla Buarque, orientadora das pesquisas. — Testamos essas moléculas em vários tipos de câncer, como o de cólon, o neuroblastoma, que é o que atinge o cérebro... Mas não funcionou tanto. Já para câncer de mama e leucemia, os resultados foram muito promissores.

O próximo passo, segundo ela, é testar em camundongos para verificar como é a interação das moléculas no metabolismo. Esta etapa deve começar em março. Depois disso, testes em humanos serão necessários.

- Um aspecto importante que percebemos já nos primeiros testes é que o índice terapêutico dessas substâncias é alto, o que significa que a toxicidade delas é baixa para as células sadias. Assim, só as células doentes morrem — diz a professora.

De acordo com Camilla, o motivo de essas moléculas se mostrarem capazes de parar o ciclo de desenvolvimento de células cancerosas ainda é desconhecido. A principal hipótese é de que elas interajam com alguma enzima que seja importante para a células do câncer. É atrás desta enzima que os pesquisadores estão.

RESISTÊNCIA DAS CÉLULAS CANCEROSAS É SUPERADA
Outra característica animadora que foi percebida nessas substâncias é que elas parecem ser ativas mesmo em células cancerosas muito resistentes. Em geral, muitas drogas que de início conseguiam atuar bem para tratar o câncer passam a, com o tempo, serem jogadas para fora da célula. é como se uma resistência ao medicamento fosse criada. O que Camilla notou, porém, é que as duas moléculas alcaloides estudadas superam esse mecanismo.

— Ainda não sabemos nem como nem por que elas fazem isso. Mas é um dado muito importante para a gente, porque não adianta criar uma molécula que, na teoria, funciona, mas é expulsa da célula com o tempo. Isso acontece com muitos medicamentos existentes, o que faz com que os tratamentos parem de dar resultado depois de algum tempo — conta ela, que orientou as pesquisas em parceria com o Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais da UFRJ e com apoio do Inca.

O câncer é responsável por, pelo menos, oito milhões de mortes em aproximadamente 14 milhões de casos em todo o mundo. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima um aumento de 70% no índice até 2035.


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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Inca: qualquer parecer sobre 'pílula do câncer' é precipitado


09h15

Em resposta a uma solicitação do Supremo Tribunal Federal (STF), o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio, emitiu um parecer técnico sobre a fosfoetanolamina sintética, substância que ficou conhecida como "pílula do câncer". O documento, ao qual a reportagem teve acesso com exclusividade, tem apenas duas páginas e resume a opinião da instituição em um parágrafo. Segundo o Inca, seria "antecipada e precipitada qualquer decisão terapêutica relacionada à fosfoetanolamina" antes da realização de estudos controlados sobre a substância.

"Ressalta-se que procedimentos terapêuticos necessariamente são embasados em evidências científicas", diz o parecer, assinado pelo coordenador de assistência do Inca, Gélcio Luiz Quintella Mendes. "Portanto, somente ao término dos estudos pré-clínicos e clínicos desta substância poder-se-á elencar as possibilidades ou não de uso como medicação anticancerígena."

O parecer foi encomendado pelo presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, com o objetivo de subsidiar um julgamento da Corte sobre os milhares de processos que estão sendo movidos por pacientes para obrigar a Universidade de São Paulo (USP) a produzir e fornecer a substância.

"Como se nota, está em jogo a obrigatoriedade e até mesmo a possibilidade ou não de o Poder Judiciário determinar o fornecimento de substância que, além de não possuir registro na Anvisa, sequer foi objeto de estudos com o fim de que se avaliem os riscos de seu uso contínuo à saúde humana", diz Lewandowski, no ofício encaminhado ao Inca no início de janeiro.

Decisão

O relator do processo que trata da fosfoetanolamina no STF é o ministro Edson Fachin. Em outubro, Fachin concedeu a uma paciente o direito de obter as pílulas no Instituto de Química de São Carlos, cuja distribuição havia sido suspensa por uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Abriu-se, assim, um precedente para novos processos.

A estratégia da Procuradoria-Geral da USP para se defender foi entrar, também, com uma ação cautelar diretamente no STF, pedindo a suspensão de todas as liminares relacionadas ao fornecimento de fosfoetanolamina sintética. 

"Estamos esperançosos que o ministro Fachin anuncie uma decisão rapidamente agora, com base nesse parecer do Inca", diz o procurador-chefe da área cível da USP, Aloysio Vilarino dos Santos.
Herton Escobar
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

DNA de tumores no sangue pode ajudar a monitorar cânceres

Comparação com amostras de biópsias permitiram acompanhamento em tempo real

POR O GLOBO

Mapeamento genético comparativo de amostras de DNA levaram à descoberta - Divulgação / Cancer Research UK Cambridge Institute
RIO - Cientistas mostraram pela primeira vez que o DNA de um tumor fluindo na corrente sanguínea pode ser usado para controlar cânceres em tempo real à medida que eles evoluem e respondem ao tratamento, de acordo com um novo estudo da “Cancer Research UK” publicado na revista “Nature Communications” na quarta-feira.

Ao longo de três anos, os pesquisadores da Universidade de Cambridge analisaram amostras cirúrgicas de tumores (biópsias) e amostras de sangue de uma paciente com câncer de mama que já tinha se espalhado para outras partes do seu corpo. Eles cuidadosamente estudaram pequenos fragmentos de DNA a partir de células moribundas de tumores que são eliminadas no sangue, comparando-os com o DNA de uma biópsia que foi feita no mesmo ponto no tempo.
Os resultados mostram que o DNA das amostras de sangue bateram com as amostras das biópsias, refletindo o mesmo padrão de temporização e de alterações genéticas que aparecem à medida que o câncer se desenvolve e responde ao tratamento. Os resultados proporcionam a primeira prova de princípio de que a análise do DNA do tumor no sangue pode monitorar com precisão o câncer dentro do corpo.
O autor do estudo, o pesquisador português Prof. Carlos Caldas, líder sênior do grupo do Cancer Research UK, disse: “Isso definitivamente mostra que podemos usar testes de DNA à base de sangue para monitorar o progresso de câncer em tempo real. Os resultados poderiam mudar a nossa forma de monitorar os pacientes, e podem ser especialmente importantes para as pessoas com cânceres que são difíceis de alcançar, já que realizar uma biópsia, por vezes, pode ser um procedimento bastante invasivo”.
A paciente no estudo tinha câncer de mama que já havia se espalhado para vários outros órgãos. Os pesquisadores — parte de um esforço de colaboração em equipe envolvendo os laboratórios Carlos Caldas e Nitzan Rozenfeld no Instituto Cancer Research UK em Cambridge — foram capazes de distinguir entre os diferentes cânceres secundários e analisar como cada um dos tumores estava respondendo ao tratamento.
“Nós fomos capazes de usar os testes de sangue para mapear a doença à medida que ela progredia. Agora precisamos ver se isso funciona em mais pacientes e outros tipos de câncer, mas este é um primeiro passo emocionante”, desabafou o Prof. Caldas.


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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Câncer

Principais causas da doença, como nascem os tumores, a metástase, tratamento, oncologia, origem da palavra, tipos de câncer, câncer de mama, câncer de próstata, câncer de pele


Célula atacada pelo câncer
 Introdução

A palavra câncer tem origem no latim, cujo significado é caranguejo. Tem esse nome, pois as células doentes atacam e se infiltram nas células sadias como se fossem os tentáculos de um caranguejo.

Esta doença tem um período de evolução duradouro, podendo, muitas vezes, levar anos para evoluir até ser descoberta. Atualmente, foram identificados mais de cem tipos desta doença, sendo que a maioria tem cura (benignos), desde que identificados num estágio inicial e tratados de forma correta.

Como os tumores nascem

Os tumores aparecem no organismo quando as células começam a crescer de uma forma descontrolada, em função de um problema nos genes. A causa dessa mutação pode ter três origens : genes que provocam alterações na seqüência do DNA; radiações que quebram os cromossomos e alguns vírus que introduzem nas células DNAs estranhos. Na maioria das situações, as células sadias do organismo impedem que estes DNAs passem adiante as informações.

O tumor desenvolve um conjunto de rede de vasos sanguíneo para se manter. Através da corrente sanguínea ou linfática, as células malignas chegam em outros órgãos, desenvolvendo a doença nestas regiões. Esse processo de irradiação da doença é conhecido como metástase.

Esta doença é tão perigosa, pois possui capacidade eficiente de reprodução dentro das células e também porque se reproduz e coloniza facilmente áreas reservadas a outras células.

Principais causas

Existem vários fatores que favorecem o desenvolvimento do câncer. Podemos citar como principais : predisposição genética (casos na família), hábitos alimentares, estilo de vida e condições ambientais. Todos estes fatores aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a doença.

Cãncer nos pulmões, na boca e na laringe são as principais doenças causadas pelo cigarro. Bebida alcoólica em excesso pode provocar, com o tempo, o aparecimento de câncer na boca. Sol em excesso pode afetar as células e cresce o risco do desenvolvimento desta doença na pele. O câncer de mama tem origens nos distúrbios hormonais e é mais comum nas mulheres. A leucemia (câncer no sangue) é desencadeado pela exposição à radiações.

Determinadas infecções podem desencadear o surgimento de tumores no estômago e no fígado. A vida estressante, a alimentação inadequada (rica em gorduras, conservantes e pobre em fibras) também estão relacionados a alguns tipos de câncer.