terça-feira, 16 de novembro de 2021

Miranda McKeon, de ‘Anne With an E’, faz cirurgia para retirada das mamas

 Por Flavia Almeida

Miranda McKeon com as mãos na cntura, de camiseta rosa

Há cinco meses a atriz Miranda McKeon, de 19 anos, revelou que havia sido diagnosticada com câncer de mama. Agora a jovem artista passou por uma mastectomia dupla, cirurgia que consiste na retirada das duas mamas.

A atriz, que integra o elenco da série “Anne With an E”, usou as redes sociais para falar sobre a cirurgia uma hora antes de iniciar o procedimento.

“Hoje é um grande dia. Cheguei para fazer a cirurgia que eu havia antecipado há cerca de cinco meses. Farei uma mastectomia dupla – procedimento que remove todo o tecido mamário sob a pele dos dois lados, bem como alguns gânglios linfáticos no meu lado direito”, explicou.

“Isso vai me livrar de qualquer câncer e diminuir significantemente o risco de recorrência no futuro. Isso também quer dizer que ficarei livre do câncer.”

Miranda ainda agradeceu a todo apoio das pessoas próximas e afirmou que é “uma garota de sorte”.

PROCEDIMENTO BEM SUCEDIDO

Horas após a cirurgia, Miranda McKeon voltou às redes sociais e afirmou que o procedimento foi bem-sucedido.

“A cirurgia correu super bem. Estou com um pouco de dor e não posso me movimentar muito, mas de um modo geral, vejo uma recuperação tranquila pela frente. Minha programação para os próximos dias: gerenciar a dor, dormir, assistir shows e talvez fazer lição de casa. Estou me sentindo ambiciosa.”

“Isso eliminará qualquer câncer e diminuirá significativamente meu risco de recorrência no futuro”, finalizou a jovem de 19 anos.


https://www.ofuxico.com.br/saude/miranda-mckeon-de-anne-with-an-e-faz-cirurgia-retirada-das-mamas/?amp

NOTA do Vida com Câncer: Muita gente confundiu e achou que a Miranda fosse a atriz principal da série, a Amybeth McNulty

terça-feira, 9 de novembro de 2021

O câncer pode “voltar”? Qual a chance? Por que retorna?

PUBLICADO POR HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN EM 31/01/2020 | ATUALIZADO EM 30/03/2020

O câncer pode voltar mesmo após um tratamento correto, com cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia. O risco da doença retornar depende do tipo do tumor, pois existem tumores com chances maiores de voltar do que outros, e do tamanho do tumor ao ser diagnosticado, também chamado de estadiamento.

Por Dr. Diogo Bugano , oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein/ CRM SP 139 559

Como eu tenho certeza que o câncer não “voltou”?

A certeza de que o câncer não voltou vem com o acompanhamento. Caso após 5 anos o paciente continue bem e tenha os exames todos normais, sabemos que o câncer não voltou

Quando o câncer “volta” é sempre no mesmo lugar?

Não necessariamente. Existem tumores com uma tendência de voltar sempre no mesmo lugar. Outros, já têm maior risco de voltar em outras partes do corpo.

Como a doença “espalha”?

Esse é um processo complexo e a cada ano aprendemos melhor como funciona, para poder combatê-lo melhor. Em geral são necessárias 2 etapas: as células tumorais devem conseguir atingir outros órgãos (em geral levadas pelos vasos linfáticos, pelo sangue ou simplesmente crescendo localmente) e, ao chegar neste novo local, devem resistir aos mecanismos de defesa do corpo, que identificam aquela célula como doente e tentam destruí-la.

Este processo acontece antes de o tumor ser retirado ou tratado com radioterapia. Assim, quando parece que a doença “voltou” após uma cirurgia, na verdade ela sempre esteve lá, mas era muito pequena e não era vista pelos exames.

Quanto tempo após tratar um câncer para estar curado?

Como cada tumor é diferente, isso muda para cada doença. Porém, em geral, após 5 anos de seguimento os pacientes são considerados curados.

Qual acompanhamento precisa ser feito?

O acompanhamento vai depender da cada tumor. Em geral envolve consultas médicas, exames de sangue e de imagem, como a tomografia. O acompanhamento é mais próximo nos primeiros anos após o tratamento e vai ficando menos frequente com o passar do tempo

 

https://vidasaudavel.einstein.br/o-cancer-pode-voltar-quanto-tempo-para-estar-curado/

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Grupo doa próteses para sobreviventes do câncer de mama

 

A prótese areolar criada no Natalia Beauty é feita com silicone de grau médico autocolante

REPRODUÇÃO/PEXELS

Objetivo é contribuir no resgate da autoestima de mulheres vítimas de câncer de mama que passaram por mastectomia

  • 17/09/2021 - 02H00

O Grupo Natalia Beauty abre inscrições para o Projeto FlowRescer, uma ação com o intuito de resgatar a autoestima de mulheres sobreviventes do câncer de mama. Desde a primeira edição, realizada em janeiro deste ano, já foram mais de 10 mil mulheres ajudadas por meio da distribuição de próteses mamárias. E a previsão é de distribuir mais de 100 mil até o final do ano.

"Mulheres que se submetem a retirada da mama podem desenvolver baixa autoestima e tendem a limitar suas interações sociais. Nosso propósito é resgatar a autoestima dessas mulheres, sua confiança e liberdade. É como um toque final no processo de cura, é o FlowRescer", afirma Natalia Martins, CEO do grupo.

Para receber a prótese gratuitamente em casa, em qualquer região do Brasil ou fora dele, as mulheres interessadas devem se inscrever por meio do formulário disponível no site.

Prótese adequada

Além disso, para garantir a adequação, é preciso enviar foto da mama para análise especializada da equipe técnica, conduzida por Éderson Orlandi, professor especialista em prótese e anaplastologia. Essa área da medicina é focada na reabilitação do paciente que sofreu desfiguramento, e se dá por meio da criação de próteses restaurativas, o que possibilita a recuperação funcional e estética da área afetada.

"Quando o médico diagnostica que a área afetada não pode ser reabilitada por meio de cirurgia plástica, a anaplastologia vem como uma alternativa. No caso da aréola, por exemplo, ela representa a feminilidade e, quando a mulher recebe a prótese, ajudamos a recuperar não só a estética, mas reabilitamos a alma", afirma o especialista.

Tempo de vida da prótese

A prótese areolar criada no Grupo Natalia Beauty é feita com silicone de grau médico autocolante. Para as mulheres que desejam ainda mais segurança na hora de usá-la, recomenda-se adquirir uma cola especial.

De acordo com Natalia Martins, a prótese fica fixa na pele por cerca de 40 dias, mas, após esse período, basta higienizar, reaplicar a cola e usar a mesma prótese, que tem prazo de validade indeterminado.

"A duração dessa prótese vai depender do bom uso e da higienização adequada, que deve ser feita com uma gaze umedecida com soro fisiológico. É bem simples", finaliza a empreendedora.

Nanopigmentação paramédica

Além da doação de próteses de aréola, o Grupo Natalia Beauty também oferece, de forma gratuita, a reabilitação da aréola por meio da nanopigmentação paramédica, uma evolução da micropigmentação.

O procedimento é semipermanente, não invasivo, e consegue reproduzir a aréola por meio da pigmentação superficial da pele. Durante o procedimento, o profissional cria efeitos e traços específicos que se assemelham ao aspecto natural da mama. As mulheres interessadas devem agendar o procedimento no próprio site do grupo. 

https://virtz.r7.com/grupo-doa-proteses-para-sobreviventes-do-cancer-de-mama-17092021

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Novidades em tratamentos oncológicos aumentam esperança de pacientes

Alguns anos atrás, acreditava-se que não havia vitória no combate ao câncer, com a evolução da medicina oncológica, os tratamentos foram se mostrando eficientes para dar mais qualidade de vida aos pacientes tratados. A Revista conversou com especialistas que contaram o que há de novo nesses tratamentos

O câncer é a segunda causa de morte em todo o planeta, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares, mas a estimativa é que assuma a liderança do ranking até 2025, quando deverá ser responsável por 6 milhões de falecimentos no ano.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente 43,8 milhões de pessoas no planeta vivem os cinco anos de prevalência da doença, sendo que 1,3 milhão delas estão no Brasil. Considerando apenas as estimativas de novos casos previstos pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), até o final do último ano, 625 mil brasileiros foram diagnosticados com câncer. Diante desse cenário, um dos questionamentos que surge é de que forma o sistema de saúde brasileiro tem se preparado para atender essa demanda.

O oncologista, fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas, Bruno Ferrari, explica que do ponto de vista técnico, a qualidade dos profissionais brasileiros não deixa a desejar de nenhum americano, asiático ou europeu. “O que existia de gap no Brasil era estrutural, além de estratégias e projetos que olhassem a oncologia a longo prazo.”

Para ele, está sendo construído um perfil específico da oncologia brasileira. “Ela deixa de ser nos últimos anos uma oncologia de alto nível técnico mas muito espelhada no que acontece fora do Brasil de uma maneira não estruturada, para uma linha de cuidado mais específica com um DNA nacional.”

Bruno Ferrari detalha que o tratamento oncológico oferecido no Brasil é de alta qualidade. “Obviamente é preciso melhorar os incentivos às pesquisas e outras estratégias de acesso para que todos os brasileiros tenham amplo acesso ao diagnóstico precoce e às melhores alternativas de tratamento. Mas estamos evoluindo e, mesmo com a pandemia, vimos os sistemas de saúde público e privado se organizarem para assegurar fluxos seguros a pacientes de outras doenças que necessitam ir aos hospitais, caso de muitos pacientes oncológicos.”

 

O que há de novo?

 

Robôs no suporte às cirurgias

As novas abordagens no tratamento oncológico incluem práticas inovadoras para a retirada de diferentes tumores. A cirurgiã torácica, líder de cirurgia do Grupo Oncoclínicas, Paula Ugalde, explica que tais avanços são devido a fusão da tecnologia com a medicina. “Essas práticas estão conquistando espaços importantes nas condutas oncológicas. Nesse sentido, o uso da robótica já faz parte do presente no tratamento do câncer e compõe o arsenal de alternativas que melhoram a qualidade de vida dos pacientes. Esses procedimentos cirúrgicos inovadores reduzem o tempo de internação, de exposição a infecções e contribuem efetivamente para o bem-estar do paciente.”

A integração da robótica aos procedimentos oncológicos, têm permitido a realização de cirurgias cada vez mais complexas, e minimamente invasivas. “Quando falamos em procedimentos minimamente invasivos, estamos na prática dizendo que há menor agressão ao paciente — quando operamos um paciente, estamos 'machucando' o corpo para tratar uma condição específica. Quanto menos a gente mexe com o corpo dessa pessoa, menos 'agride', melhor é a recuperação no geral”, detalha Paula Ugalde.

A evolução nos tratamentos de câncer se deve ao uso das tecnologias robóticas. Nas Américas, o Brasil é um dos países que têm mais robôs, para os pacientes com câncer, o resultado é excelente. “Podemos dizer que isso se traduz esteticamente em cicatrizes menos visíveis ou até mesmo inexistentes e obviamente em uma recuperação pós-cirúrgica facilitada, que contribui positivamente em toda a jornada de combate ao câncer e bem-estar como um todo do paciente.”

 

Genômica: essencial e cada vez mais presente no combate ao câncer

A individualização da linha de cuidado integral, desde o diagnóstico mais preciso até a definição da conduta de tratamento mais indicada, tende a ditar o tom para o tratamento de câncer agora e nos próximos anos. “Com o rastreamento do genoma e do DNA desses tumores, conseguimos saber suas particularidades e assim, encontrar a melhor forma de combater o seu avanço. E isso tem sido feito e os avanços nesses mapeamentos acontecem todos os dias, coletamos informações clínicas e genéticas para construirmos a base da inovação científica”, conta Rodrigo Dienstmann, diretor científico da Oncoclínicas Precision Medicine.

E se o diagnóstico precoce do câncer segue sendo o jeito mais efetivo de garantir melhores chances de respostas às terapêuticas aplicadas, a chamada oncologia de precisão traz respostas assertivas para que a medicação adotada atinja o alvo com grande acurácia, sob medida para as características da doença de cada indivíduo. “Isso significa que, com a ajuda da análise dos biomarcadores tumorais, ou seja, das alterações genéticas identificadas nas células daquele tumor específico e que trazem importantes informações para nos ajudar a desvendar o mecanismo da doença de acordo com cada caso de forma personalizada, podemos oferecer as melhores alternativas de tratamento em prol da qualidade de vida do paciente”, ressalta o especialista.

Bruno Ferrari conta que falar em prever o futuro da oncologia no atual cenário é um desafio, mas o acúmulo de dados integrando a genômica vai ter um grande impacto na seleção de tratamento e no suporte continuado ideal. “Eu acredito que a genômica, como outras tecnologias, vai permitir um olhar de lupa nos tumores; vamos individualizar ainda mais o tratamento de maneira real e já estamos chegando nesse momento. Eu não vejo alternativa pro futuro se não integrar a genômica à prática rotineira da oncologia.”

 

Imunoterapia avança para outros tratamentos

A ciência como aliada da prática médica se aplica ainda ao desenvolvimento de medicações cada vez mais personalizadas. Neste sentido, Carlos Gil enfatiza a ampliação do uso da imunoterapia no tratamento de mais tipos de câncer. Segundo ele, a técnica consiste em fortalecer certos aspectos da imunidade do paciente para que o próprio corpo combata o tumor. A verdadeira “arma secreta” contra o câncer, diz ele, está em nós mesmos:

“Os imunoterápicos já são parte da nossa realidade e tendem a se aperfeiçoar e ganhar espaço. Há cerca de dois anos esse tipo de medicação era usada apenas em alguns poucos casos de câncer, como o melanoma — tipo de câncer de pele — , mas agora ela já tem sido recomendada para tipos de tumores nas mamas, nos rins, gastrointestinais, pulmão, leucemia, linfoma e sarcoma. E não deve parar por aí”, destaca.

“A imunoterapia veio para ficar e nesse futuro próximo figura como alternativa bastante viável para o enfrentamento do câncer com ainda mais assertividade”, detalha Bruno Ferrari. Segundo o profissional, existe uma expectativa de que em 2023, 70% dos pacientes com câncer serão candidatos a alguma forma de imunoterapia - tratamento que consiste em estimular com uso de medicação o sistema imunológico do paciente para que ele reconheça as células malignas e as combata. “É um caminho se integrando de forma inteligente ao tratamento.”

Universalização do acesso às melhores condutas aos pacientes e compartilhamento de conhecimento entre especialistas caminham lado a lado

“O atendimento oncológico pode e deve ser multidisciplinar, integral e simultâneo. O que praticamos durante o simpósio de forma explicativa é o que queremos praticar no nosso dia a dia”, diz o oncologista Sergio Jobim Azevedo, coordenador científico do 8º Simpósio Internacional Oncoclínicas, que aconteceu em novembro de 2020.

Para ele, esse processo de democratizar e universalizar o conhecimento médico é amplamente favorecido pelo formato digital, uma das heranças positivas da pandemia. “Toda a programação foi disponibilizada de forma gratuita para médicos, estudantes de medicina e outras profissionais de saúde. Uma pessoa que está no extremo norte ou sul do país pode compartilhar desse momento”, reforça.

“O valor da cooperação entre especialistas é uma das principais mensagens que trouxemos. Tivemos a oportunidade de reunir os maiores especialistas em oncologia clínica, cirurgia oncológica e análise genética do Brasil e exterior para debater o que há de mais avançado nestes segmentos e compartilhar este conhecimento com médicos de todo o país. Unir as equipes envolvidas na linha de cuidado com certeza agrega muito no resultado final para o paciente”, acrescenta Sergio Azevedo. Ele ressalta que informações sobre os tratamentos, avanços, conquistas e desafios na luta contra o câncer precisam ser sempre compartilhados. Munidas dessas informações, as comunidades médica e científica conseguem evoluir e cobrar respostas por parte do poder público.

“Acredito piamente que a informação científica não deve ter barreiras. Só evoluiremos se caminharmos juntos. O câncer atinge toda a população, de classes altas e baixas e de todos os níveis de renda. Precisamos trabalhar na ampliação do entendimento sobre esses avanços tão significativos para que eles não fiquem restritos a um círculo fechado de especialistas e sejam disponibilizados rapidamente à população. É preciso garantir acesso ao melhor tipo de tratamento para todos”, finaliza.

 

*Estagiária sob a supervisão de José Carlos Vieira

https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2021/01/4902721-novidades-em-tratamentos-oncologicos-aumentam-esperanca-de-pacientes.html

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Guia traz análises e orientações sobre alimentação, nutrição, atividade física e câncer

O Instituto Nacional de Câncer divulgou, recentemente, a publicação “Dieta, nutrição, atividade física e câncer: uma perspectiva global – um resumo do terceiro relatório de especialistas com uma perspectiva brasileira”. Com o material, o INCA pretende “fornecer subsídios técnicos para fundamentar intervenções individuais e coletivas promotoras de práticas alimentares saudáveis e de atividade física, contribuindo, dessa forma, para o reconhecimento social da relação entre alimentação, nutrição, atividade física e câncer e para a prevenção e o controle do câncer no Brasil”.

O documento é uma tradução adaptada e ampliada do resumo do III Relatório de Especialistas do Fundo Mundial de Pesquisa em Câncer (WCRF – World Cancer Research Fund) e do Instituto Americano para Pesquisa em Câncer (AICR –  American Institute for Cancer Research). Traz o posfácio “Alimentação, nutrição, atividade física e câncer: uma análise do Brasil e as recomendações do INCA”, com dados epidemiológicos e recomendações que consideram a realidade nacional, com base no Guia Alimentar para a População Brasileira.

O texto do guia considera que as mudanças no padrão alimentar e no perfil nutricional dos brasileiros têm gerado um cenário preocupante. “O aumento no consumo de alimentos processados e ultraprocessados, frente aos alimentos frescos, às refeições e às preparações tradicionais, vem sendo acompanhado pelo aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade”, ressalta o material.

As recomendações do INCA listam uma série de hábitos que devem ser adotados para a prevenção do câncer no Brasil, entre eles: a manutenção do peso corporal saudável; ser fisicamente ativo como parte da rotina diária; fazer dos alimentos de origem vegetal a base da dieta; evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e fast food; evitar o consumo de carnes processadas; evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não usar suplementos alimentares para prevenção do câncer. 

As orientações também incentivam a amamentação, que protege as mães do câncer de mama e os bebês do sobrepeso e da obesidade ao longo da vida. Uma observação especial é direcionada ao consumo de chimarrão, que não deve ocorrer em temperaturas superiores a 60 °C.

O texto do guia ressalta que “após o diagnóstico de câncer, sempre que possível, o paciente deve seguir as recomendações de prevenção. Durante o tratamento, avaliar, junto ao profissional de saúde responsável, o que é aconselhável”.

Outro apontamento importante chama atenção para o risco de exposição ao tabaco e ao excesso de sol. “Embora cada recomendação individual ofereça benefícios para a proteção contra o câncer, a maior parte do benefício é obtida ao tratar todas as recomendações como um padrão integrado de comportamentos relacionados à alimentação, à atividade física e a outros fatores associados ao modo de vida”, afirma o documento do INCA.

A nutricionista Luísa Nunes, integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer, concorda que o conjunto de hábitos e comportamentos saudáveis ajudam a prevenir os tumores. “Falamos de estilo de vida e este conceito engloba sono, atividade física, alimentação, controle do estresse, vida social e afetiva, equilíbrio psicológico e saúde mental.

O câncer tem suas preferências e se pode instalar mais facilmente quando encontra, reunido, o maior número possível de fatores de risco, como predisposição genética, obesidade e vida sedentária, alimentação inadequada, excesso de álcool, exposição à radiação e a agentes químicos, consumo de tabaco, estresse e exposição a plásticos, agrotóxicos e aditivos químicos nos alimentos”, completa Luísa. 

“A alimentação tanto pode ajudar quanto atrapalhar a vida de uma pessoa. Uma nutrição bem feita, com alimentos integrais, orgânicos, ricos em polifenóis, fitoquímicos e nutrientes antioxidantes e anti-inflamatórios, é a chave para longevidade. Longevidade é envelhecer com saúde mantendo a capacidade funcional física e cognitiva do indivíduo”, afirma Luísa. A nutricionista exemplifica o impacto da obesidade e vida sedentária sobre o aumento da incidência de câncer de mama, carcinomas de endométrio, tumores malignos de cólon e de adenocarcinoma de esôfago.

 

https://vencerocancer.org.br/cancer/prevencao/analises-sobre-alimentacao-nutricao-atividade-fisica-e-cancer/?catsel=cancer

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Como fortalecer o organismo e os músculos depois do tratamento do câncer?

 

A perda de peso (caquexia) e a desnutrição são efeitos comuns durante o tratamento do câncer. Os médicos consideram a situação como um evento potencialmente grave e indicam uma intervenção terapêutica o mais breve possível, assim que o problema for diagnosticado. Os efeitos ocorrem, principalmente, com a quimioterapia e a radioterapia. Estima-se que a caquexia relacionada ao câncer ocorra em pelo menos 50% dos pacientes com tumores em estágio avançado.

Por isso, uma avaliação nutricional deve ser feita assim que o tratamento for iniciado. “A orientação é muito importante antes de o paciente começar as sessões, para que os benefícios sejam sentidos durante a terapia. Assim, quando o tratamento terminar, o corpo estará mais forte, o organismo terá mais apetite”, destaca a nutricionista Luisa Macedo Nunes, integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer.

Muitos pacientes, também, questionam sobre o fortalecimento dos músculos com o término dos ciclos de quimioterapia, por exemplo. “Nestes casos, é preciso ter um tempo até o corpo descansar, porque o organismo recebe doses muito altas de medicamento”, ressalta Luisa. “Novamente, para garantir que os músculos fiquem fortes, é necessário pensar numa avaliação e num plano antes do início do tratamento”.

A desnutrição no câncer ocorre por conta do tumor e por conta dos efeitos da quimioterapia. Com a avaliação nutricional e um plano de acompanhamento é possível deixar o paciente forte e driblar esses sintomas mais comuns, como a xerostomia (boca seca), disgeusia (alteração no paladar), mucosite (inflamações que podem acontecer na boca, faringe, laringe, esôfago e atrapalhar a alimentação), náusea e diarreia. Todas essas situações comprometem as refeições fazem o paciente perder peso”, acrescenta a nutricionista.

Se durante o tratamento houve o acompanhamento nutricional e o paciente conseguir manter o peso (poderá até haver ganho de massa), a recuperação ao final das sessões é muito mais fácil e com melhor qualidade.

https://vencerocancer.org.br/cancer/noticias/como-fortalecer-o-organismo-depois-do-tratamento-do-cancer/?catsel=cancer