terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pesquisas associam taxas de colesterol a risco de tumores

21/11/2009 - 11h53 http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u655651.shtml

JULLIANE SILVEIRA
da Folha de S.Paulo, enviada especial a Orlando

Uma revisão científica de 21 estudos, que acessou dados de mais de 586 mil pacientes norte-americanos, apontou uma associação entre altos índices de HDL (o chamado colesterol "bom") e menor risco de desenvolvimento de câncer.

Entre os pacientes avaliados, 7.928 desenvolveram tumores malignos ao longo de cinco anos. A cada 10 mg/dl aumentado de HDL, a redução de incidência de câncer foi de 21%.

O estudo foi realizado pelo Tufts Medical Center e apresentado no congresso da American Heart Association, em Orlando. "Constatamos que, nos estudos com pacientes com taxas mais baixas de HDL, a incidência de câncer foi maior", disse à Folha Richard Karas, autor do estudo.

Os mecanismos que levam à associação entre as taxas de colesterol e câncer ainda não foram bem estabelecidos. No entanto, os pesquisadores levantam algumas hipóteses para explicar a relação.

Uma delas é o fato de que o HDL está relacionado a mecanismos inflamatórios. "O HDL pode ter um efeito no sistema imunológico, desempenhando um efeito anti-inflamatório. Um dos papeis desse sistema, em termos leigos, é procurar as células cancerosas e matá-las", explicou Karas.

A outra hipótese, segundo Karas, está no efeito antioxidante de uma proteína que compõe o HDL. Sabe-se que substâncias antioxidantes têm efeito preventivo contra o desenvolvimento de tumores.

"É possível que o HDL atue em mecanismos inflamatórios do organismo e, por isso, contribua para reduzir as taxas de câncer. Mas não podemos deixar de lado o fato de que pessoas com níveis mais altos de colesterol "bom" geralmente apresentam melhores hábitos de vida, o que também influencia no aparecimento de câncer", observa o cardiologista Antônio Carlos Chagas, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Próstata

Um outro estudo realizado com mais de 5.000 homens pela Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos, também mostrou que altos índices de colesterol total estão relacionados a maior risco de desenvolver câncer de próstata. Aqueles que tinham níveis totais de colesterol menores do que 200 mg/dl apresentaram 59% menos risco de desenvolver câncer de próstata agressivo.

De acordo com os pesquisadores, as moléculas de colesterol podem interferir na sobrevida das células cancerosas. Dessa forma, os tumores podem fazer uso desse mecanismo para burlar o ciclo normal de vida e morte celular.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Feliz Natal e um Ano Novo com Alegria

Aos irmãos e amigos, que vem acompanhando as postagens do blog, desejo a todos um FELIZ NATAL e um ANO NOVO com mais saúde e muitos momentos de alegria!!!

Fernando

Consumo de café e cerveja pode prevenir o câncer de próstata

Quinta, 17 de dezembro de 2009, 11h13
http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI4162536-EI1497,00-Consumo+de+cafe+e+cerveja+pode+prevenir+o+cancer+de+prostata.html

Se você precisava de mais um motivo para ir ao bar e tomar uma loura e depois dar uma esticadinha a uma cafeteria, a ciência conseguiu satisfazer sua vontade.

Um estudo conduzido em Harvard mostrou uma relação inversamente proporcional entre consumo de café e risco de câncer de próstata. Segundo uma das pesquisadoras, Kathryn M. Wilson, o café afeta no metabolismo da insulina e da glucose, além dos hormônios sexuais, que tem um papel importante neste tipo de câncer.

Os dados apresentados mostraram que homens que são grandes consumidores de café têm até 60% menos chance de contrair o câncer de próstata do que aqueles que nunca tomam a bebida, mas não conseguiu identificar qual substância no café é responsável pela prevenção, só afirmando que a cafeína tem pouca relevância no resultado.

O estudo foi conduzido entre 1986 e 2006 e acompanhou 50.000 homens.

Já na Alemanha (óbvio), mais especificamente no Centro Germânico de Prevenção ao Câncer em Heidelberg, cientistas mostraram que o componente natural xanthohumol encontrado no lúpulo (base da cerveja), também é um ótimo aliado na prevenção do câncer de próstata, atuando para bloquear a ação do estrogênio e da testosterona e assim conseguindo diminuir o nível de PSA (o índice que aponta a probabilidade de um homem ter câncer de próstata).

E para encerrar a matéria com um banho de água fria, um estudo publicado no periódico Behavioural Neuroscience e realizado pela Temple University da Filadélfia mostrou que o café não só não deixa um beberrão sóbrio como potencializa a ação do álcool no corpo.

Com testes realizados em ratos, os pesquisadores viram que o álcool bloqueia a habilidade da cafeína em tornar o animal mais atento e desperto, mas a combinação acaba deixando-os mais relaxados.

Ou seja, em humanos o efeito faria com que a pessoa achasse que está apenas levemente embriagada e capaz de realizar coisas normais como dirigir um carro, por exemplo, enquanto na verdade ela não está apta a isso.
Só que não é só com o café que esses efeitos ocorrem. Misturar álcool com energéticos (ricos em cafeína), moda em muitas baladas, vai provocar a mesma reação.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cientistas desvendam genoma dos tumores de pele e pulmão

16 de dezembro de 2009 • 23h49 • atualizado em 17 de dezembro de 2009 às 02h22 http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4162042-EI238,00-Cientistas+desvendam+genoma+dos+tumores+de+pele+e+pulmao.html

Cientistas desvendaram o código genético de dois dos tipos mais comuns de câncer, o de pele e o de pulmão, e dizem que a descoberta significa uma transformação na forma como a doença é entendida.

"O que vemos hoje mudará a forma como enxergamos o câncer", disse Mike Stratton, britânico integrante do Cancer Genome Projetc (Projeto do Gênoma do Câncer), iniciativa que reune cientistas de 10 países que tentam mapear os genomas dos principais tipos de câncer.

"Nunca vimos o câncer revelado desta forma antes", completou. O mapeamento abre caminho para testes sanguíneos capazes de detectar tumores mais cedo do que atualmente e novas drogas para tratamento.

Cigarro
Os cientistas sequenciaram o DNA de tecidos cancerígenos e normais e os compararam. Os com tumores de pulmão apresentavam 23 mil mutações, quase todas causadas pelo fumo. Os especialistas calcularam que um fumante típico adquire uma nova mutação para cada 15 cigarros que fuma.

"É como jogar roleta russa. A grande maioria das mutações não causará câncer, mas algumas podem", diz Peter Campbell, responsável pela pesquisa. Ao largar o cigarro, o risco é reduzido gradualmente até que a possibilidade de câncer de pulmão volta a ser a mesma de alguém que nunca fumou. Suspeita-se que isso ocorra porque as células com mutações são repostas por células saudáveis.

Os cientistas descobriram que para o câncer de pele melanoma, as mutações, quase todas causadas opela exposição ao sol, chegam a 30 mil. Os cientistas dizem que pode ser possível no futuro determinar exatamente quais hábitos e outros fatores causam tumores diferentes.

Pesquisadores decodificam "genoma" de câncer de mama

08/10/2009
da France Presse

Cientistas canadenses anunciaram nesta quarta-feira (7) ter estabelecido, pela primeira vez, o "genoma" de um tipo de tumor que responde por 10% dos casos de câncer de mama.

Utilizando uma nova técnica, mais rápida e menos onerosa, uma equipe da agência do câncer da Columbia Britânica sequenciou o genoma do tumor e identificou as mutações que permitem a propagação do câncer pelo organismo.

Os cientistas analisaram a evolução, durante nove anos, de um carcinoma metastático do seio, e identificaram 32 mutações. Em seguida, determinaram o número de anomalias presentes no tumor inicial.

"O resultado foi surpreendente: apenas cinco das 32 mutações estavam presentes em todas as células do tumor de origem, e foram identificadas como as responsáveis por deflagrar a doença", destacou a equipe canadense.

"Esta descoberta marca uma virada na compreensão das origens do câncer de mama e no desenvolvimento de tratamentos específicos para nossos pacientes", disse o Dr. Samuel Aparicio, que dirigiu o estudo, publicado na revista "Nature".

"A quantidade de possibilidades que nos oferece para futuras pesquisas é considerável".

"Uma a cada nove mulheres desenvolve câncer de seio, doença que responde por 29% de todos os casos de câncer entre a população da Columbia Britânica", destacou o ministro da Saúde da província canadense, Kevin Falcon.

"Isto representa uma esperança para milhares de mulheres afetadas por esta terrível doença", disse Falcon.

O estudo é ainda mais significativo porque, "enquanto se gastou muitos anos e muito dinheiro para se desenhar o genoma humano", esta descoberta "exigiu apenas algumas semanas e teve um preço muito inferior", disse o doutor Marco Marra, diretor da Agência do Câncer de Columbia Britânica.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u635173.shtml

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Estudos demonstraram a relação entre sobrevida ao câncer e qualidade de vida

Autora: Allison Gandey
Publicado em 19/06/2008

Chicago, Illinois — Dois grandes estudos de metanálise sugerem que pacientes que relatam uma boa qualidade de vida têm chance de sobrevida significativamente maior. Os trabalhos foram apresentados durante o 44° Encontro Anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) e apontaram que o relatório feito pelo próprio paciente pode ser um indicador prognóstico e, talvez, um critério com valor indicador de sobrevida.

Dra. Angelina Tan, da Mayo Clinic, em Rochester, Minnesota, chefe da pesquisa, disse ao Medscape Oncology que “a sobrevida de pacientes com câncer parece ter relação com a qualidade de vida” e acrescentou, ao apresentar o resultado da primeira metanálise, “se os médicos identificarem os pacientes que não apresentem boa evolução, poderão intervir e acreditamos que essa intervenção melhorará não apenas a sensação de bem estar do paciente, mas também seu tempo de vida.”.

Dra. Joanna Brell, do Ireland Cancer Center, em Cleveland, Ohio, chamou atenção para os estudos durante a sessão “destaques do dia” e disse estar bastante satisfeita com o tamanho da amostra. Sugeriu, ainda, que esses resultados formam uma nova e importante premissa que deve ser investigada.

Dra. Brell disse também que seria ótimo poder contar com um instrumento que medisse a qualidade de vida do paciente e pudesse quantificar os sentimentos que eles tentam explicar aos seus médicos.

A debatedora da sessão, Dra. Jamie Von Roenn, da Northwestern University, de Chicago, Illinois, disse que “agora nos movemos na direção certa”, concordando com essa atitude e aplaudindo a ASCO que nunca havia dado tantas atribuições ao tratamento dos pacientes como agora.

Estudo com mais de 3.700 pacientes

O estudo de metanálise do grupo da Dra. Tan envolveu mais de 3.700 pacientes de 24 centros de tratamento oncológico e coletou dados sobre a qualidade de vida no cotidiano através de um escala específica de 100 pontos.

O modelo de riscos proporcionais de Cox foi utilizado para o ajuste dos efeitos sobre os escores encontrados, raça, local, idade e sexo. Os pesquisadores descobriram que a qualidade de vida cotidiana é um fator prognóstico importante e independente na sobrevida global.

Segundo os pesquisadores, a magnitude do efeito foi igual, independentemente do local da doença, incluindo aparelho digestivo, geniturinário, pulmão, mama e cérebro.

Dra. Tann relatou que “o bem estar do paciente deve ser considerado como uma variável importante e relacionada com a sua sobrevida” e complementou, “se o paciente relata uma qualidade de vida com pontuação inferior a 5 em uma escala de 0 a 10 (ou menor que 50, em escalas que variam do 0 a 100), sua sobrevida média é inferior àquele que não relatou este déficit”.

A pesquisadora indicou ainda que uma alta qualidade de vida cotidiana não é um indicador de longevidade, mas uma baixa qualidade está relacionada com um risco de óbito duas vezes maior em 1, 2 ou 3 anos.

Segundo estudo com mais de 10.000 pacientes

Os resultados da segunda metanálise foram apresentados por Chantal Quinten do departamento de qualidade de vida da European Organization for Research and Treatment of Cancer (EORTC) de Bruxelas, Bélgica.

Essa pesquisadora estudou 30 ensaios clínicos randomizados com mais de 10.000 pacientes – que preencheram um questionário de avaliação da qualidade de vida da EORTC – e seus dados de sobrevida. Os pesquisadores avaliaram a qualidade de vida relacionada à saúde através de 15 escalas padronizadas e os dados clínicos incluíram idade, sexo, metástases à distância, classificação da OMS e localização da doença.

Os pesquisadores avaliaram a significância prognóstica dos dados através do modelo de riscos proporcionais de Cox. Foram aplicados modelos de validação (bootstrap resampling) para verificar a estabilidade dos modelos estatísticos.

Variáveis clínicas com possibilidades prognósticas

Estado físico global
Funcionamento cognitivo
Estado de saúde
Fadiga
Náusea e vômitos
Dor
Dispnéia
Perda de apetite

Conforme conclusão dos pesquisadores, parâmetros de qualidade de vida fornecem informações sobre o prognóstico do câncer de 11 locais diferentes.

Os autores solicitam que mais pesquisas sejam realizadas para confirmação desse achado e, uma vez validado, sugerem que a qualidade de vida seja considerada uma variável de estratificação em ensaios clínicos futuros.

Dra. Tan concordou com a inclusão de dados sobre a qualidade de vida em futuros ensaios clínicos oncológicos terapêuticos e que estudos adicionais são necessários.

Ela reconheceu ao Medscape Oncology que restam ainda muitos desafios a serem cumpridos e disse que pretende trabalhar com objetivo de identificar “como e quando os clínicos podem fornecer o melhor apoio aos sentimentos de bem estar de seus pacientes”.

44º Encontro Anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO). Abstract 9515 e 9516. Apresentado em 2 de junho de 2008.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Famílias gastam 10 vezes mais com remédios do que o governo no Brasil

09/12/2009 - 10h06
DIANA BRITOcolaboração para a Folha Online, no Rio http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u663928.shtml

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira revela que as famílias gastam 10 vezes mais com medicamentos do que o governo no país. Segundo o estudo, enquanto as famílias tiveram gastos de R$ 44,7 bilhões em 2007, o governo consumiu R$ 4,7 bilhões, no mesmo período, com remédios de uso humano (portanto 9,5% do total).

De acordo com pesquisadores do instituto, os dados do levantamento não contabilizam os gastos da rede hospitalar (pública e privada) com prestação de serviço.

A pesquisa "Conta Satélite de Saúde Brasil 2005-2007" ainda mostrou que os gastos das famílias com remédios (R$ 44,7 bilhões) é quase igual aos gastos com consultas, laboratórios e outros serviços não hospitalares (R$ 46,1 bilhões). Já a administração gasta apenas R$ 1,3 bilhão com consultas e laboratórios (portanto 2,7% do total).

Dados do estudo ainda apontam que as famílias gastam R$ 11,6 bilhões com planos de saúde, inclusive seguro saúde, e R$ 22,3 bilhões com serviços de atendimento hospitalar.

De acordo com pesquisadores do IBGE, apesar do avanço do governo em relação ao aumento dos gastos, a participação pública no país ainda é pequena quando comparada com outros países, que possuem em média 70% dos gastos cobertos pelo governo e 30% pelas famílias.

"O Brasil tem um padrão que tem o México e outros países com o mesmo tipo de perfil, um gasto proporcionalmente maior das famílias do que o gasto do próprio governo", afirmou a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública, Maria Angélica Borges dos Santos