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segunda-feira, 4 de julho de 2022

Rita Lee aparece em registro feito pelo marido após remissão do câncer

 

Rita Lee foi fotografada por Roberto de Carvalho, seu marido. Foto: Instagram/@roberto_de_carvalho

REDAÇÃO - O ESTADO DE S.PAULO

24/06/2022, 14:5

Cantora está escrevendo um livro sobre a sua luta contra a doença

Na madrugada desta sexta-feira, 24, o instrumentista Roberto de Carvalho compartilhou nas redes sociais um registro feito de sua mulher, a cantora Rita Lee.

Na imagem, a roqueira aparece de cabelo curto, com uma xícara em uma mão e uma colher na outra, enquanto toma um banho de sol. "Sextou", escreveu Roberto na legenda. 

Depois de quase um ano com câncer no pulmão, em abril deste ano Rita Lee teve o diagnóstico de que o tumor havia desaparecido. 

Ao longo do tratamento, foram mais de 30 sessões de quimioterapia e radioterapia. Os cabelos caíram e ela ficou um pouco debilitada, mas ao final deu tudo certo. 

A cantora começou a escrever algumas anotações durante o tratamento que virarão um livro em que ela contará sobre o seu processo de luta contra o câncer.

terça-feira, 14 de junho de 2022

Brasileiro supera câncer na perna e amputação para escalar Everest

 João Carlos foi até a base sul do pico, a mais de 5,3 mil metros de altura

Foto: Arquivo Pessoal

Carlos Saci realizou na Ásia sonho adiado pela pandemia e já planeja as próximas aventuras

·         Andreia Bahia

9 mai202205h10

| atualizado às 08h38

Vinte anos depois do primeiro diagnóstico de câncer no joelho e quatro recidivas, que resultaram na amputação da perna esquerda e a retirada de parte do pulmão esquerdo, o paratleta goianiense João Carlos Rodovalho Costa, de 38 anos, comemorou em abril a chegada à base do Monte Everest, o mais alto do planeta, no Nepal.

Do início da trilha, no dia 10, na cidade de Lukla, ao acampamento Base Sul do Everest, que fica a uma altitude de 5.364 metros, foram sete dias, sendo cinco deles caminhando por cerca de seis horas diárias. A expedição fez duas pausas em vilarejos da região para aclimatação e enfrentou temperaturas que variaram de 10 graus - quando havia sol - a 15 graus negativos durante a noite.

Apesar de contar com apenas metade do pulmão esquerdo, Carlos Saci, como é conhecido em razão da perna amputada, só teve a oxigenação reduzida quando atingiu 4,9 mil metros de altitude. Ao final da trilha, Carlos foi buscado por helicóptero; não por exaustão, mas porque um pelo inflamado no coto da perna estava provocando muita dor. Mas o fato de ter trilhado a longa jornada já foi um prêmio.

Superação e sonho

A ideia de subir o Everest surgiu em 2019, quando um amigo participou de uma dessas expedições para o monte. À época, ele treinava crossfit e, desde 2015, quando havia tido alta da última recidiva do câncer e, logo depois, sido campeão em uma corrida de obstáculos de muleta, buscava "novos desafios que me tirassem da zona de conforto e trouxessem outros tipos de treinamentos", conta ele.

Incorporou à rotina de exercícios caminhadas, trilhas, musculação e fisioterapia. Com a pandemia de covid, o projeto que era para 2020 foi adiado para o ano seguinte e, depois, para este ano. Os recursos dos patrocinadores já não foram suficientes e Carlos chegou a fazer uma vaquinha nas redes sociais para arrecadar R$ 20 mil e cobrir a diferença. Somou R$ 5 mil em doação.

De volta a Goiânia desde o dia 24, Carlos já pensa nos próximos desafios, o revezamento no Canal da Mancha, entre o Reino Unido e a França, para o qual tem o convite, e subir outras montanhas. "O esporte foi o que me ajudou nessa caminhada e se antes o que me motivava era competir, hoje são os desafios pessoais", afirma ele.

Essa rotina de superação teve início em 2001, quando, com 17 anos, teve o diagnóstico do primeiro câncer, que atingiu as partes moles do joelho esquerdo. Carlos já treinava natação e, três meses após ser diagnosticado com o sarcoma de Ewing, ele teve a perna amputada. Esse sarcoma é um tumor maligno que ocorre predominantemente em ossos ou em partes moles. Afeta principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens.

Carlos voltou às piscinas e em 2002 foi campeão brasileiro paralímpico nos 100 metros costas. Mas, em 2005, um exame de rotina apontou a existência de 12 nódulos no pulmão e o tratamento envolveu um autotransplante de medula. Carlos, que tem 1,80 m de altura, chegou a pesar 52 kg. "Daquela vez, o retorno foi bem mais difícil", lembra. Mas conseguiu voltar a dar braçadas na água.

https://www.terra.com.br/nos/brasileiro-supera-cancer-na-perna-e-amputacao-para-escalar-everest,ab0276a4b423a3df9732e12acc49ca2f5usdmtqq.html

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Miranda McKeon, de ‘Anne With an E’, faz cirurgia para retirada das mamas

 Por Flavia Almeida

Miranda McKeon com as mãos na cntura, de camiseta rosa

Há cinco meses a atriz Miranda McKeon, de 19 anos, revelou que havia sido diagnosticada com câncer de mama. Agora a jovem artista passou por uma mastectomia dupla, cirurgia que consiste na retirada das duas mamas.

A atriz, que integra o elenco da série “Anne With an E”, usou as redes sociais para falar sobre a cirurgia uma hora antes de iniciar o procedimento.

“Hoje é um grande dia. Cheguei para fazer a cirurgia que eu havia antecipado há cerca de cinco meses. Farei uma mastectomia dupla – procedimento que remove todo o tecido mamário sob a pele dos dois lados, bem como alguns gânglios linfáticos no meu lado direito”, explicou.

“Isso vai me livrar de qualquer câncer e diminuir significantemente o risco de recorrência no futuro. Isso também quer dizer que ficarei livre do câncer.”

Miranda ainda agradeceu a todo apoio das pessoas próximas e afirmou que é “uma garota de sorte”.

PROCEDIMENTO BEM SUCEDIDO

Horas após a cirurgia, Miranda McKeon voltou às redes sociais e afirmou que o procedimento foi bem-sucedido.

“A cirurgia correu super bem. Estou com um pouco de dor e não posso me movimentar muito, mas de um modo geral, vejo uma recuperação tranquila pela frente. Minha programação para os próximos dias: gerenciar a dor, dormir, assistir shows e talvez fazer lição de casa. Estou me sentindo ambiciosa.”

“Isso eliminará qualquer câncer e diminuirá significativamente meu risco de recorrência no futuro”, finalizou a jovem de 19 anos.


https://www.ofuxico.com.br/saude/miranda-mckeon-de-anne-with-an-e-faz-cirurgia-retirada-das-mamas/?amp

NOTA do Vida com Câncer: Muita gente confundiu e achou que a Miranda fosse a atriz principal da série, a Amybeth McNulty

terça-feira, 13 de abril de 2021

Após tratamento, marido de Ana Hickmann comemora: "Não há mais sinais do câncer"

 


Empresário Alexandre Correa havia sido diagnosticado com um tumor em estado de metástase no pescoço em novembro do ano passado

11/02/2021 - 11h43min

 

"Um milagre aconteceu nesta família", resumiu Ana HickmannAna Hickmann Instagram / Reprodução

Nesta quarta-feira (10), o empresário Alexandre Correa, marido da apresentadora Ana Hickmann, compartilhou uma ótima notícia com os fãs: em postagem nas redes sociais, revelou que seus últimos exames mostram que "não há mais sinais do câncer" que enfrentava. Em novembro, ele revelou estar com um tumor em estado de metástase no pescoço e, desde então, tem compartilhado as várias etapas do tratamento com os seguidores. 

"Realizei os meus exames de controle de sangue e imagem. Notícia excelente: de acordo com o meu oncologista, não há mais sinais do câncer. Meu muito obrigado ao Dr. Andrey pela dedicação, carinho e cuidado. E gratidão a todos que estiveram ao meu lado fisicamente e em oração", agradeceu ele.

Ana também comemorou a boa-nova em suas redes sociais:

 "Meu amor, você é o guerreiro mais forte e corajoso que eu conheço. Sua valentia, sua determinação superam tudo o que já vi nesta vida. Hoje nós recebemos a melhor notícia de todas: VOCÊ VENCEU O CÂNCER! Deus, muito obrigada por nos amparar por todos esses longos dias, nunca faltou fé nesta casa. Um milagre aconteceu nesta família", escreveu ela na legenda da publicação.

Alexandre revelou estar com a doença em um vídeo publicado nas suas redes sociais no início de novembro. O tumor, que estava em estado de metástase, foi retirado em cirurgia, e ele seguiu em tratamento com sessões de radioterapia e quimioterapia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.  

Em dezembro, o empresário chegou a informar que iria se ausentar por alguns dias de suas redes sociais porque precisaria colocar sonda para se alimentar. Por ter perdido muito peso e estar fragilizado em função do tratamento, não estava conseguindo ingerir alimentos pelas vias normais. 

 

https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/gente/noticia/2021/02/apos-tratamento-marido-de-ana-hickmann-comemora-nao-ha-mais-sinais-do-cancer-ckl0yo46f002j017wfdc3e65q.html

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Kelly Key sobre câncer de pele: 'Acredito que já não tenho mais nada'

 

Kelly KeyImagem: Reprodução/ Instagram

Colaboração para o UOL, em São Paulo

18/05/2020 16h42

Kelly Key usou seu Instagram na tarde de hoje para tranquilizar seus fãs a respeito de seu diagnóstico de câncer de pele, revelado pela própria na semana passada.

Em um longo texto, a cantora de 37 anos falou sobre a descoberta da doença e o tratamento ao qual se submeteu para reverter a situação. "Gente, nesta última semana eu falei bastante com vocês sobre o câncer de pele. Para quem não sabe, fiz 3 pequenos procedimentos (em 3 momentos diferentes...). Em novembro do ano passado fizemos apenas uma pequena biópsia de uma lesão da face próxima ao nariz (um pequeno pedaço para sabermos o diagnóstico). Em fevereiro deste ano retiramos essa lesão pois o resultado mostrou malignidade (câncer) pouquíssimo agressiva (confirmado até com imunohistoquímica), mas precisei retirar a lesão", explicou.

Ela continuou: "Aproveitamos para fazer uma 'varredura' tanto no rosto quanto no corpo... Nesse dia, retiramos mais 4 lesões: outra na face e outras 3 lesões pelo corpo. Faz algumas semanas que tivemos o resultado dessas 5 biópsias (aquela primeira que eu descobri, ainda tinha bordas laterais comprometidas, sem lesão profunda, e retiramos essas bordas). A outra do rosto era pré cancerígena e das 3 do corpo, uma era pré cancerígena e as outras duas não tinham malignidade.

Foi quando ela acalmou o público que temia por sua saúde. "Acredito que já não tenho mais nada e que mais nenhum procedimento seja necessário (hoje tirei meus pontos)! Mas os cuidados serão eternos e todos nós precisamos nos cuidar! Muitas pessoas sabem disso, mas preferem ignorar. Não ignore! Se cuide! Precisamos falar sobre o câncer de pele! E minha missão daqui para frente será essa!", disse a artista.

Câmaras de bronzeamento

Então, passou a discorrer sobre a doença. "Você sabia que o câncer de pele corresponde a 25% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil? O Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano cerca de 135 mil novos casos".

"A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento destes tumores e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento (acredito que este tenha sido o meu caso, pois fiz uma boa quantidade de sessões entre meus 15 e 20 anos)", revelou.

Ela seguiu com mais dados: "As câmaras de bronzeamento aumentam em 75% a chance de ter câncer da pele quando a exposição ocorrer antes dos 30 anos de idade. Pode causar duas vezes mais câncer da pele do que tomar sol no período mais forte do dia?!".

Por fim, se pronunciou contra as câmeras de bronzeamento, que são são proibidas pela Anvisa desde dezembro de 2009. "Mas sabemos que também existem locais ilegais espalhados por todo país! Todos que ignoram essa determinação e continuam apenas pensando no seu bolso, são também cúmplices dos efeitos desfigurantes que o câncer de pele pode deixar nas pessoas, alguns levando à morte", finalizou.

 

https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2020/05/18/acredito-que-ja-nao-tenho-mais-nada-diz-kelly-key-sobre-cancer-de-pele.htm

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Com câncer de mama, Ana Furtado revela luta contra queda de cabelo


Ana Furtado segue na luta contra câncer de mama (Crédito: Reprodução/Instagram)

Da Redação  https://istoe.com.br/com-cancer-de-mama-ana-furtado-revela-luta-contra-queda-de-cabelo/?utm_source=social_monitor&utm_medium=widget_vertical
12/06/18 - 15h33 - Atualizado em 12/06/18 - 16h17
2.9K

Há cerca de 15 dias, a apresentadora Ana Furtado revelou estar em batalha contra um câncer de mama. Nesta terça-feira (12), ela compartilhou uma mensagem emocionante no Instagram após realizar sua segunda sessão de quimioterapia.

“Ontem fiz minha segunda sessão de quimioterapia. E a sensação é de que essa foi menos difícil do que a primeira. Volto a dividir detalhes com vocês porque, ao mesmo tempo em que me fortaleço com as palavras de carinho que recebo, acredito que posso também encorajar pessoas que estejam passando por situações tão difíceis quanto o diagnóstico de um câncer”, escreveu.

Ana também comentou sobre o tratamento de crioterapia que ela tem feito na cabeça, que ajuda a diminuir a queda capilar causada pelas sessões de quimio.

“Na foto, estou sendo preparada para a crioterapia. Trata-se de uma técnica que utiliza uma touca recheada com gel térmico, atingindo temperaturas negativas (-10º, no meu caso). Esse resfriamento no couro cabeludo é muito doloroso, mas reduz a quantidade de quimioterápicos que chegam até os bulbos capilares, diminuindo a queda de cabelos. Antes, é preciso encharcar a cabeça para depois colocar a touca”, disse.

“Foram 4 horas e meia com o equipamento na cabeça: meia hora antes do início da quimio e 2 horas após o término dela. É difícil, mas, até agora, eficiente. Só tenho a agradecer a todos os médicos pelas orientações, apoio e carinho comigo”, completou.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

‘Angelina fez mais pelo câncer de mama que a sociedade médica’


Acompanhe o 'Estúdio VEJA' sobre conscientização e prevenção do câncer de mama neste Outubro Rosa
access_time12 out 2017, 20h50 - Publicado em 12 out 2017, 19h07

O câncer de mama e sua prevenção, causas e tratamentos é o tema da conversa da repórter Natalia Cuminale com o doutor e presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Antônio Frasson. Na entrevista, o mastologista ressaltou a contribuição da atriz Angelina Jolie no combate à doença. 

“Angelina Jolie foi um fenômeno mundial. Ela fez mais pelo câncer de mama do que todas as sociedades médicas nos últimos 50 anos”, afirma Frasson. O mastologista explicou que as ações da atriz popularizaram exames para detectar mutações que levam a esse câncer.

Antes, no Brasil, o teste BRCA, que avalia a presença de genes que predispõem ao desenvolvimento de câncer precoce, custava 12 mil reais. Hoje sai em torno de 1.500 reais. Nos Estados Unidos, graças à luta de Angelina, o custo é de 149 dólares.
Além disso, Frasson mostrou que há boas e más notícias em relação a esta doença no país. Apesar do número de casos deste tipo de câncer ter aumentado entre mulheres jovens, houve muitos avanços nas técnicas de cirurgia para remoção do tumor e reconstrução da mama. Ele completa afirmando que alimentação saudável, atividade física regular e manter o peso ideal são hábitos preventivos.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Ex-miss supera dois cânceres, transplante e infarto: 'Nasci, renasci e ressuscitei'

Aos 34 anos, vencedora do concurso de Campinas em 2004, Aline Wega conta que vive para cuidar do filho de 8 anos e ajudar as pessoas.




Por *Letícia Baptista, G1 Campinas e Região
08/04/2017 06h00  Atualizado há 2 horas

"Hoje eu não vivo mais pra mim, aquela Aline morreu". É assim que Aline Wega, vencedora do concurso de Miss Campinas em 2004, interpreta a vida após superar dois cânceres, um transplante de medula óssea e um infarto agudo do miocárdio. Mãe de Igor, de 8 anos, a ex-modelo acredita que está viva para cumprir a missão de transmitir às pessoas esperança e força de vontade para passar por dificuldades, além de cuidar do filho. "Nasci, renasci e ressuscitei", diz.

Depois de encarar a doença duas vezes, o transplante e o infarto, Aline agora pretende ter uma vida "igual a de todo mundo" e ajudar as pessoas. "Se estou viva é pra cuidar do meu filho, porque foi a única coisa que eu pedi pra Deus. Eu vivo para ele e para ajudar os outros", afirma a ex-miss.
"Os outros" a que Aline se refere, quer dizer todos aqueles que recebem suas mensagens de motivação, tanto nas redes sociais, quanto em palestras que realiza para difundir informações sobre transplante. "Eu percebo que cada palavra, cada coisinha que eu falo, serve de motivação para muitas pessoas", relata.



Aline Wega, miss Campinas 2004, superou dois cânceres, um transplante e infarto (Foto: Letícia Baptista/G1)

Atuais desafios
Aos 34 anos, a ex-miss se divide entre a maternidade, palestras e publicações motivacionais, trabalhos como design de interiores e outras atividades, como campanhas publicitárias e administração de imóveis. Com todas estas multíplas funções, Aline considera que isso pode ter sido uma das causas do infarto, sofrido em janeiro deste ano.

"Eu sou muito hiperativa, até no hospital eu to escrevendo, respondendo mensagem. Eu não paro. Meu corpo quer uma coisa e minha mente quer outra. Foram 2 cânceres, transplantes e tudo isso, mas eu quero ter uma vida igual de todo mundo. Eu acho que sou mais forte que o meu corpo e nisso eu acabo abusando um pouco", diz.

No entanto, o infarto não é a única dificuldade que enfrenta durante o desempenho de todas as atividades após superar os dois cânceres. A ex-modelo afirmou que, atualmente, o verdadeiro desafio é reconhecer o limite, por conta das consequências de cada dificuldade que ela passa no dia a dia.

"Os maiores desafios agora são as limitações, por causa das sequelas que vão ficando. Então é uma luta diária. Eu falo que não vivo, eu sobrevivo", conta.

As batalhas vencidas pela ex-modelo impressionaram até mesmo ela própria. Por isso, Aline considera que tem a missão de dar auxílios psicológicos e dividir a experiência que passou em palestras motivacionais. "Mexeu bastante comigo, porque é incrível [...] jovens que passam por isso é muito raro sobreviver. O que mexe mais com a minha cabeça é superar tudo isso, a resistência que tem o meu corpo. Eu tenho isso como uma missão, porque eu tenho que estar aqui, eu tenho que fazer alguma coisa", explica.

Tarefa de mãe
Sobre a tarefa de ser mãe, Aline ressalta que o mais importante na relação com o filho são os valores e princípios de vida. "O amor e os valores são os mais importantes. Eu falo pro Igor que não importa a profissão dele, o que ele quer ser. O mais importante é o que vem dos verdadeiros valores" ressalta.

Apesar de ver a mãe passar por todos os "apertos", o garoto não mediu esforços para enfrentar os obstáculos e se uniu mais ainda à ela. "O Igor foi um presente na minha vida. Ele é uma criança sensacional. É uma bondade, um amor no coração, e é isso que eu planto pra ele [...] Ele faz até palestras junto comigo [...] Sempre lembro ele de que a mamãe não vai estar aqui pra sempre", diz Aline.

"O amor e os valores são os mais importantes. A felicidade é amor, porque quando você coloca amor em tudo o que você faz, tudo fica mais bonito"
Aline Wega e o filho Igor, com apenas alguns meses de vida (Foto: Aline Wega/ Arquivo Pessoal )

Miss superação
O primeiro diagnóstico de câncer, um linfoma de Hodgkin, foi aos 23 anos, apenas dois após a conquista do título de miss. Com os tratamentos e a estabilidade da doença, Aline recebeu a surpreendente notícia de que seria mãe. "Eu engravidei dele depois do primeiro câncer. Os médicos falaram que minhas chances eram menos de 1%. Nove meses depois que eu terminei o tratamento, descobri que estava grávida", lembra.

Cinco anos após a primeira superação, Aline iniciou a luta contra uma leucemia. Nesta fase, a única chance de cura, constatada pelo médicos, foi com um transplante de medula óssea, após oito meses de campanha para encontrar um doador. A ex-miss demonstra gratidão por este episódio, e revela que foi uma grande motivação para um de seus trabalhos atuais.
"Eu falo que ele [o doador] plantou uma semente de esperança no meu coração, eu sei que o mundo não está perdido, existe amor ao próximo. Quando eu vi a bolsinha chegando eu fiquei tão feliz, que eu ajoelhei no chão e falei: eu vou entrar nessa causa até o fim da minha vida, porque eu quero que muitos pacientes tenham a mesma alegria que eu tive".

Aline com a medula de seu doador, no dia do transplante (Foto: Aline Wega/ Arquivo Pessoal)

Em 2015, o G1 conversou com a jovem sobre os desdobramentos dos cânceres até a conquista de um doador, fase que mudou os rumos de sua vida. Foi neste momento que Aline 'abraçou' a luta para ajudar as pessoas a conseguirem a cura da doença. Atualmente, ela é coordenadora regional e participa das campanhas do "Pró-Medula", grupo que cadastra doadores de medula óssea.

A ex-miss mantém também contato frequente com outros transplantados, principalmente por meio das redes sociais e de seu site. “A troca de experiências é fundamental. É importante manter essa chama acesa porque, às vezes, a gente esquece e reclama de alguma coisa”, conta.
*sob a supervisão de Marcello Carvalho

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Sentia meu corpo morrer durante a químio

Sabrina Parlatore, 42, ex-VJ da MTV, superou o câncer de mama e dá palestras sobre o assunto

27 jan 2017, 20h00

Uma noite de 2015, eu estava assistindo à televisão e, distraída, passei a mão no colo. Senti uma bolinha no meu peito, que não doía, mas fui dormir preocupada. Na manhã seguinte, liguei para minha médica, que me pediu exames e me encaminhou ao mastologista. De cara, ele me disse que as chances de ser câncer eram 40%, mas precisávamos esperar o resultado da biópsia. Tentei me acostumar com a ideia, mas a verdade é que nunca estamos preparados para um diagnóstico de câncer.
Seis dias depois, recebi o resultado: câncer de mama. Fui sozinha à consulta e não acreditava no que estava acontecendo. Eu me lembrava da minha mãe dizendo que jamais teria algo do gênero porque não tínhamos histórico na família. O tumor estava em estágio inicial e dava para tratar. Saí do consultório aos prantos. Procurei outros médicos, mas o parecer era sempre o mesmo. Optei pelo primeiro especialista, que não indicava a mastectomia, o método de retirar a mama de uma vez. Segundo ele, poderíamos retirar só o local onde estava o tumor e uma pequena área em volta, sem sofrer qualquer alteração estética.
Fiz a cirurgia menos de um mês depois do diagnóstico, e me senti mais saudável com aquilo fora de mim – na prática, não tinha mais câncer. Foi a melhor parte do tratamento, apenas um corte pequeno na auréola, nem ficou cicatriz. Tomei anestesia geral pela primeira vez na vida, fechei os olhos e, quando acordei, estava resolvido. Fisicamente eu estava igual. A quimioterapia, em compensação, foi arrasadora. Eu sentia meu corpo morrer, em vários momentos achei que não aguentaria. Não respirava direito, tinha arritmia, tontura, enxaqueca e insônia, além de um cansaço descomunal. Fiquei exposta a infecções, tomava remédio para o estômago todas as manhãs e enxaguava a boca dez vezes por dia com bicarbonato de sódio para evitar aftas. Às vezes, minha língua queimava e eu não conseguia engolir. A quimioterapia me tirou o direito de viver, tive mais medo das consequências dela do que do câncer em si.
Durante esse período, recebia muito carinho e me senti muito amada por minha família. Minha mãe havia pesquisado sobre o que era bom comer durante a quimioterapia, aprendeu as receitas e fazia lancheiras que eu levava ao hospital. Parentes distantes estreitaram o contato – criei até um grupo de whatsapp com todo mundo, chamado ''Contagem regressiva'' para o final do tratamento. Eu mandava vídeos da quimioterapia, áudios e fotos e o retorno deles era um apoio a mais. O ambiente onde eu fazia o tratamento era maravilhoso, o que também ajudou muito.
"O câncer de mama ainda é cercado de falta de informação"

Foram dezesseis sessões e, durante o tratamento, perdi os pelos do corpo, menos o cabelo. Usei uma touca que fecha os vasos sanguíneos do bulbo capilar para que a química não penetre totalmente no couro cabeludo. Mesmo assim, cerca de 30% a 40% do meu cabelo caiu e cresceu encaracolado depois. Perdi as sobrancelhas e os cílios, estávamos no verão e o suor caía direto nos olhos. Quando passei para a radioterapia, pouco mais de sete meses depois do diagnóstico inicial, a médica me garantiu que o pior já tinha passado. Foram 33 sessões de radiação, mas como são diárias e duram só dez minutos, parecem ser rápidas. Com o tempo, a pele fica queimada, como uma exposição ao Sol.
Ao longo do tratamento, percebi que poderia ser uma voz para o combate e prevenção do câncer de mama. Hoje, após encarar um dos momentos mais difíceis da minha vida, me encontro muito feliz com o aqui e o agora. Minha mãe me diz que nunca me viu tão bem na vida.
A gente não precisa passar por uma dor para aprender algo, podemos aprender com a história de outras pessoas. Eu, por exemplo, deixei de ser uma pessoa tão ansiosa, preocupada com o futuro. Minha fé está mais forte. Quero compartilhar isso com outras pessoas. Ajudar mulheres a buscarem informação e tratamento.
O câncer me fez enxergar a vida de uma forma diferente. Revi minha vida afetiva, social e profissional. Assim que terminei o tratamento, eu me separei, mas até hoje, meu ex-marido e eu somos muito amigos. Eu estou me sentindo mais segura, mais tranquila, vivendo o presente e aproveitando mais a vida. Dizem que a felicidade é um estado de espírito, e eu estou realmente muito feliz com o presente.
Depoimento colhido por Mabi Barros
Foto por Felipe Cotrim


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Edson Celulari está curado do câncer: 'Graça recebida'

Ator estava lutando há cinco meses contra um linfoma não hodgkin
28/11/2016 09:45:44
O DIA

Edson Celulari está curado do câncerReprodução Internet
Rio - Edson Celulari usou o Instagram para anunciar que está curado do linfoma não-hodgkin, tipo de câncer contra o qual estava lutando há cinco meses. "Graça recebida. Graça agradecida. Um coração pleno de obrigados. Vida que segue com muito amor. Dia de um sol lindo por aqui, e que ele ilumine a todos", escreveu o ator na legenda de uma foto, publicada neste domingo.
Enzo Celulari, filho do ator, também comemorou a vitória do pai nas redes sociais. "Esse aí ao meu lado é o verdadeiro exemplo. Exemplo de vida, de pessoa, de força, de coragem, de determinação, e principalmente, de superação! No dia de hoje, agradeço primeiramente a Deus e a todos os amigos e pessoas das quais recebemos mensagens de apoio e carinho. E queria deixar claro aqui, o meu maior agradecimento... Que é a você, papai, por ensinar a todos nós como enfrentar uma batalha árdua com tanto louvor e a como alcançar um final feliz, mesmo que as vezes, o caminho seja tortuoso. Eu te amo, meu guerreirão! E agora o que nos resta é brindar... Brindar a vida... A SUA vida!", escreveu.
Em breve, Edson Celulari voltará a trabalhar. O ator está escalado para o elenco da novela "À Flor da Pele", que vai substituir "A Lei do Amor" no horário nobre da Globo.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Após câncer, Paulo Silvino faz quimioterapia: "Perdi o paladar"

Marcela Ribeiro
Do UOL, no Rio
25/11/201619h18

 
Paulo Silvino não é chamado para gravar o "Zorra" desde o início do ano

Aos 77 anos, Paulo Silvino retirou um câncer no estômago em julho deste ano e faz sessões de quimioterapia desde então. O humorista conversou com o UOL, nesta sexta-feira (25), e contou que descobriu a doença após ter enjoos e refluxos. O médico responsável pela cirurgia, Leonaldson Castro, é ex-marido da mulher de Silvino, Giseli.

"Já fiz seis sessões, faltam mais seis. O que está sendo terrível para mim é que perdi o paladar, não sinto o gosto de nada, mas tenho que comer para não morrer. Me alimento de massas, purês, carne moída. Por causa disso,  perdi 15 quilos. Pesava 75, agora estou com 59, 60 quilos", contou ele, que descobriu a doença após ter frequentes enjoos e refluxos.

"Fora isso, me sinto ótimo, estou bem e me preparando para lançar meu livro 'As Aventuras do Papaceta' em janeiro do ano que vem", completou ele, sobre a publicação inspirada em sua peça teatral de humor dos navegantes do século XVI.

Animado com a melhora, Paulo deixou uma mensagem para pessoas que passam por situação semelhante a dele. "O câncer deixou de ser uma sentença de morte. E não se entregue a ele. Seja um paciente 'paciente' e jamais se entregue mentalmente criando o fantasma de uma derrota".

Apesar de ter seu nome incluído nos créditos do "Zorra" como participações especiais, Paulo não é chamado para gravar o programa desde o início do ano.
"Sinto falta de trabalhar porque não existe artista dentro de casa e eu já estava na geladeira antes de descobrir a doença. Isso me chateia porque estou ótimo. Mas acho que estou fora porque toda vez que apareço, as pessoas associam ao 'Zorra' antigo", explicou Silvino, que ainda opinou sobre o novo formato do humorístico.

"Aquilo é um desperdício de talento. A Thalita Carauta é fantástica. O Rodrigo Sant´anna é genial também. Mas de cara lavada, eles são apenas mais um personagem em cena. Neste formato, não pode ter bordão e não pode ter personagem fixo".


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

SONIA LIMA FALA SOBRE BOTOX E RELEMBRA RETIRADA DOS SEIOS: “EU E MEU MÉDICO DECIDIMOS”

http://cenapop.virgula.uol.com.br/2016/11/04/125203-sonia-lima-fala-sobre-botox-e-relembra-retirada-dos-seios-eu-e-meu-medico-decidimos/

Aos 57 anos, Sonia Lima está prestes a estrear na TV Globo. Ela entrará na reta final de Haja Coração. No folhetim, a ex-jurada do Show de Calouros fará Angelina, mãe de Henrique (Nando Rodrigues) e sogra de Penélope (Carolina Ferraz).
A estreia na emissora é motivo de festa. À coluna TV e Lazer, do jornal Extra, Sonia contou que não sabia que era tão querida, e comemorou a chega à emissora:
“Estou em êxtase. Não pensei que fosse tão querida. Só não virou um carnaval (no Projac), porque não podia. Mas eu via no rostinho de cada um a vontade de gritar: ‘A Sonia Lima lá’. Estava com medo, mas foi tudo no tempo certo. Sempre acreditei que um dia isso fosse acontecer e aconteceu”, disse.
Sobre a dupla mastectomia, ela revela que foi uma decisão entre médico-paciente:
“Não tenho mais as mamas. Sabe aquela cirurgia polêmica que a Angelina Jolie fez? Eu já tinha feito há cinco anos. Tenho silicone desde que fiz a primeira “Playboy” e, naquela época (1987) tinha que trocar a cada cinco, dez anos, então fiz algumas vezes. Mas depois que entrei na menopausa, em função da reposição hormonal, começaram a aparecer algumas coisinhas… Então, eu e meu médico decidimos que seria melhor tirar as mamas”, explicou.
Sobre o relacionamento com Wagner Montes, Sonia conta que os dois são inseparáveis, e que sexo é necessário:

“Quando casamos decidimos que seríamos inseparáveis, então nunca deixamos uma terceira pessoa entrar na nossa relação. Ninguém vive sem sexo. Se não fosse bom, não estaríamos juntos. É fundamental para qualquer idade. A gente só tem fases. Hoje em dia não é sexo, a gente faz amor!”, completou.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

"Renasci", diz Sabrina Parlatore após vencer o câncer de mama

Paulo Pacheco
Do UOL, em São Paulo 21/06/201617h14


Sabrina Parlatore durante viagem nos Estados Unidos, em abril deste ano

O telefone de Sabrina Parlatore não parou de tocar nesta terça (21), após ter revelado no programa "Morning Show", da rádio Jovem Pan, que retirou um câncer de mama. A apresentadora optou por contar publicamente depois de terminar o tratamento e esperava a repercussão pelo assunto estar em evidência por causa de Edson Celulari, que anunciou um linfoma não-hodgkin na última segunda.

"Eu até imaginava [o tamanho da repercussão] pela importância do assunto, e essa minha entrevista estava agendada havia muito tempo. Edgard já sabia, é meu amigo. Fiquei feliz de falar isso pela primeira vez em público para um amigo tão sensível como ele", comemora Sabrina Parlatore ao UOL.

Aos 41 anos, Sabrina realiza exames regularmente, porém descobriu o câncer "sem querer", em maio de 2015: "Estava coçando meu colo e senti um caroço que me chamou a atenção". Após a biópsia, veio a confirmação de um tumor maligno no seio esquerdo.

Sabrina revelou que teve câncer em entrevista ao programa "Morning Show"

"É um baque, um susto danado, principalmente por não saber o que é, em que estágio está, mas o médico me tranquilizou", conta a apresentadora, que não tem casos na família. Sabrina submeteu-se a uma cirurgia para retirar o tumor e rapidamente voltou para casa, e em seguida fez quimioterapia preventiva para não sobrar resquícios do câncer.

"Foi o período mais difícil de todos, porque os efeitos colaterais são muito, muito fortes", relembra Sabrina, que se assustou quando soube que teria de fazer quimioterapia: "Fui procurar saber sobre perucas, porque a droga para a mama derruba todos os pelos do corpo".

Dias antes de começar o tratamento, Sabrina foi apresentada a um novo aparelho, recém-aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que "congela" a cabeça e impede que a química penetre no couro cabeludo. "Dói muito, mas me ajudou psicologicamente", recorda. Ela perdeu 30% dos fios.

Fora da TV, Sabrina trabalha como mestre de cerimônias em eventos corporativos e cantora em bares e empresas. Ela manteve a rotina e cancelou trabalhos apenas no fim do tratamento, porque se sentia "esgotada" pelo tratamento. Em janeiro deste ano, após seis meses, concluiu a químio e realizou 33 sessões de radioterapia.


Em 15 de março, Sabrina concluiu definitivamente o tratamento contra o câncer, uma data especial para ela: "Simboliza voltar a vida, renascer, porque a gente se sente 'morto'. Brinco que 'dei uma morridinha e voltei', porque a químio arrasa com o corpo. Eu me sinto renovada, renascida, com uma sensação de que o melhor está por vir. Estou positiva, otimista. Venci uma p... de uma batalha. Sou f...!".