terça-feira, 19 de setembro de 2017

Medicamento português vai ser testado em doentes com cancro avançado

Linfócito T, uma célula imunitária que o novo medicamento recruta para combater o cancro INSTITUTO NACIONAL DE DOENÇAS ALÉRGICAS E INFECCIOSAS DOS EUA

Não é todos os dias que um fármaco desenvolvido em Portugal chega à fase de ensaios nas pessoas, muito menos na área do cancro. É isso que vai acontecer com um medicamento criado pela empresa Biotecnol, que para tal estabeleceu uma parceria com o Cancer Research do Reino Unido.
24 de agosto de 2017, 7:02

A Biotecnol, empresa portuguesa que desenvolve medicamentos que usam o nosso próprio sistema imunitário para atacar as células cancerosas, acaba de estabelecer uma parceria com um centro de oncologia britânico – o Cancer Research do Reino Unido (CRUK) – para fazer um ensaio clínico de fase inicial em doentes com cancro avançado. O que vai ser testado em 45 doentes em hospitais londrinos, no final de 2018, é um medicamento que a Biotecnol criou como peças de lego ao longo de dois anos.
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Faz parte dos chamados “medicamentos biológicos” ou “biofármacos”: em vez de terem sido sintetizados quimicamente, servem-se dos mecanismos biológicos do corpo para combater uma doença. No caso do novo medicamento, procura usar certas células imunitárias do doente – os linfócitos T – para destruir as células cancerosas, pelo que faz parte também das “imunoterapias oncológicas”. Já há no mercado algumas, por exemplo para o melanoma e cancro dos pulmões.
Simplificando, o sistema imunitário produz anticorpos contra substâncias (antigénios) oriundas, por exemplo, de vírus ou bactérias, para que estas ameaças sejam reconhecidas e destruídas pelas células imunitárias. Cada anticorpo é específico e direccionado para um determinado antigénio.

A imunoterapia biológica para o cancro da Biotecnol é uma molécula criada para se dirigir para um antigénio que se encontra nas células de vários tipos de cancros sólidos (e que quase não está presente nas células normais). Esse antigénio foi descoberto nos anos 90 no Instituto de Manchester do CRUK.

“Por terem sofrido mutações no seu ADN, as células cancerosas dividem-se sem controlo e adquirem propriedades durante essa divisão descontrolada de invadir outros tecidos e de não morrer. Têm a capacidade de se espalharem pelo organismo usando os sistemas circulatório e linfático, dando origem a metástases”, explica o investigador Pedro de Noronha Pissarra, presidente da Biotecnol. “Certas células cancerosas ‘emitem um sinal’ chamado 5T4, ou antigénio oncofetal 5T4. Este antigénio é uma proteína produzida pelas células cancerosas que está associada à sua proliferação e consequente processo de metastização. Uma célula cancerosa com elevado nível de 5T4 torna-se incontrolável e agressiva e com forte poder para se metastizar.”


terça-feira, 12 de setembro de 2017

EUA autorizam primeira terapia genética para tratamento de câncer

Steven A. Rosenberg, um dos médicos pesquisadores da técnica (Foto: Partnership for Public Service / Aaron Clamage)

FDA, órgão regulador similar à Anvisa, aprovou uso de técnica chamada de CAR T-cell.
Por G1
30/08/2017 17h21  Atualizado há menos de 1 minuto

Os Estados Unidos autorizaram nesta quinta-feira (30) a utilização de terapia genética para o tratamento de câncer pela primeira vez. A técnica, chamada de CAR T-cell, tem resultados promissores, mas ainda não chegou ao Brasil.

A liberação para o uso do terapia foi dada pela FDA, órgão regulador dos EUA similar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 12 de julho deste ano, um painel recomendou a aprovação do tratamento.

O órgão norte-americano tratou a decisão como "ação histórica" e diz que "inaugura uma nova abordagem para o tratamento de câncer e outras doenças graves que ameaçam a vida".

"Estamos entrando em uma nova fronteira para a inovação médica com capacidade de reprogramar as células do próprio paciente para atacar um câncer mortal", disse Scott Gottlied, integrante da FDA.

A Novartis, empresa que possui a patente da terapia nos Estados Unidos, publicou em seu site a decisão do órgão regulador. O tratamento, por enquanto, poderá ser feito em crianças e adultos com leucemia linfoide aguda (LLA) -- a taxa de remissão nestes casos é, em média, de 83%.

Pesquisas e casos
A técnica existe porque é uma parceria entre a Novartis e a Universidade da Pensilvânia. De acordo como jornal "The New York Times", os médicos Steven A. Rosenberg, Carl H. June e Michel Sadelain estão há décadas na vanguarda das pesquisas sobre o tratamento.

Como ele é feito? As células T do paciente, uma espécie de "soldados" do sistema imunológico, são extraídas do sangue. Depois, são modificadas geneticamente para reconhecer o câncer e, depois, destruí-lo. Elas são redesenhadas e modificadas em laboratório e depois devolvidas à corrente sanguínea. Em resumo: as próprias células do paciente são "treinadas" para combater o câncer.

A terapia celular por CAR T-Cell é um tratamento personalizado: precisa ser pensada e estudada de forma especial para cada paciente. Nos Estados Unidos, país onde está mais avançada, foi testada em centenas de pessoas, não em milhares, de acordo com o "The New York Times".

Durante o processo, os médicos precisam "derrubar" o sistema imunológico do paciente com câncer. Por isso, ainda se deve percorrer um longo caminho até entender e combater todos os efeitos colaterais que podem ser potencialmene letais.

No Brasil
A médica Yana Novis, coordenadora de onco-hematologia do Centro de Oncologia do Hospital Sírio- Libanês, disse que no Brasil há outros empecilhos para a aplicação da terapia.

"As barreiras são financeiras e tecnológicas, nós não temos as duas coisas. E para adquirir tudo isso existe um custo muito alto", explicou.

"O interesse de toda a comunidade científica é grande porque os resultados são promissores, mas não conheço nenhum lugar no mundo em que é feito em uma escala mais ampla", completou


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Surpresas para o câncer


Remédio que combate inflamação e terapia genética são as duas novas armas contra a doença
Bárbara Libório, de Barcelona
01.09.17 - 18h00
A redução da inflamação diminui o risco de doença cardíaca. No domingo 27, no Congresso Europeu de Cardiologia, a constatação foi confirmada e trouxe implicações maiores: inibir processos inflamatórios pode derrubar também a incidência e a mortalidade por câncer de pulmão. O estudo Cantos, comandado por Paul M. Ridker, diretor de Centro de Prevenção de Doenças Cardiovasculares no Brigham and Women’s Hospital, em Boston (EUA), e Peter Libby, especialista em medicina cardiovascular do mesmo hospital, mostrou que a administração do anti-inflamatório canakinumabe em pacientes com taxas de colesterol moderadas, que tiveram anteriormente um ataque cardíaco e apresentavam elevados níveis de proteína C reativa, um marcador de inflamação, diminuiu em 15% o risco de um novo evento como o infarto e o acidente vascular cerebral e a chance de morte.
O estudo revelou ainda que o remédio reduziu em 77% as taxas de mortalidade por câncer, especialmente o de pulmão, assim como sua incidência (67%). Isso sugere que a mesma via inflamatória que é um fator de risco para doenças cardíacas também pode iniciar ou estimular o crescimento de tumores. “Os dados são emocionantes porque apontam para a possibilidade de retardar a progressão de certos tipos de câncer”, disse Ridker à ISTOÉ. Para Libby, o resultado abre uma nova porta no tratamento dessa doença. “É um resultado preliminar que tem que ser estudado mais profundamente, mas é uma nova era anti-inflamatória que pode ser muito eficaz.”
A outra boa novidade foi a liberação para a venda, pelo órgão regulador americano FDA, da primeira terapia genética contra o câncer. Conhecida como CAR-T, ela consiste na alteração de células do próprio paciente para que identifiquem e combatam com maior eficácia as células tumorais. “É uma nova fronteira na luta contra a doença”, disse Scott Gottlieb, diretor da FDA.


DUAS DOENÇAS, O MESMO ALVO
Como age o medicamento

• Ele reduz a inflamação
• Hoje se sabe que o processo está envolvido  em várias patologias, entre elas a depressão,  ou eventos como o infarto
• Estudos indicam que está relacionado  também ao câncer, em especial o de pulmão
• Por isso, a pesquisa sobre a droga  gerou a hipótese de que o tratamento  e a redução da inflamação pode reduzir  a incidência e a mortalidade desse tipo  de tumor

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Anvisa aprova nova terapia contra câncer de pulmão

Ilustração esquemática de um pulmão humano (IStock/Getty Images)
O novo tratamento não se aplica a todos os pacientes mas, nos casos indicados, poderá substituir a quimioterapia
Por Natalia Cuminale
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira uma nova frente de tratamento contra o câncer de pulmão. O Keytruda, nome comercial do pembrolizumabe, será indicado como primeira linha de tratamento para os doentes com tumores com um marcador específico.
Segundo dados apresentados recentemente durante o congresso anual da American Society of Clinical Oncology, a ASCO, 61% dos pacientes do grupo que utilizaram o pembrolizumabe permaneceram vivos aos 18 meses de tratamento, em comparação com 43% do grupo da quimioterapia. Além disso, a nova terapia reduziu em 37% o risco de morte por qualquer causa.
O tratamento não se aplica a todos os pacientes, somente para aqueles com tumores classificados como de não pequenas células – 85% dos casos. Desse total, 30% apresentam altos níveis da proteína PD-L1. É esse grupo que poderá ser beneficiado pela nova terapia.
Por ter um mecanismo de ação específico, o pembrolizumabe tem menos efeitos colaterais quando comparado à quimioterapia, mais tóxica.  Em um estudo comparativo, 26,6% dos pacientes tratados com a nova terapia tiveram eventos adversos graves, enquanto os que utilizaram quimioterapia apresentaram uma taxa duas vezes maior.
O câncer de pulmão – o mais comum e o mais letal – é considerado a principal causa de morte por câncer em todo o mundo. São 30 000 novos casos todo ano no Brasil, com 24 000 mortes.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

A um passo da aprovação, terapia mudará o tratamento do câncer


Uma única célula geneticamente modificada é capaz de destruir até 100.000 células cancerígenas. (//iStock)

Um painel da FDA acaba de recomendar a aprovação de uma terapia que altera as células de pacientes com leucemia para combater o câncer
Por Da Redação  http://veja.abril.com.br/saude/a-um-passo-da-aprovacao-terapia-mudara-o-tratamento-do-cancer/

Um painel da FDA, agência americana que regulamenta alimentos e medicamentos, recomendou nesta quarta-feira a aprovação da primeira terapia 100% individual contra câncer no país. O tratamento em questão, fabricado pela Novartis e chamado CTL019, altera as próprias células do paciente, transformando-as no que os cientistas chamam de “droga viva”, de acordo com informações do jornal americano The New York Times, “programada” para combater a leucemia. O aval inédito deixa o medicamento um passo mais próximo da aprovação pela agência e abre caminho para uma nova era na medicina.
Em decisão unânime (10 a 0) o comitê da FDA afirmou que os benefícios da terapia superam seus riscos e recomendou sua aprovação para o tratamento de leucemia linfoblástica aguda de células B resistente ao tratamento ou com recidiva em crianças e jovens com idade entre 3 e 25 anos. Esse é o câncer mais comum diagnosticado em crianças, que representa aproximadamente 25% dos diagnósticos da doença em pacientes com menos de 15 anos. No entanto, o tratamento beneficiaria apenas os 15% dos casos nos quais a doença não responde ou volta.

Como funciona?
terapia, desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e posteriormente licenciada à Novartis, envolve a remoção de milhares de células T, um tipo de glóbulo branco, do paciente, por um centro médico aprovado. Em seguida, essas células são congeladas e enviadas a uma fábrica da farmacêutica onde o processo de modificação é realizado por meio de uma técnica de engenharia genética que emprega uma forma inativa de HIV, o vírus causador da aids, para levar o novo material genético às células e reprograma-las.
Esse processo “turbina” as células T para que elas se liguem à proteína CD-19, presente na superfície de quase todas as células B – componente natural do sistema imunológico que se torna maligno na leucemia – e as ataquem.  As células T geneticamente modificadas, chamadas receptoras de antígeno quimérico, são aplicadas na corrente sanguínea dos pacientes, onde se multiplicam e começam a combater o câncer. Uma única célula é capaz de destruir até 100.000 células cancerígenas. Essa capacidade deu a elas o apelido de “serial killers”.
Em estudos, a re-engenharia dessas células demorava cerca de quatro meses e muitos pacientes faleceram antes do tratamento ficar pronto. Mas, durante a reunião do painel, a Novartis afirmou que esse período foi reduzido para apenas 22 dias.
No entanto, como toda abordagem que usa o próprio sistema imunológico do paciente para combater o câncer, seus efeitos colaterais são graves. Alguns pacientes apresentaram febre desenfreada, pressão sanguínea no limite e congestionamento pulmonar. Outra ressalva dos especialistas foi em relação a possíveis danos futuros, ainda desconhecidos nesse tipo de terapia.
Por outro lado, uma única dose da nova terapia mostrou resultados surpreendentes: longas remissões e possíveis curas para pacientes que tinham suas esperanças esgotadas após todos os tratamentos disponíveis terem falhado.

Disponibilidade e preço
Como os efeitos colaterais demandam cuidados específicos, a Novartis afirmou que, se aprovado, o tratamento será inicialmente disponibilizado em cerca de 30centros treinados nos Estados Unidos. A companhia afirmou também que planeja submete-lo em outros mercados, como na União Europeia, até o final deste ano. No Brasil, a aprovação deverá demorar mais tempo.
Embora a companhia não tenha mencionado o preço, analistas ouvidos pelo The New York Times estimam que um tratamento assim possa custar mais de 300.000 dólares (cerca de 960.000 reais).


Novo tratamento para leucemia tem resultados surpreendentes
Mais de 90% dos pacientes com leucemia terminal submetidos ao método entraram em remissão. A técnica, que consiste em modificar geneticamente as células-T, foi divulgada durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, nos Estados Unidos
Por Da Redação
access_time16 fev 2016, 18h20 - http://veja.abril.com.br/saude/novo-tratamento-para-leucemia-tem-resultados-surpreendentes/
Uma nova terapia contra o câncer está sendo considerada extraordinária após mostrar sucesso em 94% dos pacientes com leucemia terminal que foram submetidos a ela. A técnica, que consiste em reprogramar as células-T para atacar o câncer, foi divulgada em dois estudos apresentados no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, realizado em Washington, nos Estados Unidos, entre os dias 11 e 15 de fevereiro.
Em um dos estudos, realizado por pesquisadores do Fred Hutchinson Cancer Research Centre, nos Estados Unidos, 26 pacientes com leucemia linfoblástica aguda em estado terminal, que não haviam respondido aos tratamentos tradicionais, foram submetidos à terapia. No ensaio, “células-T assassinas”, que agem destruindo tecidos infectados em nosso corpo, foram retiradas dos pacientes. Em seguida, elas foram modificadas geneticamente para projetar um novo mecanismo de segmentação – com o nome técnico de “receptores quiméricos de antígenos” – que atacasse o câncer.
Um ano e meio após este procedimento, 24 pacientes estavam em remissão completa, ou seja, não apresentavam mais sinais de câncer no corpo. “Estes primeiros dados são sem precedentes. Estes pacientes não haviam respondido a nenhum tratamento e obter tal taxa de resposta em casos tão avançados da doença é extraordinário. Uma dose única desta terapia colocou mais do que 90% dos pacientes em remissão completa, situação em que não se pode detectar qualquer destas células de leucemia”, disse Stanley Riddell, principal autor do estudo.
Apesar dos resultados animadores, especialistas ressaltam que o experimento ainda é apenas um pequeno passo. Isso porque os efeitos colaterais deste tipo de tratamento são gravíssimos. Os pacientes podem desenvolver síndrome de liberação de citocinas, que pode causar febre, hipotensão e neurotoxicidade. Dois pacientes do estudo morreram devido a tais complicações
Os autores ressaltam que em função do estado de saúde dos pacientes, que tinham entre dois e cinco meses de expectativa de vida antes do experimento, esses resultados podem ser aceitáveis. Mas não seriam em caso de pacientes com tumores mais leves. Além disso, por enquanto, a terapia mostrou-se efetiva apenas em tumores líquidos como os de sangue. Ainda não se sabe quais seriam os resultados em cânceres sólidos, como o de mama.
Outro estudo envolvendo a manipulação genética de células-T também foi apresentado no encontro e mostra que elas podem durar anos em nosso corpo. No experimento, Chiara Bonini, hematologista do Instituto Científico São Rafael, em Milão, na Itália, injetou uma terapia imune – que incluiu células-T – em dez pacientes que haviam passado por transplante de medula. Exames realizados 14 anos após o tratamento mostraram que as células-T injetadas ainda estavam no organismo dos pacientes. Estes resultados indicam o potencial duradouro de terapias imunológicas.
“As células-T são como um medicamento vivo com o potencial de persistir no corpo por toda a nossa vida. Por exemplo, quando você recebe uma vacina na infância vocês estará protegido contra aquela doença pelo resto da vida. Por quê? Isso acontece porque a célula-T encontra o antígeno e se ativa, ela mata o agente patogênico. Mas ela também persiste no corpo como uma célula de memória. Agora imagine traduzir esse efeito para a imunoterapia do câncer, ou seja, ter células-T de memória que se lembram do câncer e estão prontos para atacá-lo sempre que ele retornar”, explica Chiara.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Principal fator de risco para o câncer de próstata é a idade


Quinta-feira, 01/06/2017, às 06:00, por Mariza Tavares
http://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/principal-fator-de-risco-para-o-cancer-de-prostata-e-idade.html

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no mundo e a quinta principal causa de morte por câncer na população masculina. O principal fator de risco é a idade: 75% dos casos ocorrem a partir dos 65 anos. A maioria dos tumores cresce de forma lenta e pode até não dar sinais durante toda a vida, mas o histórico familiar é importante: quem tem pai ou irmão diagnosticado com câncer de próstata antes dos 60 tem de três a dez vezes aumentado o risco de desenvolver a doença.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a detecção precoce de um câncer compreende duas diferentes estratégias: uma destinada ao diagnóstico em pessoas que apresentam sinais iniciais da doença (diagnóstico precoce) e outra voltada para pessoas sem nenhum sintoma e aparentemente saudáveis (rastreamento). No caso da próstata, não há unanimidade em relação ao rastreamento por meio da realização de exames de rotina – geralmente toque retal e dosagem de PSA. Em seu site, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) informa que, “por existirem evidências científicas de boa qualidade de que o rastreamento do câncer de próstata produz mais dano do que benefício, o Instituto mantém a recomendação de que não se organizem programas de rastreamento para o câncer da próstata e que homens que demandam espontaneamente a realização de exames de rastreamento sejam informados por seus médicos sobre os riscos e benefícios associados a esta prática”.


No entanto, cientistas e pesquisadores americanos que integram o US Preventive Service Task Forces, órgão de prevenção ligado ao governo dos EUA, 
recentemente voltaram atrás em sua contraindicação para o exame do PSA. O teste é capaz de detectar a elevação de uma proteína produzida pela próstata, que é um indicativo de câncer. A principal crítica é porque o resultado pode ser um falso-positivo (a alteração pode ser causada por uma infecção ou pelo crescimento exagerado, mas benigno, da próstata), levando a procedimentos e cirurgias que poderiam ser evitados. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir de 50 anos devem conversar com seus urologistas sobre os exames de detecção precoce e que homens com fatores de risco (casos na família, negros e obesos) devem fazer essa consulta aos 45 anos.


Em seu estágio inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas, ou eles se assemelham aos do crescimento benigno do órgão: dificuldade de urinar ou necessidade de urinar mais vezes. Somente com o avanço da doença surgem problemas de ereção; sangue na urina; dor ou desconforto nos quadris, costas, peito ou outras áreas (no caso de metástase, ou seja, quando o câncer se espalhou para os ossos); fraqueza ou dormência nos pés ou pernas; perda do controle da bexiga ou do intestino. Há uma clara interferência no trabalho, no sono e na mobilidade, com impacto nas atividades diárias. É da maior importância consultar regularmente o médico e relatar qualquer alteração, para que ele avalie as melhores alternativas.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

SUS inclui medicamento de alto custo para pacientes em metástase do câncer de mama


Remédio será providenciado pelos órgãos de saúde em até 180 dias (Foto: Pixabay)

De acordo com mastologista, trastuzumabe dobra sobrevida de pacientes; dose do remédio custa cerca de R$ 10 mil.


Por Carolina Dantas, G1
08/08/2017 05h00  Atualizado há 2 horas

Em circulação há mais de 15 anos, o medicamento trastuzumabe é usado para o tratamento de um tipo específico de câncer de mama e pode dobrar a sobrevida de pessoas em metástase -- quando a doença já atinge outras áreas do corpo. O Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Ministério da Saúde, passou a abranger este público e irá fornecer a droga num prazo de 180 dias.

A decisão foi publicada pelo Diário Oficial da União na última quinta-feira (3). Em 2012, o governo havia liberado o uso para pacientes com o câncer, mas excluía os metastáticos. Hoje, mais de 3 mil pessoas com câncer de mama inicial e localmente avançado fazem o uso do trastuzumabe pelo SUS. Organizações como a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) reivindicavam a ampliação para acesso do medicamento a todos os tipos de pacientes.

No mercado, a droga custa cerca de R$ 10 mil a dose. Ela é usada no tratamento do câncer de mama do subtipo HER2+, o mais agressivo e que atinge um quinto das mulheres com tumor no seio. A célula cancerígena expressa o gene que leva o mesmo nome da doença, e o remédio bloqueia a ação desse gene, o que evita a proliferação.

"Estamos muito atrasados com essa aprovação. É uma droga fundamental para o tratamento deste tipo de câncer em qualquer fase e pode dobrar a sobrevida. O tratamento era feito com quimioterapia e sem ter alvo específico para o tipo da doença. Agora, vamos conseguir controlar melhor e por mais tempo", avaliou a mastologista e presidente da Femama, Maira Caleffi.

De acordo com a Femama, a droga "mudou a forma como o câncer é tratado no mundo". O trastuzumabe consta na lista básica para combater o câncer, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para guiar governos nas escolhas de oferta em suas políticas de saúde.


sábado, 5 de agosto de 2017

Garotinha vira 'super-mulher' em último dia de quimioterapia nos EUA

Pais e equipe médica vestiram a menina de apenas 1 ano com roupa de super-herói para comemorar fim do tratamento.



Por G1
04/08/2017 20h54  Atualizado há 9 horas


Emilie ao lado do pai, Eduardo, e seu doador de medula (Foto: Reprodução/Facebook)

Com apenas 1 ano, Emilie Meza já passou pela quimioterapia no Hospital Pediátrico John Hopkins em São Petersburgo, na Flórida. Ela foi diagnosticada com um tipo de câncer no sangue, chamado de leucemia mielogênica aguda, com apenas nove meses de vida. Nesta quarta-feira (2), foi fantasiada de 'super-mulher' após terminar a última etapa do tratamento.

Em sua página do Facebook, a família escreveu: "Hoje está sendo um dia tão especial, assustador, emocionante e cheio de alegria. Emilie recebeu alta do hospital, e estaremos perto da Casa Ronald McDonald a cerca de 5 minutos".

Durante a caminhada de Emilie vestida de "super-mulher", um sino comemorativo foi tocado para representar o fim da quimioterapia. "Ah, foi um sentimento incrível", dissa à emissora ABC News a mãe da menina, Roxana Meza. "Surgiram muitas lágrimas em meus olhos... lágrimas de alegria. Ela passou por muita coisa e não sabe o porquê, já que é tão pequena. Foi difícil em muitos momentos, mas sentir que a quimioterapia passou é incrível".

Quando descobriu o câncer, Emilie precisava de um transplante de medula óssea, mas não conseguiu nenhum doador compatível. Então, seu pai, Eduardo Meza, se tornou o doador.

"A primeira parte do processo de transplante ela já completou, limpando a medula óssea com altas doses de quimioterapia e substituindo pela do doador", disse o médico Benjamin Oshrine à ABC News. "Definitivamente, já foi uma viagem. Ainda há muito o que fazer".


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Como lidar com o corpo e os relacionamentos depois do câncer


Credit: National Cancer Institute

Cada um de nós tem uma imagem mental de como vemos nossa "auto-imagem". Embora nem sempre gostem da nossa aparência, estamos acostumados com nossa auto-imagem e aceitamos. Mas o câncer e seu tratamento podem mudar a forma como você se parece e se sente. Saiba que você não está sozinho em como você se sente. Muitos outros têm sentimentos semelhantes.

Alterações do corpo durante e após o tratamento
Mudanças na sua vida sexual
Namoro

Alterações do corpo durante e após o tratamento

Algumas alterações corporais são de curto prazo, enquanto outras vão durar para sempre. De qualquer forma, sua aparência pode ser uma grande preocupação durante ou após o tratamento. Por exemplo, as pessoas com ostomias após a cirurgia retal ou do cólon às vezes têm medo de sair. Eles se preocupam com o transporte de equipamentos ao redor do corpo ou temem que ele possa vazar. Alguns podem sentir vergonha ou ter medo de que outros os rejeitem.

Toda pessoa muda de maneiras diferentes. Alguns serão notáveis para outras pessoas, mas algumas mudanças apenas você notará. Para alguns, você pode precisar de tempo para se ajustar. Os problemas que você pode enfrentar incluem:

Perda de cabelo ou alterações na pele
Cicatrizes ou mudanças na forma como você parece causadas por cirurgia
Mudanças de peso
Perda de membros
Perda de fertilidade, o que significa que pode ser difícil engravidar ou ter um filho

Mesmo que os outros não possam vê-los, suas mudanças no corpo podem incomodá-lo. Sentimentos de raiva e tristeza sobre mudanças em seu corpo são naturais. Sentir-se mal com o seu corpo também pode diminuir o seu desejo sexual. Essa perda pode fazer você se sentir ainda pior em relação a você mesmo.

Alterações na forma como você olha também podem ser difíceis para seus entes queridos, o que, por sua vez, pode ser difícil para você. Por exemplo, pais e avós geralmente se preocupam com a aparência de um filho ou neto. Eles temem que as mudanças em sua aparência possam assustar a criança ou entrar no caminho de sua permanência próxima.

Each of us has a mental picture of how we look, our "self-image." Although we may not always like how we look, we're used to our self-image and accept it. But cancer and its treatment can change how you look and feel about yourself. Know you aren't alone in how you feel. Many others have similar feelings.

Body Changes during and after Treatment
Changes in Your Sex Life
Dating

Body Changes during and after Treatment

Some body changes are short-term while others will last forever. Either way, your looks may be a big concern during or after treatment. For example, people with ostomies after colon or rectal surgery are sometimes afraid to go out. They worry about carrying equipment around or fear that it may leak. Some may feel ashamed or afraid that others will reject them.

Every person changes in different ways. Some will be noticeable to other people, but some changes only you will notice. For some of these you may need time to adjust. Issues you may face include:

Hair loss or skin changes
Scars or changes in the way you look caused by surgery
Weight changes
Loss of limbs
Loss of fertility, which means it can be hard to get pregnant or father a child
Even if others can't see them, your body changes may trouble you. Feelings of anger and grief about changes in your body are natural. Feeling bad about your body can also lower your sex drive. This loss may make you feel even worse about yourself.

Changes in the way you look can also be hard for your loved ones, which in turn, can be hard on you. For example, parents and grandparents often worry about how they look to a child or grandchild. They fear that changes in their appearance may scare the child or get in the way of their staying close.


Lidar com as mudanças no corpo

Como você lida com as mudanças corporais?

Lamentar suas perdas e saber que está certo sentir-se triste, irritado e frustrado. Seus sentimentos são reais e você tem o direito de se afligir.
Tente se concentrar nas formas como o enfrentamento do câncer o tornou mais forte, mais sábio e mais realista.
Se a sua pele mudou pela radiação, pergunte ao seu médico sobre as formas de cuidar disso.
Procure novas maneiras de melhorar sua aparência. Um novo corte de cabelo, cor do cabelo, maquiagem ou roupas podem dar-lhe uma elevada. Se você está vestindo uma peruca, pode levá-la a um cabeleireiro para dar forma e estilo.
Se você optar por usar alguma prótese de mama, certifique-se de que se encaixa bem. Não tenha medo de pedir ajuda a alguém. E verifique seu plano de seguro de saúde para ver se ele vai pagar por isso.
Lidar com essas mudanças pode ser difícil. Mas, ao longo do tempo, a maioria das pessoas aprende a se adaptar a elas e seguir em frente. Se você precisar, pergunte ao seu médico para sugerir um conselheiro com quem você possa conversar sobre seus sentimentos.

Coping with Body Changes

How do you cope with body changes?

Mourn your losses and know it's okay to feel sad, angry, and frustrated. Your feelings are real, and you have a right to grieve.
Try to focus on the ways that coping with cancer has made you stronger, wiser, and more realistic.
If your skin has changed from radiation, ask your doctor about ways you can care for it.
Look for new ways to enhance your appearance. A new haircut, hair color, makeup, or clothing may give you a lift. If you're wearing a wig, you can take it to a hairdresser to shape and style.
If you choose to wear a breast form (prosthesis), make sure it fits you well. Don't be afraid to ask the clerk or someone close to you for help. And check your health insurance plan to see if it will pay for it.
Coping with these changes can be hard. But, over time, most people learn to adjust to them and move forward. If you need to, ask your doctor to suggest a counselor who you can talk with about your feelings.


Permanecendo ativo

Muitas pessoas acham que ficar ativo pode ajudar sua auto-imagem. Algumas coisas que você pode tentar são:

Caminhar ou correr
Fazer natação
Praticar um esporte
Fazer uma aula de ginástica
Levantar peso
Fazer alongamento ou ioga

Ser ativo o ajuda a lidar com as mudanças. Pode reduzir o estresse e ajudá-lo a relaxar. Também pode ajudá-lo a se sentir mais forte e com mais controle de seu corpo. Comece devagar, se você precisar, e faça no seu tempo. Fale com seu médico sobre maneiras de permanecer ativo.

Hobbies e trabalho voluntário também podem ajudar a melhorar sua auto-imagem e auto-estima. Você pode gostar de ler, ouvir música, fazer palavras cruzadas ou outros tipos de quebra-cabeças, jardim ou paisagem, ou escrever um blog, apenas para citar alguns. Ou você pode ser voluntário em uma igreja ou numa ong, ou se tornar um mentor ou tutor, por exemplo. Você pode achar que se sente melhor com você mesmo quando se envolve em ajudar os outros e fazer as coisas que você gosta

Staying Active

Many people find that staying active can help their self-image. Some things you can try are:

Walking or running
Swimming
Playing a sport
Taking an exercise class
Weight training
Stretching or yoga

You may find that being active helps you cope with changes. It can reduce your stress and help you relax. It may also help you to feel stronger and more in control of your body. Start slowly if you need to and take your time. Talk with your doctor about ways you can stay active.

Hobbies and volunteer work can also help improve your self-image and self-esteem. You may like to read, listen to music, do crossword or other kinds of puzzles, garden or landscape, or write a blog, just to name a few. Or you could volunteer at a church or a local agency, or become a mentor or tutor, for example. You may find that you feel better about yourself when you get involved in helping others and doing things you enjoy.


Mudanças na sua vida sexual

É comum que as pessoas tenham problemas com o sexo por causa do câncer e seu tratamento. Quando seu tratamento acabar, você pode sentir vontade de ter relações sexuais novamente, mas pode demorar algum tempo. Os problemas sexuais podem durar mais do que outros efeitos colaterais do tratamento do câncer. É importante procurar ajuda para aprender a se adaptar a essas mudanças.

Até então, você e seu cônjuge ou parceiro podem precisar encontrar novas maneiras de mostrar que você se importa um com o outro. Isso pode incluir tocar, segurar e abraçar.

Problemas Relacionados ao Tratamento

Problemas sexuais são muitas vezes causados por mudanças em seu corpo. Dependendo do câncer que você teve, você pode ter problemas de curto ou longo prazo com o sexo após o tratamento. Essas mudanças resultam da quimioterapia, radiação, cirurgia ou certos medicamentos. Às vezes, problemas emocionais como ansiedade, depressão, preocupação e estresse podem causar problemas com o sexo.

Que tipos de problemas ocorrem? As preocupações comuns são:

Preocupações com a intimidade após o tratamento. Alguns podem lutar com a imagem do corpo após o tratamento. Mesmo pensar em ser visto sem roupas pode ser estressante. As pessoas podem se preocupar que ter relações sexuais magoa ou que não poderão realizar ou se sentirão menos atraentes. Dor, perda de interesse, depressão ou medicamentos contra o câncer também podem afetar o desejo sexual.
Não é possível fazer sexo como antes. Alguns tratamentos contra o câncer causam alterações nos órgãos sexuais que também alteram sua vida sexual.
Alguns homens não podem mais obter ou manter uma ereção após tratamento para câncer de próstata, câncer de pênis ou câncer de testículos. Alguns tratamentos também podem enfraquecer o orgasmo de um homem ou torná-lo seco. Problemas menos comuns incluem ser incapaz de ejacular ou a ejaculação voltar para a bexiga.
Após o tratamento do câncer, algumas mulheres acham mais difícil, ou mesmo doloroso, fazer sexo. Embora alguns tratamentos contra o câncer possam causar esses problemas, pode não haver uma causa clara. Algumas mulheres também têm dor ou entorpecimento na área genital.
Ter sintomas de menopausa. Quando as mulheres entram na menipausa, podem sentir ondas de calor, secura ou aperto na vagina e/ou outros problemas que podem afetar seu desejo de fazer sexo.
Perder a capacidade de ter filhos. Alguns tratamentos contra o câncer podem causar infertilidade, tornando impossível que os sobreviventes de câncer tenham filhos. Mas tenha em mente que:

Dependendo da sua idade, do tipo de tratamento que recebeu e da duração do tratamento, você ainda pode ter filhos.
As famílias podem se unir de muitas maneiras. Algumas pessoas escolhem a adoção ou a maternidade de aluguel. Algumas pessoas se envolvem na vida de sobrinhas ou sobrinhos, ou em programas de orientação infantil.
Você pode escolher se concentrar em outros interesses e paixões na vida.
Você pode contatar a sua equipe de cuidados de saúde com perguntas ou preocupações, bem como com grupos de suporte liderados profissionalmente. Ou você pode entrar em contato com LIVESTRONG FertilityExit Disclaimer para obter mais informações e para encaminhamentos para programas de fertilidade nos Estados Unidos.
Peça por ajuda

Mesmo que você se sinta estranho, informe seu médico ou enfermeiro se você estiver tendo problemas com intimidade ou sexo. Pode haver tratamentos ou outras maneiras pelas quais você e seu ente querido pode dar prazer uns aos outros. Se o seu médico não pode falar com você sobre problemas sexuais, peça o nome de um médico que pode. Algumas pessoas também acham útil conversar com outros casais.

Os problemas sexuais nem sempre podem melhorar por conta própria. Às vezes, pode haver um problema médico subjacente que causa mudanças. Mudanças comuns e algumas soluções são:

Problemas de ereção. Podem ajudar a medicina, dispositivos assistenciais, aconselhamento, cirurgia ou outras abordagens.
Secagem vaginal. A seca ou o aperto na vagina podem ser causados pela menopausa. As opções para você podem ser: usar um lubrificante à base de água durante o sexo, usar dilatadores vaginais antes do sexo e/ou tomar hormônios ou usar um creme hormonal.
Fraqueza muscular. Você pode ajudar a fortalecer os músculos em sua área genital fazendo exercícios Kegel. Isto é, quando você pratica controlar seus músculos para parar o fluxo de urina. Você pode fazer esses exercícios mesmo quando não está urinando. Apenas aperte e relaxe os músculos enquanto estive sentado, pé ou andando.

Outras questões sobre as quais você quer falar incluem:

Preocupações sobre ter filhos. Discuta preocupações de planejamento familiar com seu médico. Se você é uma mulher, pergunte se você ainda precisa usar controle de natalidade, mesmo que não esteja tendo menstruaçção.
Falando com um conselheiro. Algumas pessoas acham que os problemas sexuais relacionados ao câncer começam a afastar seu relacionamento com seu parceiro. Se for esse o caso, pergunte a uma enfermeira ou assistente social se você pode conversar com um conselheiro. Falar com alguém sozinho, ou com seu parceiro, pode ajudar.
Vendo um especialista. Um terapeuta sexual pode ajudá-lo a falar abertamente sobre seus problemas, trabalhar com suas preocupações e criar novas maneiras de ajudar você e seu parceiro.
Informe ao seu parceiro como você sente

Falar com seu ente querido e compartilhar seus sentimentos e preocupações é muito importante. Mesmo para um casal que esteve junto há muito tempo, pode ser difícil ficar conectado.

Deixe o seu parceiro saber se deseja fazer sexo ou prefere apenas abraçar e beijar. Ele ou ela podem ter medo de fazer sexo com você. Ou seu parceiro pode estar preocupado em machucá-lo ou pensar que não está se sentindo bem.

Fale com o seu parceiro sobre quaisquer preocupações sobre sua vida sexual. Seja aberto sobre seus sentimentos e fique positivo para evitar a culpa.

Eu disse a minha esposa que meu amor por ela não era menos por causa de sua mastectomia. Eu estava muito mais preocupado que ela se livrasse do câncer.

Changes in Your Sex Life

It's common for people to have problems with sex because of cancer and its treatment. When your treatment is over, you may feel like having sex again, but it may take some time. Sexual problems can last longer than other side effects of cancer treatment. It's important to seek help in learning how to adapt to these changes.

Until then, you and your spouse or partner may need to find new ways to show that you care about each other. This can include touching, holding, hugging, and cuddling.

Treatment-Related Problems

Sexual problems are often caused by changes to your body. Depending on the cancer you had, you may have short-term or long-term problems with sex after treatment. These changes result from chemotherapy, radiation, surgery, or certain medicines. Sometimes emotional issues such as anxiety, depression, worry, and stress may cause problems with sex.

What types of problems occur? Common concerns are:

Worries about intimacy after treatment. Some may struggle with their body image after treatment. Even thinking about being seen without clothes may be stressful. People may worry that having sex will hurt or that they won't be able to perform or will feel less attractive. Pain, loss of interest, depression, or cancer medicines can also affect sex drive.
Not being able to have sex as you did before. Some cancer treatments cause changes in sex organs that also change your sex life.
Some men can no longer get or keep an erection after treatment for prostate cancer, cancer of the penis, or cancer of the testes. Some treatments can also weaken a man's orgasm or make it dry. Less common problems include being unable to ejaculate or ejaculation going backward into the bladder.
After cancer treatment, some women find it harder, or even painful, to have sex. While some cancer treatments can cause these problems, there may be no clear cause. Some women also have pain or numbness in their genital area.
Having menopause symptoms. When women stop getting their periods, they can get hot flashes, dryness or tightness in the vagina, and/or other problems that can affect their desire to have sex.
Losing the ability to have children. Some cancer treatments can cause infertility, making it impossible for cancer survivors to have children. But keep in mind that:
Depending on your age, the type of treatment you received, and the length of time since treatment, you may still be able to have children.
Families can come together in many ways. Some people choose adoption or surrogacy. Some people get involved in the lives of nieces or nephews, or in child mentoring programs.
You may choose to focus on other interests and passions in life.
You can reach out to your health care team with questions or concerns, as well as to professionally led support groups. Or you can contact LIVESTRONG FertilityExit Disclaimer for more information, and for referrals to fertility programs in the United States.
Ask for Help

Even though you may feel awkward, let your doctor or nurse know if you're having problems with intimacy or sex. There may be treatments or other ways you and your loved one can give each other pleasure. If your doctor can't talk with you about sexual problems, ask for the name of a doctor who can. Some people also find it helpful to talk with other couples.

Sexual problems may not always get better on their own. Sometimes there can be an underlying medical problem that causes changes. Common changes and some solutions are:

Erection problems. Medicine, assistive devices, counseling, surgery, or other approaches may help.
Vaginal dryness. Dryness or tightness in the vagina can be caused by menopause. Ask whether using a water-based lubricant during sex, using vaginal dilators before sex, and/or taking hormones or using a hormone cream are options for you.
Muscle weakness. You can help strengthen muscles in your genital area by doing Kegel exercises. This is when you practice controlling your muscles to stop the flow of urine. You can do these exercises even when you are not urinating. Just tighten and relax the muscles as you sit, stand, or go about your day.
Other issues you may want to talk about include:

Concerns about having children. Discuss family planning concerns with your doctor. If you're a woman, ask if you still need to use birth control, even if you are not getting your period.
Talking with a counselor. Some people find that sexual problems related to cancer start to strain their relationship with their partner. If this is the case, ask a nurse or social worker if you can talk to a counselor. Talking to someone alone, or with your partner, may help.
Seeing a specialist. A sex therapist may be able to help you talk openly about your problems, work through your concerns, and come up with new ways to help you and your partner.
Tell Your Partner How You Feel

Talking to your loved one and sharing your feelings and concerns is very important. Even for a couple that has been together a long time, it can be hard to stay connected.

Let your partner know if you want to have sex or would rather just hug, kiss, and cuddle. He or she may be afraid to have sex with you. Or your partner may be worried about hurting you or think that you're not feeling well.

Talk to your partner about any concerns you have about your sex life. Be open about your feelings and stay positive to avoid blame.

I told my wife that my love for her wasn't less because of her mastectomy. I was much more concerned that she be rid of cancer.


Encontrando maneiras de ser íntimo

Você ainda pode ter um relacionamento íntimo, apesar do câncer. A intimidade não é apenas física. Também envolve sentimentos. Aqui estão algumas maneiras de melhorar seu relacionamento íntimo:

Concentre-se em falar e renovar sua conexão.
Proteja seu tempo juntos. Desligue o telefone e a TV. Se necessário, encontre alguém para cuidar das crianças por algumas horas.
Vá devagar. Planeje uma hora para ficar juntos sem ser físico. Por exemplo, você pode querer ouvir música ou dar um passeio.
Tente um novo toque. O tratamento ou cirurgia de câncer pode mudar o corpo de um paciente. As áreas em que o toque era usado para se sentir bem agora podem estar entorpecidas ou dolorosas. Algumas dessas mudanças desaparecerão. Algumas ficarão. Por enquanto, vocês podem descobrir juntos quais tipos de toque para se sentir bem, como segurar e abraçar.
Sentir-se íntimo após o tratamento

Embora o tratamento do câncer possa acabar, os problemas sexuais podem permanecer por um tempo. Mas você pode encontrar outras maneiras de mostrar que você se importa um com o outro. Sentir-se perto do seu parceiro é importante.

Tenha orgulho do seu corpo. Você conseguiu através do tratamento!
Pense em coisas que o ajudem a sentir-se mais atraente e confiante.
Concentre-se no positivo. Tente estar atento aos seus pensamentos, pois eles podem afetar sua vida sexual.
Esteja aberto para mudar. Você pode encontrar novas formas de desfrutar da intimidade.

Namoro

Se você é solteiro, mudanças corporais e preocupações sobre sexo podem afetar o que você sente sobre o namoro. Enquanto você luta para aceitar as mudanças em você mesmo, você também pode se preocupar com a forma como os outros sentirão. Por exemplo, você pode se perguntar como alguém reagirá a coisas físicas, como perda de cabelo, cicatrizes ou ostomias. Ou poder trazer problemas sexuais ou de perda de fertilidade, o que pode tornar o relacionamento mais difícil ainda.

Começar a namorar novamente pode parecer um desafio. Você pode se perguntar como e quando contar a uma nova pessoa em sua vida sobre seu câncer e mudanças corporais. Para alguns sobreviventes de câncer, o medo de ser rejeitado os impede de buscar a vida social que eles gostariam de ter. Outros que escolhem não namorar podem enfrentar a pressão de amigos ou familiares para serem mais sociáveis. Aqui estão algumas ideias que podem tornar mais fácil voltar as situações sociais

Concentre-se em atividades que você tem tempo para desfrutar, como ir a festivais e passear em grupo, tomar aulas ou se juntar a um clube.
Tente não permitir que o câncer seja uma desculpa para não namorar e tentar conhecer pessoas.
Aguarde até sentir uma sensação de confiança e amizade antes de contar ao seu namorado sobre seu câncer.
Fale com seus amigos sobre namoro ou obtenha conselhos de outros sobreviventes de câncer.
Pense em namorar como um processo de aprendizagem com o objetivo de ter uma vida social que você desfrute. Você escolhe quem ou com que frequência você namora. E nem todos os namoros devem ser perfeitos. Se algumas pessoas o rejeitam (o que pode acontecer com ou sem câncer), você não falhou. Tente lembrar que nem todas os namoros funcionaram antes de você ter câncer. E, talvez, sua experiência de câncer lhe dê uma sensação de propósito e apreciação por um relacionamento que você não teve antes


Finding Ways to Be Intimate

You can still have an intimate relationship in spite of cancer. Intimacy isn't just physical. It also involves feelings. Here are some ways to improve your intimate relationship:

Focus on just talking and renewing your connection.
Protect your time together. Turn off the phone and TV. If needed, find someone to take care of the kids for a few hours.
Take it slow. Plan an hour or so to be together without being physical. For example, you may want to listen to music or take a walk.
Try new touch. Cancer treatment or surgery can change a patient's body. Areas where touch used to feel good may now be numb or painful. Some of these changes will go away. Some will stay. For now, you can figure out together what kinds of touch feel good, such as holding, hugging, and cuddling.
Feeling Intimate after Treatment

Although cancer treatment may be over, sexual problems may remain for a while. But you can find other ways to show that you care about each other. Feeling close to your partner is important.

Be proud of your body. It got you through treatment!
Think of things that help you feel more attractive and confident.
Focus on the positive. Try to be aware of your thoughts, since they can affect your sex life.
Be open to change. You may find new ways to enjoy intimacy.

Dating

If you're single, body changes and concerns about sex can affect how you feel about dating. As you struggle to accept the changes yourself, you may also worry about how others will feel. For example, you may wonder how someone will react to physical things, such as hair loss, scars or ostomies. Or it can feel awkward to bring up sexual problems or loss of fertility, which can make feeling close even harder.

Starting to date again may feel like a challenge. You may wonder how and when to tell a new person in your life about your cancer and body changes. For some cancer survivors, the fear of being rejected keeps them from seeking the social life they would like to have. Others who choose not to date may face pressure from friends or family to be more sociable. Here are some ideas that can make it easier to get back into social situations:

Focus on activities that you have time to enjoy, such as going to festivals and group outings, taking classes or joining a club.
Try not to let cancer be an excuse for not dating and trying to meet people.
Wait until you feel a sense of trust and friendship before telling a new date about your cancer.
Talk to your friends about dating or get advice from other cancer survivors.
Think about dating as a learning process with the goal of having a social life you enjoy. You get to choose who or how often you date. And not every date has to be perfect. If some people reject you (which can happen with or without cancer), you have not failed. Try to remember that not all dates worked out before you had cancer. And perhaps, your cancer experience gives you a sense of purpose and appreciation for a relationship that you didn't have before.

Updated: June 2, 2017

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