terça-feira, 8 de outubro de 2019
sábado, 5 de outubro de 2019
OUTUBRO ROSA
Outubro é o mês fixado para lembrar a inportância da prevenção do câncer.
A prevenção do câncer engloba ações realizadas para reduzir os riscos de ter a doença.
- O objetivo da prevenção primária é impedir que o câncer se desenvolva. Isso inclui evitar a exposição aos fatores de risco de câncer e a adoção de um modo de vida saudável.
- O objetivo da prevenção secundária é detectar e tratar doenças pré-malignas (por exemplo, lesão causada pelo vírus HPV ou pólipos nas paredes do intestino) ou cânceres assintomáticos iniciais.
As 12 dicas para prevenir o câncer indicadas pelo INCA são:
Não fume!
Essa é a regra mais importante para prevenir o câncer, principalmente os de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. Ao fumar, são liberadas no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes. Parar de fumar e de poluir o ambiente é fundamental para a prevenção do câncer.
Essa é a regra mais importante para prevenir o câncer, principalmente os de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. Ao fumar, são liberadas no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes. Parar de fumar e de poluir o ambiente é fundamental para a prevenção do câncer.
Alimentação saudável protege contra o câncer.
Uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e bebidas adoçadas, pode prevenir o câncer. A alimentação deve ser saborosa, respeitar a cultura local, proporcionar prazer e saúde e incluir alimentos regionais.
Uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e bebidas adoçadas, pode prevenir o câncer. A alimentação deve ser saborosa, respeitar a cultura local, proporcionar prazer e saúde e incluir alimentos regionais.
Mantenha o peso corporal adequado.
Umas das principais formas de evitar o câncer é ter uma alimentação saudável, ser fisicamente ativo e manter o peso corporal adequado. Estar acima do peso aumenta as chances de desenvolver câncer. Por isso, é importante controlar o peso por meio de uma boa alimentação e realizar atividade física, não há necessidade de serem aquelas modalidades sistematizadas ou que demandem a contratação de serviços como academias, que também podem ser opções.
Umas das principais formas de evitar o câncer é ter uma alimentação saudável, ser fisicamente ativo e manter o peso corporal adequado. Estar acima do peso aumenta as chances de desenvolver câncer. Por isso, é importante controlar o peso por meio de uma boa alimentação e realizar atividade física, não há necessidade de serem aquelas modalidades sistematizadas ou que demandem a contratação de serviços como academias, que também podem ser opções.
Pratique atividades físicas.
Você pode, por exemplo, caminhar, dançar, trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, cuidar da casa ou do jardim ou buscar modalidades como a corrida de rua, ginástica, musculação, entre outras. Experimente, ache aquela modalidade que você goste, aproveite e busque fazer dessas atividades um momento coletivo, prazeroso e divertido, com a família e amigos, ou faça da atividade física um momento introspectivo no qual você se conecta consigo, enfim, é possível encaixar a atividade física na rotina de cada um, seja através do deslocamento ativo indo ao trabalho ou outras atividades caminhando ou de bicicleta, são diferentes possibilidades.
Você pode, por exemplo, caminhar, dançar, trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, cuidar da casa ou do jardim ou buscar modalidades como a corrida de rua, ginástica, musculação, entre outras. Experimente, ache aquela modalidade que você goste, aproveite e busque fazer dessas atividades um momento coletivo, prazeroso e divertido, com a família e amigos, ou faça da atividade física um momento introspectivo no qual você se conecta consigo, enfim, é possível encaixar a atividade física na rotina de cada um, seja através do deslocamento ativo indo ao trabalho ou outras atividades caminhando ou de bicicleta, são diferentes possibilidades.
Amamente.
O aleitamento materno é a primeira ação de alimentação saudável. A amamentação até os dois anos ou mais, sendo exclusiva até os seis meses de vida da criança, protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil. A partir de seis meses da criança, deve-se complementar a amamentação conforme a dica sobre Alimentação saudável e proteção contra o câncer.
Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero a cada três anos.
As alterações das células do colo do útero são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica deste exame. Tão importante quanto fazer o exame é saber o resultado, seguir as orientações médicas e o tratamento indicado.
O aleitamento materno é a primeira ação de alimentação saudável. A amamentação até os dois anos ou mais, sendo exclusiva até os seis meses de vida da criança, protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil. A partir de seis meses da criança, deve-se complementar a amamentação conforme a dica sobre Alimentação saudável e proteção contra o câncer.
Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero a cada três anos.
As alterações das células do colo do útero são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica deste exame. Tão importante quanto fazer o exame é saber o resultado, seguir as orientações médicas e o tratamento indicado.
Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos.
A vacinação contra o HPV, disponível no SUS, e o exame preventivo (Papanicolaou) se complementam como ações de prevenção do câncer do colo do útero. Mesmo as mulheres vacinadas, quando chegarem aos 25 anos, deverão fazer um exame preventivo a cada três anos, pois a vacina não protege contra todos os subtipos do HPV.
A vacinação contra o HPV, disponível no SUS, e o exame preventivo (Papanicolaou) se complementam como ações de prevenção do câncer do colo do útero. Mesmo as mulheres vacinadas, quando chegarem aos 25 anos, deverão fazer um exame preventivo a cada três anos, pois a vacina não protege contra todos os subtipos do HPV.
Vacine contra a hepatite B.
O câncer de fígado está relacionado à infecção pelo vírus causador da hepatite B e a vacina é um importante meio de prevenção deste câncer. O Ministério da Saúde disponibiliza nos postos de saúde do País a vacina contra esse vírus para pessoas de todas as idades.
O câncer de fígado está relacionado à infecção pelo vírus causador da hepatite B e a vacina é um importante meio de prevenção deste câncer. O Ministério da Saúde disponibiliza nos postos de saúde do País a vacina contra esse vírus para pessoas de todas as idades.
Evite a ingestão de bebidas alcoólicas.
Seu consumo, em qualquer quantidade, contribui para o risco de desenvolver câncer. Além disso, combinar bebidas alcoólicas com o tabaco aumenta a possibilidade do surgimento da doença.
Seu consumo, em qualquer quantidade, contribui para o risco de desenvolver câncer. Além disso, combinar bebidas alcoólicas com o tabaco aumenta a possibilidade do surgimento da doença.
Evite comer carne processada.
Carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru e blanquet de peru podem aumentar a chance de desenvolver câncer. Os conservantes (como os nitritos e nitratos) podem provocar o surgimento de câncer de intestino (cólon e reto) e o sal provocar o de estômago.
Carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru e blanquet de peru podem aumentar a chance de desenvolver câncer. Os conservantes (como os nitritos e nitratos) podem provocar o surgimento de câncer de intestino (cólon e reto) e o sal provocar o de estômago.
Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar, inclusive nos lábios.
Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.
Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.
Evite exposição a agentes cancerígenos no trabalho.
Agentes químicos, físicos e biológicos ou suas combinações são causas bem conhecidas de câncer relacionado ao trabalho, e evitar ou diminuir a exposição a estes agentes seria o ideal e desejável. Mas para que isto ocorra de maneira satisfatória, é necessário o comprometimento de todos os envolvidos nos diversos processos de trabalho, visando a elaboração de planos para evitar o adoecimento dos trabalhadores. Também é fundamental a implementação de leis que obriguem e fiscalizem a substituição dos agentes causadores câncer no trabalho por outros mais saudáveis, quando já houver esta alternativa.
Agentes químicos, físicos e biológicos ou suas combinações são causas bem conhecidas de câncer relacionado ao trabalho, e evitar ou diminuir a exposição a estes agentes seria o ideal e desejável. Mas para que isto ocorra de maneira satisfatória, é necessário o comprometimento de todos os envolvidos nos diversos processos de trabalho, visando a elaboração de planos para evitar o adoecimento dos trabalhadores. Também é fundamental a implementação de leis que obriguem e fiscalizem a substituição dos agentes causadores câncer no trabalho por outros mais saudáveis, quando já houver esta alternativa.
segunda-feira, 16 de setembro de 2019
Ainda restrita, medicina personalizada é o futuro para o tratamento do câncer
O avanço em estudos de genes proporcionou a criação
de tratamentos e medicamentos personalizados para cada paciente. Atualmente, o
câncer é uma das principais causas de morte no mundo. De acordo com a OMS, só
em 2018, mais de 9,6 milhões morreram por causa da doença.
Com a medicina de precisão, essa realidade pode
mudar.
Um conjunto de técnicas e coletas de dados vem
revolucionando, aos poucos, o tratamento e atingindo bons resultados. A
fonoaudióloga Patrícia Lopes Batista Pinto foi diagnosticada com câncer de
pulmão em agosto de 2014 e viu na medicina personalizada uma forma de aliviar
os efeitos colaterais da quimioterapia.
“Comecei o tratamento como uma quimioterapia
convencional, como todos fazem. No início do tratamento, não haviam muitos
medicamentos que tratassem apenas do câncer de pulmão. A médica que me
acompanhou, e me acompanha até hoje, insistiu muito para que eu fizesse um
exame específico onde acontece uma pesquisa de mutação genética. Pelo meu
perfil ela achava que poderia ter alguma mutação, já que eu não tinha histórico
que pudesse justificar tudo isso.”
O material foi enviado para uma análise no exterior
e o laboratório identificou uma mutação genética na Patrícia. A partir da
descoberta, a fonoaudióloga começou a receber um tratamento específico para o
caso dela.
De acordo com o oncologista Marcos André da Costa,
esse tipo de personalização é o caminho para tratamentos mais eficazes. “Essas
drogas são o futuro da oncologia, temos drogas cada vez mais eficientes dentro
de cada categoria.”
A ideia é usar o mapeamento para identificar qual
gene é responsável pelo aparecimento de tumores e, a partir disso, saber qual a
melhor opção para tratá-lo.
Para Marcelo Oliveira, líder da Foundation
Medicine, um banco genético também é importante para tratamentos no futuro. “É
pra que com base na jornada de pessoas que já viveram a doença, você ajude
tratamentos futuros. O banco de dados é muito mais importante para o futuro do
que para o presente.”
No entanto, a medicina de precisão ainda é para
poucos. O acesso a esse tipo de tratamento contra o câncer é muito custoso.
Apesar disso, Marcelo Oliveira, que lidera uma empresa de testes genéticos, é
otimista, e acredita na universalização do tratamento:
“Muitos atores da sociedade hoje olham para a medicina personalizada. Eu posso dizer, sem medo de errar, que todos estão buscando melhores preços, diminuição de custo, para que o sistema seja mais sustentável.”
“Muitos atores da sociedade hoje olham para a medicina personalizada. Eu posso dizer, sem medo de errar, que todos estão buscando melhores preços, diminuição de custo, para que o sistema seja mais sustentável.”
De acordo com ele, gerenciar melhor os recursos é
um dos grandes objetivos de toda a cadeia de saúde, para que mais pessoas
tenham acesso a um sistema de qualidade.
*Com informações da repórter Marcella Lourenzetto
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
Tratamentos do Câncer
Após o diagnóstico da doença, o médico discutirá
com o paciente as opções de tratamento, que dependerão do tipo e estágio do
tumor, localização, estado de saúde geral do paciente e dos possíveis efeitos
colaterais.
Os principais tipos de tratamentos contra o câncer são:
Os principais tipos de tratamentos contra o câncer são:
·
Cirurgia. A cirurgia oncológica é o mais antigo tipo de
terapia contra o câncer. É o principal tratamento utilizado para vários tipos
de câncer e pode ser curativo quando a doença é diagnosticada em estágio
inicial. A cirurgia também pode ser realizada com objetivo de diagnóstico, como
na biopsia cirúrgica, alívio de sintomas como a dor e em alguns casos de
remoção de metástases quando o paciente apresenta condições favoráveis para a
realização do procedimento.
·
Quimioterapia. O tratamento quimioterápico utiliza
medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um
tratamento sistêmico, atinge não somente as células cancerosas como também as
células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por
via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral
e pode ser feita aplicando um ou mais quimioterápicos. A quimio de acordo com
seu objetivo, pode ser curativa (quando usada com o objetivo de obter o
controle completo do tumor), adjuvante (quando realizada após a cirurgia, com
objetivo de eliminar as células cancerígenas remanescentes, diminuindo a
incidência de recidiva e metástases à distância), neoadjuvante (quando
realizada para reduzir o tamanho do tumor, visando que o tratamento cirúrgico
possa ter maior sucesso) e paliativa (sem finalidade curativa, é utilizada para
melhorar a qualidade da sobrevida do paciente).
·
Radioterapia. É o uso das radiações ionizantes para
destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor.
Existem vários tipos de radiação, porém as mais utilizadas são as
eletromagnéticas (Raios X ou Raios gama) e os elétrons (disponíveis em
aceleradores lineares de alta energia). Embora as células normais também possam
ser danificadas pela radioterapia, geralmente elas podem se reparar, o que não
acontece com as células cancerígenas. A radioterapia é sempre
cuidadosamente planejada de modo a preservar o tecido saudável, tanto quanto
possível. No entanto, sempre haverá tecido saudável que será afetado pelo
tratamento, provocando possíveis efeitos colaterais. Existem vários tipos de
radioterapia e cada um deles têm uma indicação específica dependendo do tipo de
tumor e estadiamento da doença: radioterapia externa, radioterapia
conformacional 3D, radioterapia de intensidade modulada (IMRT), radiocirurgia
estereotáxica (Gamma Knife) e braquiterapia. A radioterapia pode ser utilizada
como o tratamento principal do câncer, como tratamento adjuvante (após o
tratamento cirúrgico), como tratamento neoadjuvante (antes do tratamento
cirúrgico), como tratamento paliativo, para alivio de sintomas da doença como
dor ou sangramento e para o tratamento de metástases.
·
Hormonioterapia. É uma modalidade terapêutica que tem como
objetivo impedir a ação dos hormônios em células sensíveis. Algumas células
tumorais possuem receptores específicos para hormônios, como os de estrógeno,
progesterona e andrógeno e em alguns tipos de câncer, como o de mama e de
próstata, esses hormônios são responsáveis pelo crescimento e proliferação das
células malignas. Portanto a hormonioterapia é uma forma de tratamento
sistêmico que leva à diminuição do nível de hormônios ou bloqueia a ação desses
hormônios nas células tumorais, com o objetivo de tratar os tumores malignos
dependentes do estímulo hormonal. A hormonioterapia pode ser usada de forma
isolada ou em combinação com outras formas terapêuticas.
·
Terapia Alvo. É um tipo de tratamento sistêmico que utiliza
medicamentos alvo moleculares que atacam especificamente ou ao menos
preferencialmente determinados elementos encontrados na superfície ou no
interior das células cancerosas. Cada tipo de terapia alvo funciona de uma
maneira diferente, mas todos alteram a forma como uma célula cancerígena
cresce, se divide, se auto repara, ou como interage com outras células. Os
medicamentos alvo moleculares podem ser utilizados de forma isolada ou em
combinação com outras formas terapêuticas.
·
Imunoterapia. É um tratamento biológico cujo objetivo é
potencializar o sistema imunológico, utilizando anticorpos produzidos pelo
próprio paciente ou em laboratório. O sistema imunológico é responsável por combater
infecções, além de outras doenças. Atuando no bloqueio de determinados fatores,
a imunoterapia provoca o aumento da resposta imune, estimulando a ação das
células de defesa do organismo, fazendo que essas células reconheçam o tumor
como um agente agressor.
·
Medicina Personalizada. É um conceito que visa tratar a saúde do
paciente de maneira exclusiva, analisando cada caso individualmente, levando em
conta informações individualizadas em relação à historia e dados clínicos,
genéticos (genes), genômicos (DNA) e ambientais do paciente. A medicina
personalizada considera cada paciente único e pode ser utilizada para entender
a genética de uma pessoa e compreender a biologia do tumor. Com base nessas
informações, os médicos esperam identificar estratégias de prevenção,
rastreamento e tratamento que possam ser mais eficazes e com menos efeitos
colaterais do que seria esperado em tratamentos convencionais.
·
Transplante de Medula
Óssea. A medula óssea é encontrada no
interior dos ossos e contêm as células-tronco, responsáveis pela formação dos
componentes do sangue: hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos
brancos) e plaquetas. O transplante de medula óssea (TMO) é a coleta da medula
óssea para o tratamento de alguns tipos de câncer, por exemplo, leucemias,
linfomas e mieloma múltiplo. Após quimioterapia em altas doses, associada ou
não à radioterapia, o paciente (receptor) recebe a medula óssea por meio de uma
transfusão, provenientes do próprio paciente ou de um doador. O transplante de
medula óssea pode ser: alogênico (quando a medula ou as células precursoras
provêm de outro indivíduo (doador), o doador e o receptor são pessoas
diferentes) ou autólogo (quando a medula ou as células precursoras provêm do
próprio indivíduo transplantado, o doador e o receptor são a mesma pessoa).
É importante que todas as opções de tratamento
sejam sempre discutidas com o médico, bem como sua eficácia e seus possíveis
efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às
necessidades de cada paciente.
terça-feira, 20 de agosto de 2019
Estudo da UFU pretende identificar tumores de mama e próstata com maior eficácia
Pesquisas são desenvolvidas no
Laboratório de Biotecnologia do campus Patos de Minas/UFU (Foto: Thaise
Araújo/Arquivo Pessoal)
Pesquisa inédita desenvolvida no campus Patos de Minas da Universidade
Federal de Uberlândia (UFU) busca nortear métodos de tratamento para o câncer.
Por
Caroline Aleixo, G1 Triângulo Mineiro
15/10/2017 09h14 Atualizado há 2 horas
Uma pesquisa
desenvolvida pelo Laboratório de Genética e Biotecnologia no campus Patos de
Minas, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), busca identificar com maior
eficácia os tumores a fim de orientar os procedimentos corretos no tratamento
do câncer de mama e próstata.
O estudo,
coordenado pela professora e pesquisadora Thaise Gonçalves de Araújo, utiliza
os fundamentos da Oncologia Molecular e conta com o apoio de cerca de 20 alunos
de iniciação científica, mestrado e doutorado do curso de Biotecnologia.
O foco
principal está voltado ao estudo do câncer de mama. Os trabalhos são
desenvolvidos inicialmente com 200 pacientes de hospitais especializados no
tratamento de câncer em Uberlândia, Barretos e interior de São Paulo.
São
desenvolvidas três linhas de pesquisa que buscam entender o funcionamento do
tumor e fazer o controle de anticorpos e uso de peptídeos para manipular o
material genético para, depois, estabelecer o perfil dos pacientes.
“A gente trata
as células com nossos fitoterápicos e vamos acompanhando se estão entrando ou
não em morte celular. A partir da identificação do perfil e do agrupamento das
pacientes, podemos modelar o crescimento ou a redução tumoral”, explicou
Thaise.
De acordo com a
pesquisadora, separar as pacientes em grupos é importante para direcionar as
terapias, já que cada uma tem um perfil estabelecido conforme estágio da
doença.
Mas ela reforça
que ainda não se trata de uma cura para o câncer, mas de uma metodologia capaz
de tipificar a doença (biomarcadores) para que os pacientes tenham melhor
resposta aos tratamentos. “Nosso objetivo é fazer uma comunicação direta com a
clinica. Tentar dizer para o médico qual o melhor tratamento terapêutico para o
paciente, com melhores estratégias”, reforçou.
Em 2015, a
pesquisa inédita com uso de uma das moléculas trabalhadas pelo grupo da UFU foi
premiada em um concurso promovido pelo Instituto do Câncer de São Paulo
(Icesp).
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
Atezolizumabe: aprovada imunoterapia contra câncer de mama
Tratamento
beneficiou mulheres que têm um dos tipos mais agressivos do tumor
16/05/2019
- 14h13minAtualizada
em 20/05/2019 - 10h31min
Droga é usada
em combinação com a quimioterapiareprodução / reprodução
Um novo tratamento para combater um dos mais agressivos tipos de câncer de mama foi aprovado pela
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta semana. O atezolizumabe, do laboratório
Roche, é destinado ao tratamento do câncer de mama triplo-negativo. Agora,
o medicamento passa pelo processo de precificação, feito pela Câmara de
Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), o que dura cerca de três meses antes
de chegar ao mercado.
A terapia, explica Carlos Barrios, diretor do Centro de Pesquisa em
Oncologia do Hospital São Lucas da PUCRS e médico do grupo Oncoclínicas, foi
desenvolvida porque nem todas as pacientes têm o mesmo tipo de câncer:
— Depois do diagnóstico, precisamos classificar essas pacientes com o
subtipo, pois o tratamento depende disso.
O triplo-negativo é denominado a partir da ausência da expressão de três
biomarcadores comumente empregados na classificação da doença: receptor de
estrógeno, receptor de progesterona e proteína HER-2. Segundo Barrios, o
triplo-negativo é o que tem pior prognóstico e é mais agressivo, pois se
prolifera com facilidade para outras partes do corpo como pulmões, ossos,
cérebro e fígado.
— Esse grupo de pacientes se trata exclusivamente com quimioterapia. E
foi nesse nicho que se fez o estudo — completa o médico.
Todas as pacientes selecionadas para a pesquisa tinham este subtipo de
câncer. Elas foram divididas em dois grupos: um que foi tratado só com quimioterapia
e outro que recebeu quimio e o novo medicamento. Na comparação entre as duas
amostras, as que receberam a imunoterapia tiveram sobrevida de 25 meses, contra
15 meses das que só fizeram quimio.
— Mas o que é a imunoterapia? Este remédio faz com que o sistema
imunológico "acorde" e reaja contra o tumor. Assim, ele reconhece o
tumor e o ataca, pois uma das formas que, eventualmente, o câncer se desenvolve
é se escondendo desse sistema.
Entre as pacientes com câncer triplo-negativo, o tratamento se mostrou
mais benéfico para o grupo de mulheres que tinham o biomarcador chamado de
proteína PDL-1, que representa 41% dos casos.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o câncer de
mama é o que mais acomete as brasileiras, representando 29,5% da incidência da
doença no país entre as mulheres e quase 60 mil novos casos ao ano. O
triplo-negativo representa em torno de 15% deste total.
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Novo tratamento para câncer de pâncreas começa a ser testado em humanos nos EUA
O
câncer de pâncreas tem uma das mais altas taxas de mortalidade entre todos os
tipos da doença. — Foto: Pixabay
Pesquisadores da Universidade de Utah
combinaram dois medicamentos que tiveram efeito promissor contra a doença em
testes de laboratório. O tumor no órgão é um dos mais letais: apenas 1 a cada 5
pacientes sobrevivem um ano depois do diagnóstico.
Por Lara Pinheiro,
G1
05/03/2019 11h05 Atualizado há 2
meses
Cientistas da Universidade de
Utah, nos Estados Unidos, descobriram uma nova estratégia para tratar o câncer
de pâncreas que já está sendo testada em humanos. O estudo sobre o tratamento,
que é uma combinação de duas drogas ingeridas por via oral, foi publicado nesta
segunda (4) na revista ‘Nature Medicine’.
As medicações agem de duas
formas:
·
Elas impedem a ação
anormal de um gene, o Kras, que ocorre em tumores no pâncreas. Os cientistas já
sabiam que, quando ele tem uma mutação, acaba promovendo o crescimento e a
divisão das células de forma anormal. Assim, o tumor cresce.
·
Os remédios atrapalham
o processo de autofagia das células do tumor. A autofagia é um mecanismo no
qual a célula “come” a si mesma para obter energia.
Os cientistas já sabiam que esses
fatores ajudavam o tumor a crescer. Por isso, ambos os tipos de medicamento já
haviam sido usados, individualmente, para combater o câncer de pâncreas, mas
sem resultado. A novidade é que os pesquisadores perceberam que, quando
combinados, eles têm efeito para combater o tumor.
“Nós conseguimos observar que a
combinação dessas duas drogas — que, quando usadas individualmente, não têm
muito impacto na doença — parece ter um impacto muito potente no crescimento do
tumor. Nós observamos isso em culturas de células no laboratório, em modelos
com ratos e, agora, em um paciente com câncer de pâncreas — em menos de dois
anos. É uma linha do tempo raramente vista na medicina”, afirmou o pesquisador
Martin McMahon, um dos autores do estudo.
O primeiro paciente que testou os
medicamentos acabou não resistindo à doença, mas respondeu bem ao tratamento,
segundo outro cientista que participou da pesquisa.
“O paciente tinha feito cirurgia
e várias doses de quimioterapia antes dessa combinação. Apesar de ter falecido,
respondeu de forma notável a essas drogas por vários meses”, explicou Conan
Kinsey. Ele disse, ainda, que os resultados da combinação precisam ser
avaliados em estudos clínicos (em humanos) para descobrir se é possível
conseguir bons resultados em outras pessoas.
Os testes desse tipo já estão
sendo conduzidos na Universidade do Texas e têm previsão de acontecer na
Universidade da Califórnia em San Francisco e na Universidade de Columbia, em
Nova York.
Alta mortalidade
O câncer de pâncreas é uma das
formas mais letais da doença. Apenas 20 a cada 100 (ou 1 a cada 5) pacientes
com o tumor continuam vivos um ano depois do diagnóstico. Cinco anos depois da
detecção da doença, esse número cai para 7 a cada 100, segundo a Sociedade
Americana do Câncer.
De acordo com o Instituto
Nacional do Câncer (Inca), essa alta taxa de mortalidade acontece por conta do
diagnóstico tardio.
Para Axel Behrens, que estuda a
relação entre câncer e células-tronco no Instituto Francis Crick, em Londres,
esse atraso na detecção se dá por alguns fatores, como a facilidade de
metástase da doença, a ausência de sintomas iniciais e a falta de marcadores no
sangue — como há no câncer
de próstata, por exemplo.
"O problema é que, muito frequentemente, no momento do diagnóstico
o paciente apresenta metástase. O pâncreas é um órgão muito vascularizado,
então é muito fácil para o câncer ir para o fígado, porque existem muitos dutos
que levam até lá — e aí há metástase. Além disso, o câncer é, por um longo
tempo, assintomático: a pessoa tem o tumor, mas se sente bem. Só quando ele
fica muito grande a pessoa começa a se sentir mal e sentir dor. E não existe um
marcador diagnóstico que pode ser usado para detectar uma doença
assintomática", explica Behrens, que não participou do estudo.
O Inca também não recomenda o
rastreamento rotineiro da doença, por não haver evidência de que ele traz
benefícios, mas recomenda investigar sintomas como pele amarela (icterícia),
urina escura, cansaço, perda de apetite e peso e dor em abdômen superior e
costas.
Reforço
A pesquisa na Universidade de
Utah foi reforçada por um outro estudo, separado, também publicado nesta
segunda (4) na mesma revista. Cientistas da Universidade da Carolina do Norte
chegaram a conclusões semelhantes sobre o papel do gene Kras e da autofagia no
crescimento do adenocarcinoma, tipo mais comum do câncer do pâncreas.
Primeiro, descobriram que
bloquear a ação anormal do gene aumentava a dependência da célula na autofagia
— ou seja, com o Kras bloqueado, ela passava a “comer a si mesma” mais do que o
normal. Depois, eles bloquearam a própria autofagia.
“A autofagia é um processo no
qual células do câncer reciclam materiais, em vez de se livrar deles. O que nós
descobrimos foi que, se você bloquear o caminho mais importante para a energia
— a glicólise — a célula cancerígena começa a sofrer e começa a autofagia.
Assim, o câncer se torna mais dependente da autofagia e mais sensível ao
inibidor dela”, explicou Channing Der, um dos autores do estudo.
Os testes foram realizados tanto
em células de camundongo quanto humanas, e devem começar a ser feitos em
humanos, combinando dois medicamentos, na Universidade do Texas.
Marcadores genéticos
Um terceiro estudo, não
relacionado e também publicado nesta segunda (4) em outra revista, por
cientistas da Universidade de Pittsburgh, mostrou que, em 17% dos casos da
doença, há um marcador genético que indica se o tumor pode ser tratado com
quimioterapia que já existe.
Os pesquisadores caracterizaram o
código genético de 3.594 amostras de tumor no órgão vindas de pacientes ao
redor do mundo. Eles descobriram que há genes que predispõem uma família
inteira a desenvolver a doença, como no caso do câncer
de ovário.
Determinar o perfil de cada tumor
pode ajudar a escolher a melhor forma de tratamento para cada caso. “As pessoas
têm buscado esses marcadores por um longo tempo, e o nosso estudo mostra que é
possível dividir os pacientes com câncer de pâncreas em categorias de
tratamento diferentes”, explicou um dos autores da pesquisa, Nathan Bahary.
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