quarta-feira, 11 de maio de 2022

Cientistas descobrem o que tornou ser humano mais propenso ao câncer

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 06 de Maio de 2022 às 08h30

claudioventrella/Envato

 


Mudança no DNA tornou a humanidade mais sujeita ao câncer (Imagem: Spectral/Envato)

Segundo estudo publicado na Cell Reports, uma pequena mudança em nosso DNA foi responsável por deixar a humanidade mais sujeita ao câncer, doença relativamente rara em outros primatas. Para descobrir isso, cientistas do Memorial Sloan Kettering Cancer Center (EUA) compararam centenas de genes entre humanos e outras espécies de primatas.

Os pesquisadores descobriram que o ser humano passou por uma mutação de um gene chamado BRCA2, que está envolvido na regeneração do DNA. Essa mudança reduziu em 20% a capacidade de reparação do DNA, em comparação com outras versões primatas do gene. A teoria é que essa mutação explica as taxas mais altas de câncer.

As informações reforçam teorias de estudos anteriores, em que pessoas com determinadas variantes do gene BRCA2 têm um risco ainda maior de desenvolver câncer de mama ou de ovário. Por enquanto, os autores do estudo ainda não têm uma resposta exata para a causa que levou o gene a evoluir a ponto de se tornar menos ativo em humanos do que em outros primatas.

Uma das possibilidades apresentadas pelos pesquisadores é que a atividade reduzida de BRCA2 tenha sido selecionada em humanos para aumentar a fertilidade. Acontece que estudos anteriores relacionaram uma variante desse gene com uma facilidade maior para engravidar.

De qualquer forma, a ideia dos pesquisadores é que, tendo em mãos o conhecimento dessa mutação no gene BRCA2, futuras pesquisas possam levar a novos tratamentos contra o câncer.

Em abril, uma equipe do Cambridge University Hospitals (Reino Unido) conseguiu mapear o genoma dos tumores de cerca de 12 mil pessoas, o que permitiu a descoberta de novos padrões genéticos do câncer.

Fonte: Cell Reports, New Scientist

 

https://canaltech.com.br/saude/cientistas-descobrem-o-que-tornou-ser-humano-mais-propenso-ao-cancer-215583/

segunda-feira, 11 de abril de 2022

‘Em três anos o tratamento do câncer viverá uma revolução’, diz oncologista

À frente de projeto de lei para reduzir a burocracia na inclusão de remédios orais contra tumores pelos planos de saúde, Fernando Maluf aponta que, no futuro, doença pode se tornar crônica

Adriana Dias Lopes

29/08/2021 - 04:30

SÃO PAULO — Nos últimos dias, uma grande mobilização popular se formou no país entre os pacientes com câncer. O objetivo é derrubar o recente veto que o presidente Jair Bolsonaro impôs ao projeto de lei que obriga os planos de saúde a pagarem os remédios orais contra a doença. Em poucos dias, um abaixo-assinado liderado Instituto Vencer o Câncer arregimentou 145 mil assinaturas colhidas pela plataforma a Change.org. “A liberação salvaria a vida de 50 mil pessoas anualmente, já que essas medicações são responsáveis por 70% dos tratamentos oncológicos”, diz o oncologista Fernando Maluf, dos hospitais Beneficência Portuguesa e do Albert Einstein, em São Paulo, idealizador do projeto. A seguir, Maluf detalha o impacto da ausência desse tipo de droga no tratamento dos tumores e fala dos tratamentos que chegarão em um prazo curto de tempo e transformarão o perfil da doença no mundo.

Por que os remédios orais são tão importantes no tratamento do câncer?

Sete em cada dez remédios oncológicos são orais. E menos de 5% das farmacêuticas produzem um mesmo medicamento em duas versões, oral e injetável. Significa que estamos sendo privados de mais da metade das medicações disponíveis mundialmente. Essas terapias orais foram criadas para quase todo tipo de tumor. O veto ao projeto de lei que facilita o acesso aos doentes é um erro capaz de ceifar milhares de vida por ano, entre crianças, adolescentes e adultos.

Quais são os obstáculos para eles entrarem no Brasil?

A liberação dos orais pouparia a vida de 50 mil pessoas ao ano no país. Não estou nem me referindo aqui ao Sistema Único de Saúde, um cenário muito mais abrangente e complexo. Falo dos que têm acesso a planos de saúde. Muitas pessoas não sabem do processo de autorização dos remédios orais, completamente diferente em relação aos intravenosos. Quando uma droga é desenvolvida, a empresa farmacêutica submete o estudo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No caso dos remédios intravenosos para câncer, assim que a Anvisa libera, eles ficam disponíveis para o uso de pacientes que tenham convênio médico. Só que para as medicações orais há mais uma etapa, eles têm de passar por uma segunda aprovação, feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Esse aval pode levar até três anos para ocorrer. Ou seja, para muitos doentes, não dá mais tempo para receber o tratamento. São remédios caros, que custam de 5 mil a 30 mil reais ao mês, pouquíssimas pessoas podem comprá-los. Não existe isso em lugar nenhum no mundo, só no Brasil. Essa segunda etapa não é baseada em nenhum parâmetro médico. O projeto de lei retira a necessidade de existir essa segunda lista de aprovação. A Anvisa é a responsável pela liberação de remédios, não faz sentido essa burocracia.

Mesmo com os avanços nos conhecimentos da doença, o câncer é ainda a segunda causa de morte no mundo. A medicina um dia vai vencer essa batalha?

As últimas descobertas nos fizeram ver a doença de uma outra forma e justificam o fato da incidência ser cada vez maior. Pelo menos a metade dos tumores está relacionada ao estilo de vida. É muita coisa. De 10% a 15% estão associados à genética e o restante a uma série de fatores, incluindo infecções, como hepatite e HPV. Um dos maiores impactos dos maus hábitos está na má alimentação – consumo exagerado de enlatados, embutidos e gorduras, por exemplo. Uma dieta desregrada pode ter o mesmo peso que o cigarro, para você ter uma ideia. Defendo inclusive a ideia de que os alimentos que estimulam o surgimento do câncer sejam vendidos em embalagens com o alerta de que são nocivos, assim como se faz com o cigarro. Idem para o álcool, outro fator de risco. Comprar uma pinga com uma pessoa morrendo no rótulo inibiria muita gente. O sedentarismo influencia também. A atividade física é protetora, assim como os bons alimentos, como a cúrcuma, o tomate e o chá verde.

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O que devemos esperar de novidades nos tratamentos em um prazo curto de tempo?

Eu diria que muito brevemente, em no máximo em dois ou três anos, o perfil da doença será outro. Teremos uma revolução nos tratamentos do câncer. Há pelo menos duas novidades que me entusiasmam muito. Uma delas são os testes moleculares, os biomarcadores, já disponíveis para alguns tumores, mas que se tornarão ainda mais sofisticados. Como se fosse uma roupa feita por um alfaiate, trata-se de um recurso que permite identificar o câncer de forma individual, com o rastreamento do subtipo do tumor que acomete o doente. Isso torna o tratamento mais preciso, eficaz. Ele vai também servir para avaliar um paciente que tenha se submetido a tratamentos, se ele está ou não de fato curado, e eliminar muitas vezes os infinitos exames que hoje são feitos nessa fase. Esses biomarcadores podem, inclusive, definir que uma pessoa não precisa ser tratada. A depender do tipo do câncer, como muitos de próstata, a melhor opção é essa mesma, não tratar. Apenas observar por exames se a doença evolui ou não e descartar terapias desnecessárias ou inefetivas. Muito em breve teremos também uma sorte de remédios, mais especificamente de anticorpos, ligados a drogas que colam diretamente no tumor e liberam o remédio dentro das células doentes.

Há novidades tão expressivas na área dos diagnósticos?

Teremos dentro desse prazo testes genéticos que rastreiam o câncer cinco anos antes de ele atingir os órgãos. Ou seja, poderemos tratar a doença antes de ela se manifestar pelos exames clínicos convencionais.

O que falta para se chegar à cura total dos cânceres?

Nos últimos dez anos evoluímos drasticamente. Hoje, cerca de 70% dos tumores rastreados no início são curados. A taxa com o câncer de próstata chega a 90%. E com os cânceres avançados, por volta de 40%. Não diria que um dia a doença metastática será erradicada em todos os casos, mas certamente será crônica. Ou seja, conviveremos com ela sem que nos mate.

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Algum tipo de câncer um dia será erradicado?

O câncer de colo de útero e encaixa mais perfeitamente nesse cenário. Pelo simples fato de que existe uma vacina para preveni-lo, que é a do HPV. O vírus é transmitido principalmente pela relação sexual e é o principal causador desses dois tumores. Defendo a tese, inclusive, de que a vacina deveria ser dada nas escolas. A faixa correta da imunização é entre os 9 e 13 anos de idade. E aqui surge um problema. O imunizante é cercado de preconceitos, infelizmente. Vejo relatos de pais com medo de que a vacina influencie de alguma forma vida sexual de seus filhos ou provoque efeitos colaterais. Vacinação associada a rastreamento em massa das doenças e o exame de Papanicolau certamente erradicariam esse tumor que ainda é tão incidente.

A pandemia afetou muito o perfil da doença?

O medo da Covid-19 colocou todas as outras doenças em segundo plano. No caso do câncer o impacto foi brutal. No ano passado especialmente, quando ainda não tínhamos vacinas, o cenário foi pior. As pessoas ficaram com medo de ir ao hospital, muitos descontinuaram os tratamentos e os serviços de check-up foram esvaziados. Estima-se que a mortalidade por câncer tenha crescido pelo menos 20% globalmente. Mas as coisas já estão entrando nos eixos.

O Globo,

https://oglobo.globo.com/saude/em-tres-anos-tratamento-do-cancer-vivera-uma-revolucao-diz-oncologista-1-25174905

terça-feira, 15 de março de 2022

Câncer de colo de útero pode começar de forma silenciosa; saiba como evitar



Campanha do Março Lilás faz alerta sobre a prevenção da doença, que está entre as principais causas de morte por tumor entre mulheres no Brasil, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer)

SAÚDE | Hysa Conrado, do R7

15/03/2022 - 02H00

 

Infecção por HPV pode ser identificada antes de causar o câncer de colo de útero

Infecção por HPV pode ser identificada antes de causar o câncer de colo de útero

FREEPIK

 

O câncer do colo de útero pode ser uma doença silenciosa no início, mas ocupa a quarta posição no ranking de tumores que mais matam mulheres no Brasil, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer). Além disso, com exceção do câncer de pele, é o terceiro mais comum entre as mulheres.

 

A alta incidência está associada ao HPV, vírus sexualmente transmissível responsável pela infecção que causa o câncer na região, que infecta pelo menos 80% das mulheres com vida sexual ativa, de acordo com o Inca.

 

O ginecologista Alexandre Pupo, do Hospital Sírio Libanês e do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, explica que, apesar de ser o principal responsável pela doença, nem todos os tipos de HPV são considerados oncogênicos, isto é, com potencial para causar o câncer.

 

“Como qualquer vírus, ele inclui seu material genético na célula e utiliza os aparelhos internos da célula para produzir novos vírus. Alguns desses HPVs – existem mais de 200 tipos diferentes – acabam alterando a forma como as células lêem o DNA e essa alteração pode transformá-la em uma célula de câncer que passa a se replicar de maneira desordenada”, explica o médico.

 

Pupo destaca que o simples fato de ter o vírus no corpo não quer dizer que a mulher possa desenvolver o câncer. Para isso, é necessário, além de que esse HPV seja do tipo oncogênico, que a infecção seja recorrente e persista ao longo de anos.

 

Cólicas menstruais intensas podem ser sintoma de endometriose

Além disso, se identificada em estágio inicial por meio de exames preventivos como o Papanicolau, a infecção pode ser tratada antes que se transforme em um tumor.

 

“Com o tempo, esse HPV causa uma pequena alteração celular, muitas vezes identificada pelo Papanicolau, que é uma lesão não visível a olho nu. Em um primeiro momento, não é necessário fazer nada, apenas acompanhá-la e esse quadro pode se reverter sozinho. Se isso não acontecer em um prazo de um a dois anos, é possível cauterizar ou de alguma forma fazer uma destruição dessas células”, explica o ginecologista.

 

No entanto, se nada for feito para tratar essa lesão ou mesmo se ela passar despercebida pelos exames preventivos, ela pode evoluir ainda para dois estágios antes de se transformar em um tumor maligno com potencial para invadir outras células.

 

“O [terceiro estágio] já é considerado um carcinoma e é obrigatoriamente cirúrgico. O médico deve remover o fragmento do colo do útero que está doente e examinar no laboratório para confirmar se não há outro lugar em que a célula já não esteja invadindo”, explica Pupo.

 

Sintomas e tratamento

Os principais sintomas do câncer de colo do útero são sangramento durante e após a relação sexual, e corrimento com odor fétido e de aspecto sanguinolento. No entanto, antes dessas manifestações, as pequenas lesões causadas pelo HPV são possíveis de identificar por meio do exame de Papanicolau.

 

Caso o diagnóstico seja feito de forma tardia e a lesão já tenha se transformado em um câncer, o tratamento vai depender da evolução do tumor e do tamanho em que ele se encontra. Além da remoção da parte adoecida do colo – ou mesmo de todo o útero – por meio da cirurgia,  também pode ser necessário que a paciente passe por tratamentos quimioterápicos.

 

“Há os estadiamentos do câncer, que vai de um a quatro. No estágio três, ele está indo para o sistema linfático, no quarto ele já está acometendo órgãos ao redor, como a bexiga, o reto e os ligamentos que seguram o útero no lugar. Conforme o câncer cresce nessa região e se espalha, ele se torna não operável, a cirurgia é menos eficaz do que usar o tratamento com quimio e radioterapia”, ressalta Pupo.

 

Prevenção

A principal forma de prevenir este tipo de câncer é a vacina contra o HPV, disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para meninas de 9 a 14 anos, e meninos na faixa etária entre 11 e 14 anos. O imunizante protege contra os tipos 16 e 18 do HPV, responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero, segundo o Inca.

 

“Quem é vacinado tem o risco praticamente próximo de zero em relação ao desenvolvimento de câncer do colo do útero. Então a vacinação é fundamental e é uma campanha mundial, porque se todo mundo se vacinar é possível erradicar este tipo câncer”, afirma o ginecologista.

 

O Inca destaca que o tabagismo e o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais também podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer. Além disso, o uso de preservativo durante as relações sexuais também é importante para frear a circular e a contaminação pelo HPV.

 

Somado a isto, o Ministério da Saúde recomenda a realização dos exames ginecológicos preventivos, como o Papanicolau, para mulheres a partir dos 25 anos de idade.

 

“Abaixo dessa idade é um período ainda muito precoce para que o HPV cause alguma alteração que leve ao câncer. Temos casos esporádicos de pacientes que evoluem para uma lesão cancerígena antes dos 25 anos, como mulheres imunossuprimidas, seja por transplantes, seja por tratamentos quimioterápicos, seja por HIV, por exemplo, então é importante iniciar o acompanhamento mais cedo nesses casos”, explica Pupo. Para este grupo citado pelo médico, a vacina também é recomendada até os 45 anos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo

Muita paz, saúde e felicidade. 


Biossimilares no tratamento do câncer de mama


Tratamentos

Os biossimilares são medicamentos de alta tecnologia e que oferecem oportunidade de ampliação das alternativas terapêuticas para diferentes doenças, incluindo o câncer.

O desenvolvimento e a comercialização desses medicamentos viabilizaram a obtenção desses produtos a custos mais baixos, favorecendo o acesso pela população.

Câncer de mama no Brasil
O câncer é uma doença crônica e degenerativa que acomete pessoas de diferentes idades, etnias, sexos e localizações geográficas. No mundo, é responsável por cerca de 13% de todas as mortes, ou seja, mais de 7 milhões de óbitos por ano. O câncer de mama corresponde a 22% de todos os novos casos e está em primeiro lugar entre os diagnósticos da doença em mulheres, no Brasil. Apesar de infrequente, também pode acometer homens.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) esse tipo de câncer é causado pela multiplicação desordenada das células da mama que, nesse processo, formam um tumor. Existem diferentes tipos de câncer de mama que podem evoluir de variadas formas: alguns mais rápido, outros mais devagar. Recentes estudos oncológicos utilizam quatro classificações para os tipos de câncer de mama, sendo eles o luminal A, luminal B, HER2-positivo e triplo negativo.

Recentemente, as taxas de mortalidade pela doença vêm crescendo significativamente e alguns acreditam que isso se dê por conta do grande número de diagnósticos feitos quando o câncer de mama já se encontra em estágios avançados. O diagnóstico precoce ainda é o maior objetivo quando se pensa em aumentar as taxas de cura e de reabilitação, possibilitando o uso de tratamentos menos agressivos. O tratamento do câncer de mama é complexo e administrado de acordo com o estágio da doença, podendo incluir quimioterapia, cirurgia, radioterapia, hormonioterapia e imunoterapia; pode também ser realizada a combinação de uma ou mais dessas terapias.

Biofármacos, biossimilares e o câncer de mama no Brasil
A produção e comercialização dos medicamentos biológicos promoveram um avanço nos tratamentos oncológicos e uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes. Quando as patentes de diversos desses medicamentos expiraram, algumas indústrias farmacêuticas se empenharam no desenvolvimento do que chamamos de biossimilares – uma alternativa que possibilitou maior acesso ao tratamento porque diminuiu os custos para os sistemas de saúde.

Fármacos biossimilares são, como diz o nome, medicamentos altamente similares aos medicamentos biológicos de referência, com eficácia e segurança equivalentes, e cuja principal diferença encontra-se no processo de produção. São produtos biológicos complexos com mecanismos de ação extremamente específicos, produzidos a partir de organismos vivos modificados geneticamente e usados para o tratamento de diversas patologias.

 

https://www.biossimilaresbrasil.com.br/tratamentos/biossimilares-no-tratamento-do-cancer-de-mama

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Miranda McKeon, de ‘Anne With an E’, faz cirurgia para retirada das mamas

 Por Flavia Almeida

Miranda McKeon com as mãos na cntura, de camiseta rosa

Há cinco meses a atriz Miranda McKeon, de 19 anos, revelou que havia sido diagnosticada com câncer de mama. Agora a jovem artista passou por uma mastectomia dupla, cirurgia que consiste na retirada das duas mamas.

A atriz, que integra o elenco da série “Anne With an E”, usou as redes sociais para falar sobre a cirurgia uma hora antes de iniciar o procedimento.

“Hoje é um grande dia. Cheguei para fazer a cirurgia que eu havia antecipado há cerca de cinco meses. Farei uma mastectomia dupla – procedimento que remove todo o tecido mamário sob a pele dos dois lados, bem como alguns gânglios linfáticos no meu lado direito”, explicou.

“Isso vai me livrar de qualquer câncer e diminuir significantemente o risco de recorrência no futuro. Isso também quer dizer que ficarei livre do câncer.”

Miranda ainda agradeceu a todo apoio das pessoas próximas e afirmou que é “uma garota de sorte”.

PROCEDIMENTO BEM SUCEDIDO

Horas após a cirurgia, Miranda McKeon voltou às redes sociais e afirmou que o procedimento foi bem-sucedido.

“A cirurgia correu super bem. Estou com um pouco de dor e não posso me movimentar muito, mas de um modo geral, vejo uma recuperação tranquila pela frente. Minha programação para os próximos dias: gerenciar a dor, dormir, assistir shows e talvez fazer lição de casa. Estou me sentindo ambiciosa.”

“Isso eliminará qualquer câncer e diminuirá significativamente meu risco de recorrência no futuro”, finalizou a jovem de 19 anos.


https://www.ofuxico.com.br/saude/miranda-mckeon-de-anne-with-an-e-faz-cirurgia-retirada-das-mamas/?amp

NOTA do Vida com Câncer: Muita gente confundiu e achou que a Miranda fosse a atriz principal da série, a Amybeth McNulty